Fusão Lula e Maluf: exemplo de uma vantagem não muito competitiva

junho 27, 2012

Por Marcos Morita

Quais motivos, vantagens e eventuais problemas podem decorrer de alianças e parcerias? Que cuidados tomar para não se meter numa saia justa, comprometendo sua imagem?

A surpreendente política brasileira mais uma vez nos proporcionou momentos impagáveis na semana passada. Uma foto que ficará para a história, tirada na casa do ex-prefeito de São Paulo, mostra um Lula bastante sorridente e à vontade, observado ao fundo pelo perplexo e cabisbaixo Haddad. Do outro lado, o sorriso sempre cínico e maroto, característico de Paulo Maluf, completava a cena bizarra.

Tal acordo se baseia numa teoria defendida pelo ex-presidente, o qual pretende tornar conhecido o semidesconhecido ministro da Educação, investindo na mídia de massa através do horário eleitoral gratuito, repetindo o feito de Dilma. Com a parceria, a coligação já apelidada de Malddad, composto pelos sobrenomes de Paulo e Fernando, ganhará cerca de 90 segundos adicionais para tentar convencer os paulistanos.

Não obstante a retórica e a ideologia – ou sua total ausência – dos políticos e seus partidos, sobre as quais prefiro não me aprofundar, acredito que este acontecimento pode trazer algumas lições ao mundo empresarial. Quais motivos, vantagens e eventuais problemas podem decorrer de alianças e parcerias? Que cuidados tomar para não se meter numa saia justa, comprometendo sua imagem?

Em suma, empresas se associam para obterem diferenciais e vantagens, as quais podem vir na forma de novos mercados, produtos, tecnologias, modelos de negócio, escala de produção, oportunidades ou até mesmo retaliação. Em suma, o objetivo é criar condições para um ambiente competitivo mais favorável. A ideia básica pode ser resumida no conceito de sinergia, no qual o todo é maior que a soma das partes.

O pesquisador americano Jay Barney, em artigo publicado no Journal of Management, apresentou um modelo denominado como VRIO, o qual pode ser utilizado para listar as motivações de uma parceria. Com base nesta teoria, uma empresa obteria uma vantagem competitiva sustentável quando seus recursos, ativos e capacidades puderem ser classificados como valiosos, raros, difíceis de imitar e explorados pela organização. Vejamos dois exemplos.

Acesso à tecnologia e mercados: a parceria firmada entre Toyota e GM, criando a empresa NUMMI, tinha como objetivos fornecer acesso ao sistema de produção enxuta da montadora japonesa, lean manufacturing, em contrapartida a criação de uma planta no maior mercado consumidor mundial. Troca de ativos e recursos valiosos, raros e difíceis de imitar, os quais foram mais bem explorados pela montadora japonesa, conforme prova a história recente.

Oportunidades: muitas vezes o acaso colabora para o destino. Quem diria que os inimigos quase mortais Perdigão e Sadia, os quais travaram batalhas nas gôndolas e nos comerciais de televisão, um dia estariam sob o mesmo teto? Uma aposta financeira errônea fez com que a então líder Sadia fosse às cordas. E imaginar que alguns anos antes tentou comprar a rival por meio de uma oferta hostil. Chance única para a Perdigão ganhar escala, tornando-se líder quase monopolista em diversos setores. Algo valioso, raro e difícil de imitar.

Adquirentes costumam contratar firmas de auditoria e consultoria, conduzindo investigações sobre a situação legal, contábil e financeira da adquirida. Este processo, também denominado como Due Diligence, cobre diversas áreas, tais como societária, fiscal, trabalhista, marcas e patentes, dentre outras. Quando bem realizado e conduzido, costumam trazer maior segurança e transparência aos envolvidos.

Voltando ao caso ocorrido nos jardins da mansão do ex-prefeito em bairro nobre de São Paulo, podemos analisar o tempo conseguido no horário eleitoral como um ativo valioso, raro e difícil de imitar, uma vez que o tempo é estabelecido por meio da participação dos partidos na cena política. Apesar de atender os requisitos propostos por Jay Barney, acredito que a coligação esdrúxula trará pouca ou nenhuma vantagem competitiva ao PT. Talvez estes sejam os 90 segundos mais caros da vida de Lula e seu companheiro Haddad. Outubro está logo aí.

Marcos Morita é Mestre em Administração e professor de estratégia e marketing na Universidade Mackenzie. É também executivo há 15 anos em multionacionais.

Fonte: Administradores.com


Algumas reflexões sobre o discurso de Abílio Diniz

junho 25, 2012

Abílio Diniz em evento da Endeavor

Por Pedro Paulo Morales

Após entregar o comando da controladora do Grupo Pão de Açúcar ao francês Casino, o empresário Abílio Diniz fez um discurso movido pela emoção, procuro aqui destacar alguns trechos para reflexão.

“Deus me fez forte… Vou seguir em frente, não sei como, mas vou” com essa frase ele mostra que sempre foi um empresário apaixonado pelo que faz e que deus sempre e que confia em deus, mostra em trechos de seu discurso lembranças de sua vida que são únicas na de um homem como o nascimento de um filho “Aqui nesta sede, nasceu minha filha Ana Maria, nos fundos da loja número um. Aqui desenvolvi minha carreira de empresário”, em outras partes de sue discurso Abílio diz que uma empresa apenas se torna forte quando consegue desenvolver bons valores e internaliza-los na cultura da empresa “Não chegamos até aqui sem bons motivos. Temos cultura e temos valores.” Diz ainda que mesmo não sendo mais o principal acionista do grupo vai continuar sendo o guardião do grupo e continua com garra para caminhar pela vida “No que depender de mim, vou continuar na defesa de tudo isso que nos fez grandes e dignos. Apesar de abalado pelos últimos acontecimentos, estou forte e sinto grande vontade de continuar melhorando como pessoa, progredindo como empresário e me aperfeiçoando como ser humano.”.

Abílio Diniz se sente magoado com os acontecimentos dos últimos tempos, triste e decepcionado com distorções de verdade e deixa um recado para seus sócios que mostra qu os colaboradores eram tratados nas suas empresas como uma família e neste ponto esta um dos fatores de sucesso do Pão de Açucar “Não posso exigir que os novos comandantes o exerçam à minha maneira, mas, posso pedir que não esqueçam que esta empresa é uma empresa familiar. Não porque foi fundada e pertenceu a uma família, mas, porque é uma família para quem trabalha nela.” , uma vez ouvi de um caixa de supermercado “Aqui é fácil entrar , o difícil é sair , me sinto bem aqui!” ao ser questionado por um outro rapaz que queria mandar um currículo para o Pão de Açúcar.

Abílio termina seu discurso dizendo que não quer tristeza, a transferência de controle é um fato normal e que não esta se despedindo “Sempre digo que há três coisas que detesto: cebola, despertador e despedida. Não façam de hoje um dia de tristeza. Considerem toda a emoção desta transferência de controle como algo normal. Temos de acreditar que a vida continua, que a vida é bela, que o mais importante é saúde e que, com saúde e com força, a gente vai buscar o que quer”.

Leia o discurso. Leia o resto deste post »


5 regras de etiqueta para você no trabalho

junho 25, 2012

Para não comprometer o seu bem estar e nem o dos seus colegas, saber se portar no trabalho é uma obrigação.

Para que o ambiente de trabalho seja confortável para todos os funcionários, é necessário que as pessoas se comportem de acordo com algumas regras, estabelecidas pela empresa.

No entanto, em muitos casos, mesmo as regras que a empresa impõe podem deixar o funcionário desconfortável. Saber se portar no escritório é fundamental. Confira 5 regras de etiqueta que vão melhorar a convivência na empresa:

Seja humilde

Nunca use a sua posição para amedrontar ou conseguir coisas com os outros funcionários. Isso acaba com a união e a lealdade da equipe. Você pode ser um ótimo profissional e ocupar um cargo de chefia, mas trate seus inferiores de igual para igual.

Vista-se respeitavelmente

Provavelmente o seu escritório tem um código de vestimenta. Apesar dele, tenha consciência na hora de se vestir. Evite roupas curtas ou decotadas demais, assim como as que estiverem com aparência de velhas ou sujas.

Lembre as ocasiões especiais

Mesmo que o seu dia esteja lotado, reserve uns segundinhos para parabenizar seus colegas por boas atuações ou comemorar o aniversário de alguém que se deu o trabalho de levar um bolo para o escritório. Isso significa muito para os colegas e garante uma convivência amigável.

Dome aparelhos eletrônicos

Ninguém é obrigado a escutar a sua música favorita a cada vez que seu telefone toca. Especialmente porque esse tipo de ruído interrompe conversas importantes e tira a concentração das pessoas. Coloque um toque baixo no seu celular ou, melhor ainda, deixe o aparelho no vibracall.

Etiqueta dos e-mails

Conversas por e-mail são muito impessoais e deixam margem para interpretações muito amplas. Procure ser bastante específico, político e educado em seus e-mails, para não parecer rude e criar inimizades de graça. Não envie anexos enormes e sempre responda os e-mails. As dicas são da Rede Universia.

Fonte: Diário do Nordeste


10 piores erros que um trainee pode cometer

junho 24, 2012

Não deixe que o comportamento comprometa sua trajetória de sucesso na empresa

São Paulo – Ser aprovado no programa de trainee não é o mais difícil. O complicado é não deixar que essa conquista suba à cabeça. Os comportamentos abaixo podem comprometer uma trajetória de sucesso na empresa.

Leia em EXAME


Ajude na preservação do meio ambiente

junho 22, 2012

Por Sonia Jordão

Nunca, em toda a história da humanidade, falou-se tanto na necessidade de preservação do meio ambiente como na atualidade. Previsões de fenômenos da natureza que há dez anos eram consideradas merecedoras de obras de ficção científica, hoje se mostram duramente reais. Basta nos lembrarmos do Tsunami que atingiu o Japão em 2011. E quem poderia supor que haveria tremores de terra no Brasil, como os de 4,0 e 4,5 graus na escala Richter que atingiram Montes Claros(MG), em 2012?! E os exemplos não faltam…

Mas, será que estamos à mercê desses fenômenos? Do outro lado do mundo, onde são mais frequentes, já há uma rede de alertas que avisam os moradores quando a natureza resolve mostrar a que veio. Como, então, colaborar para que de alguma maneira estes fenômenos não sejam mais tão frequentes ou intensos? Não pense que vou propor alguma ideia mirabolante ou algo difícil de colocar em prática. O que você lerá nas próximas linhas são dicas simples e que colaboram para amenizar o nosso impacto no meio ambiente.

  • Faça a coleta seletiva de seu lixo, separe o lixo orgânico do inorgânico e dê o destino correto para pilhas e baterias.
  • Não desperdice água, feche a torneira ao lavar louças e o chuveiro ao se ensaboar. Além disso, não varre a calçada com a mangueira, para isso temos vassouras.
  • Jogue lixo no lixo. Mesmo um simples papel de bala pode contribuir para entupir os bueiros da sua cidade, principalmente quando várias pessoas jogam lixo nas ruas.
  • Prefira comprar bebidas e alimentos de embalagens reutilizáveis.
  • Compre eletrodomésticos eficientes no consumo de energia.
  • Prefira o uso de sacolas de pano ou reutilizáveis no lugar das sacolas de plástico.
  • Reduza o uso do automóvel ou ofereça carona a colegas e vizinhos.
  • Use o verso de documentos antigos como rascunho.
  • Apague a luz quando sair de algum cômodo.
  • Não desmate áreas verdes.
  • Não jogue guimba (filtro) de cigarro nas rodovias.
  • Se você mora em cidades litorâneas ou com rios, respeite o período de pesca.
  • Doe objetos que você já não utiliza.
  • Adote a prática da reciclagem.

Não pense que essas atitudes são fórmulas mágicas capazes de alterar, da noite para o dia, o curso em que estamos ou que ao realizá-las uma única vez conseguiremos salvar o meio ambiente de nossas atitudes impensadas. Ou, ainda, que são as únicas formas de colaborarmos para a preservação do meio ambiente. Não, querido leitor, não há fórmulas, tampouco mágicas. Saiba que para algo se tornar realidade é preciso atitude, ação. Então, comece a repensar as suas atitudes e a colocar em prática as dicas acima. Colabore, você também, para a preservação do meio ambiente. Não espere o outro, faça sua parte. Pequenas atitudes podem causar grandes impactos.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

Portal: www.soniajordao.com.br

Fonte: Administradores


Para que complicar se voce pode simplificar

junho 21, 2012

Por Gustavo Rocha

Reli recentemente esta fábula, que fala um pouquinho de como as coisas às vezes ocorrem no mundo corporativo.

Quando tudo está funcionando bem, criam-se novas unidades, novas gerências, novos cargos e, um empregado ou unidade que se desenvolviam a contento passam a ser desconsiderados quando a rentabilidade cai. E nessas horas, muitas vezes não se analisa a superestrutura criada, e a culpa toda recai sobre o empregado ou unidade, que primeiramente davam um retorno satisfatório.

Aproveitem a leitura!

Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório, e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.

O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A formiga porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Parece familiar? Muitas empresas querem encontrar soluções bonitas, com nomes complexos, com relatórios em formato de bolachas e principalmente muito papel (apesar de amarem – ou dizerem que amam – a sustentabilidade).

Devemos refletir no nosso papel de administradores de departamentos jurídicos mais do que cargos, posições e/ou nomes bonitos. Devemos pensar no que representa o nosso papel.

Responda as seguintes perguntas:

Quem somos perante a empresa?

Quem somos perante nossos subordinados? (como nos vêem?)
Qual o planejamento e futuro deste trabalho que desenvolvo?
Fica mais fácil assim, analisando, pensando concluindo.

Para colaborar com esta reflexão que deve resultar em atitude, uma frase simples, que diz tudo:

“Nossa cabeça é redonda para permitir ao pensamento mudar de direção.”
Francis Picabia

Não é mesmo?

Gustavo Rocha é Consultor nas áreas de Gestão, Tecnologia e Qualidade.  site: gestao.adv.br

Fonte: Portal Qualidade Brasil


Executivos: 7 erros que podem destruir uma empresa

junho 20, 2012

Por Marcos Morita

Procurar justificar os meios alegando um fim nobre não convence e é uma das falhas mais graves.

Há alguns dias escrevi um artigo listando sete erros frequentes que devem ser evitados por profissionais de diversos níveis hierárquicos, baseado em atitudes e comportamentos. Fui solicitado a pensar nas falhas mais comuns cometidas por executivos e profissionais de alto escalão. Tarefa um tanto quanto simples, considerando que apenas precisei observar meu próprio comportamento, assim como o de colegas e superiores. Difícil foi conseguir uma brecha na agenda lotada e extenuante, considerando que estamos em junho, mês de fechamento do segundo trimestre. Vamos então as dicas, as quais, espero, possam ser úteis.

Os fins justificam os meios: metas irrealistas, pressões por resultados de curto prazo e cobranças desmedidas das chefias, podem fazer com que o executivo acabe cometendo deslizes ou faltas éticas, ferindo princípios contábeis e normais internacionais. É comum fabricantes estocarem seus parceiros de canal, oferecendo descontos para que comprem além da quantidade normal. Verbas de marketing, prorrogações de títulos e devoluções são algumas das consequências.

Tudo é urgente: conheci profissionais que não distinguem a diferença entre urgente e importante, tornando todo e qualquer assunto como a hora da morte, principalmente aqueles solicitados pela chefia imediata. Esta postura de desespero acaba contaminando seus subordinados e a área, cujo clima organizacional tende a se deteriorar rapidamente, trazendo conflitos, desmotivação e desligamentos. Nem o melhor dos motores resiste andar em alto giro durante 30 dias seguidos.

Efeito casulo:apesar de declinante, conheço gerentes e diretores que passaram longos períodos em uma só empresa, fechando-se para o mercado. Em alguns casos o casamento um dia acaba, trazendo uma sensação amarga de traição e negação. Como um marido recém-separado, precisam reaprender a procurar emprego. Considerando que grande parte das vagas de alto nível é preenchida pelo famoso QI, não é difícil prever que terão dificuldades. Sei que pode parecer chavão, porém manter uma rede de networking é um hábito salutar. Um almoço por semana basta. Palavra de quem já sofreu na pele.

Longe da escola: da mesma maneira que existem profissionais que vivem para estudar, aproveitando suas férias para cursos de atualização, há aqueles que só pensam em trabalhar, passando longe dos bancos escolares. Um currículo repleto de realizações e conquistas, obtidos a custa de muitas horas extras e finais de semana. Ter apenas a graduação no CV poderá atrapalhá-lo, uma vez que perderá a noção das teorias e modelos aplicados em outras empresas e setores.

O alpinista: há muitos executivos que acabam pulando etapas em sua carreira, ocupando rapidamente postos de direção. Em geral, profissionais com escolas de primeira linha, idiomas e experiências internacionais, utilizam sua inteligência criando estratégias que os levarão ao topo. Pouco jogo de cintura em relacionamentos interpessoais e falta de liderança, frutos da experiência, podem ocorrer. Em épocas de organogramas horizontalizados, promoções laterais são também interessantes.

Faça como os políticos: em anos eleitorais tudo é possível, até coalizões entre Maluf e Lula, aqui em São Paulo. Não obstante o disparate, o importante é aprender a habilidade em formar coalizões e costurar acordos, imprescindíveis no alto da hierarquia. Em grandes corporações, conhecer e trafegar bem nas complexas estruturas organizacionais pode fazer a diferença, por exemplo, na aprovação ou não de um projeto.

O efeito formiga: muitos chefes acabam sempre com a mão na massa, seja por gostarem do trabalho do dia a dia, não confiarem em seus subordinados ou não delegarem de maneira apropriada. Sempre atolados de trabalho, acabam se escondendo das maiores decisões, sendo vistos como operacionais pela chefia. Apesar do nobre propósito, um dos papéis a desempenhar pelo executivo é o marketing pessoal. Como já dizia o ditado, quem não é visto não é lembrado.

Com raras exceções, grande parte dos setores e indústrias tem vivido momentos de queda em seus faturamentos, cujos planos, construídos com base no eufórico ano de 2011, estão muito aquém do previsto. O humor das empresas e dos executivos costuma refletir o clima econômico vigente, apesar das previsões otimistas de Guido Mantega. Neste cenário um tanto quanto encoberto e com os nervos a flor da pele, nunca é demais tomar alguns cuidados.

Marcos Morita é Colunista do site Administradores e palestrante sobre o tema Estratégias Empresariais.

Fonte: Administradores.com


Ernst & Young Terco lança campanha para contratar 900 trainees em 2012

junho 19, 2012

Programa de Trainees está com inscrições abertas para contratar 900 estudantes e recém-formados em todo o Brasil.

São Paulo, 31 de maio de 2012 – A Ernst & Young Terco está com processo de seleção aberto para contratar 900 trainees em 2012. As vagas serão para 12 escritórios da empresa espalhados pelo Brasil. Este ano, a empresa espera superar o número recorde de inscrições registradas em 2011, que foi de 64 mil candidatos.

Com o mote Fator Y – Sua Carreira Merece Mais, o processo seletivo 2012 mostra aos estudantes e recém-formados as oportunidades de aprendizado e crescimento profissional que encontrarão na Ernst & Young Terco.

O hotsite para inscrições (www.traineeseyt.com.br) traz recursos interativos, como a ferramenta “Imagine-se na Ernst & Young Terco”, que permite ao candidato identificar as oportunidades de carreira que terá na empresa a partir do curso de formação e de seu perfil.   No hotsite também é possível conhecer os desafios e oportunidades de carreira, assistir a vídeos no estilo reality show com profissionais da Ernst & Young Terco e acessar os perfis da empresa nas redes sociais. Este anos, a Ernst & Young Terco foi eleita pelo segundo ano consecutivo uma das Melhores Empresas para Começar a Carreira.

Como participar

Para participar do processo seletivo, os interessados devem fazer a inscrição pelo site www.traineeseyt.com.br. O objetivo é recrutar estudantes ou recém-formados dos cursos de Ciências Contábeis, Administração, Direito, Economia, Relações Internacionais, Ciências Atuariais, Engenharia, Matemática, Estatística e cursos relacionados à Tecnologia da Informação, com conclusão prevista para 2012/ 2013.

As áreas técnicas nas quais os trainees poderão atuar são: Consultoria, Auditoria, Transações e Tributos. Todos receberão benefícios, como auxílio de graduação, vale-transporte, vale-alimentação, assistência médica e seguro de vida.

Até o final do ano, serão selecionados 520 jovens em São Paulo, 108 no Rio, 35 em Campinas, 22 em Belo Horizonte e mais de 100 novos talentos distribuídos nos demais escritórios (Porto Alegre, Blumenau, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife, Salvador, Fortaleza e Curitiba).

Número de vagas por praça:

Porto Alegre – 25

Curitiba – 22

Blumenau – 8

São Paulo – 570

Campinas – 35

Rio de Janeiro – 158

Belo Horizonte – 22

Goiânia – 3

Brasília – 2

Recife – 22

Salvador – 19

Fortaleza – 13

Sobre a Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco:

A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e consultoria. Em todo o mundo, a empresa tem 144 mil colaboradores unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. A empresa faz a diferença ajudando colaboradores, clientes e as comunidades em que atua a atingirem todo seu potencial.

No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de consultoria e auditoria com 4.400 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de grande, médio e pequeno portes.


Em busca do equilibrio financeiro

junho 19, 2012

Por Tom Coelho

O crédito fácil pode levar a um ciclo de endividamento a juros elevados para quem não planeja suas finanças pessoais

Depois de anos usando transporte público, você decide aproveitar as taxas de juros mais acessíveis e os longos prazos de financiamento para adquirir seu carro próprio. Na concessionária, opta por um modelo mais completo, incluindo acessórios que custarão apenas alguns reais adicionais na prestação. Afinal, este é o número que você vislumbra: o valor do dispêndio mensal.

Passados alguns meses, você se vê em dificuldades para saldar o compromisso assumido. E, após atrasar o pagamento de duas parcelas consecutivas, assiste o banco ingressar com ação de busca e apreensão do veículo. Ao final, resolve devolver o carro, perdendo todo o investimento feito.

Esta não é uma história de ficção. É um fato recorrente, fruto de falta de planejamento financeiro. Ao investir na compra de um veículo, muitos estabelecem como foco apenas o valor da prestação que estimam ser possível assumir. Assim, esquecem-se das despesas com licenciamento, seguro obrigatório, IPVA, seguro do veículo, combustível, lavagem, estacionamento, pedágio, eventuais multas e manutenção do carro.

A busca do equilíbrio nas finanças pessoais passa pelo gerenciamento das receitas e das despesas. O lado das receitas é normalmente meio engessado. O assalariado pode buscar uma elevação de sua renda fazendo horas extras, desde que com a anuência da empresa. Ou realizar pequenos jobs, isto é, trabalhos autônomos para terceiros, a fim de reforçar o caixa.

Já o profissional com remuneração variável, ao mesmo tempo em que não dispõe da segurança proporcionada por um salário no final do mês, tem à sua disposição a possibilidade de, fazendo uso de sua habilidade e criatividade, gerar novos negócios, buscar novos clientes, aumentar suas receitas.

Mas é no campo das despesas que este jogo acontece. Segundo o IBGE, 85% das famílias brasileiras gastam mais do que ganham todos os meses. Dados do Banco Central indicam que o gasto com dívidas compromete 22% do salário do trabalhador brasileiro. Isso compromete a produtividade, o desempenho, os relacionamentos interpessoais e até mesmo os índices de acidentes no trabalho.

Para gerenciar suas despesas relacione todos os gastos possíveis dividindo-os em categorias: habitação, saúde, alimentação, educação, transporte, cultura, lazer, despesas financeiras, impostos e diversos.

Feito isso, algumas sugestões mostram-se pertinentes:

1. Monte sua própria planilha de despesas de acordo com sua realidade. Você poderá concluir, por exemplo, ser necessário trocar os serviços de uma empregada doméstica mensalista pelos préstimos de uma diarista duas vezes por semana.

2. Analise quais gastos podem ser eliminados, substituídos ou reduzidos. Talvez você tenha que eliminar alguns serviços de sua cesta, reduzindo seu padrão de vida atual. Isso pode simbolizar o cancelamento da TV paga, uma visita a menos por mês a um restaurante ou o uso mais regrado do telefone celular.

3. Evite comprar por impulso ou através de financiamento com juros. Opte por comprar à vista, sempre que possível. Um exercício interessante é aguardar uma semana para adquirir algum novo bem. Após este prazo, pergunte-se com franqueza se ainda precisa daquele objeto.

4. Ataque de frente e sem piedade suas despesas financeiras. Saia do crédito rotativo do cartão de crédito. Cancele-o e busque um juizado de pequenas causas para efetuar o pagamento do saldo devedor sem a incidência atroz de juros que chegam a 15% ao mês. Faça o mesmo com seu cheque especial, negociando seu parcelamento com taxas reduzidas.

Em suma, tome as rédeas de sua vida financeira e tenha na disciplina sua maior aliada.

Fonte: Administradores


10 coisas que nunca deve dizer no trabalho

junho 18, 2012

10 coisas que você nunca deve dizer no trabalho

Em época politicamente correta, é importante saber o que você pode para que a relação profissional seja boa

As relações que você estabelece no ambiente de trabalho, por mais amigáveis que sejam, ainda são profissionais. Por isso, é importante saber o que você pode ou não dizer em seu emprego, especialmente em tempos politicamente corretos como os atuais.

Mas isso não significa que você precisa passar o dia vigiando tudo que vai dizer e muito menos que você deve ficar sem dizer nada. Confira uma lista com as 10 principais coisas que você nunca deve dizer no trabalho e fique tranquilo ao se comunicar com os colegas:

“Não trabalho por dinheiro”

Você pode amar a sua profissão, mas não minta. Você trabalha sim por dinheiro, porque precisa dele para viver. Fazendo isso você coloca as pessoas ao seu redor em uma posição teoricamente inferior. Mesmo que você não perceba, passa uma impressão de superioridade ou arrogância. O melhor que você pode fazer é esquecer a questão do dinheiro.

Vou conversar com o chefe

Na maioria das vezes isso soa como sinal de fraqueza. Você não precisa mandar nos seus colegas de trabalho, mas deve dar suas opiniões de forma segura. E, além do mais, ninguém quer parecer um fofoqueiro.

Humilhar alguém em público

Na verdade, não faça isso nem a sós. Mesmo que você esteja certo, humilhar alguém nunca é uma atitude correta. E, além disso, você nunca sabe quem pode estar ao redor. Uma dessas pessoas pode ser o seu chefe.

Não pode ser dito em público

O critério para decidir o que você vai dizer é o seguinte: você poderia dar essa informação publicamente? Não? Então não fale sobre ela, mesmo em particular. Se a informação não pode ser compartilhada com seus companheiros de equipe, evite tocar no assunto com uma ou duas pessoas. Esqueça os “segredinhos”.

Que é o preferido do chefe

Você pode ser uma ótima pessoa e seu chefe pode gostar muito de você, mas isso não quer dizer que você seja o preferido e, menos ainda, que isso será útil para você no mundo dos negócios.

Confortável na tarefa

Se a tarefa não for discrimi-natória, ilegal ou perigosa, você está apenas reclamando. Ninguém é obrigado a gostar de tudo, mas você precisa saber que não vai fazer só o que gosta no trabalho. Acostume-se e lide com a tarefa da melhor maneira que puder.

“Quando me aposentar…”

Bom, você só vai se aposentar daqui a alguns – ou muitos – anos. O que você vai fazer quando conseguir ainda está completamente fora de questão. O melhor que você pode fazer é focar nos seus objetivos até que você consiga se aposentar.

Fofocas

Nunca faça fofocas no trabalho, especialmente sobre romances que acontecem no escritório. Para começar, isso não vai contribuir em nada no seu rendimento nem no da equipe. E ainda vai deixá-lo com uma reputação ruim entre os funcionários. Ninguém confia em fofoqueiros.

Autoridade que não tem

Nunca diga que certas coisas estão sob a sua responsabilidade se elas não estão. Nem ofereça ajuda se você não terá como auxiliar seus colegas de trabalho. Isso irá acabar com a sua credibilidade e fazer com as pessoas pensem que você quer se aparecer.

Conviver com um erro

Todo mundo comete erros, faz parte do aprendizado. Mas precisa aprender com eles e, a partir disso, melhorar o seu desempenho profissional. Dizer que você não pode conviver com um erro é o mesmo que dizer que você não quer evoluir em sua carreira.

Fonte: Diário do Nordeste


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