Os desafios da seleção e retenção dos jovens talentos

julho 12, 2012

Por Roberta Taconi Ferraz

O mercado está aquecido, os conhecimentos técnicos estão escassos e isso realmente causa uma dificuldade para os profissionais de RH selecionarem talentos. Mas não basta selecionar talentos: o importante é buscar pessoas alinhadas com a proposta da empresa. Em outras palavras, o maior desafio atualmente é encontrar os profissionais que se identificam com os valores da corporação.

Como todo processo de contratação é uma relação ganha – ganha, a vaga tem que gerar valor para o candidato de alguma forma e atraí-lo. Por isso o RH tem que usar de toda sua criatividade no processo seletivo, além de estruturá-lo muito bem. O processo de recrutamento e seleção de recursos humanos é um dos fatores mais importante para garantir o sucesso e a sustentabilidade das organizações no mercado, pois pessoas certas, no lugar certo, com certeza trazem benefícios e rentabilidade para as empresas.

Mas a identificação com a empresa não basta: a organização precisa também atender os anseios das novas gerações que estão entrando no mercado de trabalho. Pois os jovens talentos buscam um crescimento rápido, são empreendedores, buscam “cestas de benefícios” que sejam atrativas, preocupam-se muito com sua empregabilidade, ou seja, não se acomodam e buscam conhecimento e novas experiências a todo momento. Ou seja, quem tiver políticas de RH formatadas de acordo com os anseios por estabilidade e segurança da geração baby boomer poderá até selecionar bem, mas fatalmente perderá os talentos garimpados.

Nesse sentido, cursos e treinamentos favorecem a retenção de talentos porque oferecem conhecimento – um dos anseios desta nova geração. A retenção não se dá com um único fator, ou seja, apenas com cursos, mas um programa bem estabelecido de treinamentos, a preocupação com a educação corporativa, aliado a uma gestão de conhecimento, favorece a retenção, já que a educação amplia, desenvolve e aperfeiçoa a pessoa para o seu crescimento profissional em determinada carreira na organização.

Porém observamos que as empresas investem muito em treinamentos técnicos e empresariais, mas após pouco tempo os resultados acabam sendo insatisfatórios e pouco expressivos no que diz respeito à implantação de processos de mudança de atitude. Desta forma, a habilidade comportamental passou a ser vista como um diferencial importante nos profissionais de uma empresa. E para retenção de talentos, são os treinamentos comportamentais que fazem a diferença. Porque é necessário que o jovem talento tenha um direcionamento claro de sua carreira, que seu líder seja uma referência para o seu sucesso e que o oriente e participe do seu plano de desenvolvimento pessoal, seja em questões técnicas ou comportamentais. O feedback é uma ferramenta muito importante que a liderança precisa usar regularmente com seus funcionários e que ajuda muito em questões comportamentais.

Treinamentos comportamentais também favorecem outros importantes fatores de retenção, como o bom clima organizacional, com alto astral. Como o líder tem uma grande importância neste contexto, pois é ele o responsável por injetar energia positiva no ambiente, é extremamente importante capacitá-lo para isso.

Um outro fator que os jovens talentos levam em consideração é a participação de alguma forma nos processos decisórios, ou seja, os líderes devem escutar o que eles tem a dizer e dar a chance de contribuírem com boas ideias, pois os processos autoritários, realmente estão em baixa e não trazem resultados efetivos.

É certo que treinamentos e conhecimento não substituem perspectivas concretas de crescimento e qualidade de vida, bem como remuneração e benefícios. Se estes são os tijolos que formam os alicerces de uma relação de longo prazo, a gestão do conhecimento é o cimento que os une e assegura sua longevidade.

(*) Roberta Taconi Ferraz é Gerente de Recursos Humanos do IDORT


5 dicas para otimizar as reuniões na empresa

julho 3, 2012

Por Christian Barbosa

Reuniões longas e ineficientes continuam sendo desafios enfrentados por empresas de qualquer tamanho e segmento, em qualquer parte. O mundo corporativo criou péssimos hábitos na condução e realização de reuniões. Não há cumprimento de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião, a condução é cheia de conversas paralelas e fica difícil manter o foco.

Reuniões sem foco levam a equipe a perder tempo, a falhar na execução de suas prioridades e a reclamar da falta de tempo para fazer o que realmente precisa. Tenho sido muito questionado nos últimos tempos sobre como é possível reduzir o número de reuniões e aumentar a produtividade das mesmas.

Por esse motivo, organizei algumas dicas úteis e rápidas para otimizar as reuniões. Confira abaixo:

Tenha o objetivo e pauta visíveis

Defina o que deve ser alcançado quando a reunião terminar (objetivo) e os itens que ajudarão a tornar isso possível (pauta). Envie aos participantes na convocação e durante a reunião mantenha visível a todo o momento.

Use um cronômetro

Nos principais comércios populares existem cronômetros de até 2h por menos de R$ 30! Controlar o tempo é dever de todos na reunião, quando o tempo fica visível é mais fácil de conseguir manter o controle do tempo.

Conduza a reunião

Escolha uma pessoa para conduzir a reunião, de forma que organize a conversa, as ideias, registre as ações posteriores e corte conversas paralelas.

Não trabalhe na reunião

Se não for uma reunião aonde algum trabalho deva ser feito, mas apenas discutido, não caia no erro de agir durante a reunião, além de tomar tempo acaba perdendo o foco da discussão.

Envie um e-mail de fechamento

Ao terminar a reunião envie um e-mail aos participantes agradecendo a presença e pontuando as principais ideias e ações definidas.

Uma reunião produtiva costuma ser rápida, ter um objetivo a ser alcançado e gerar algum tipo de ação futura.

Christian Barbosa maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade.

Fonte: Administradores.com


A tecnoangústia do quanto é necessário saber

junho 29, 2012

Por Renato Bernhoeft

Num mundo em que as pessoas são cercadas de informações por todos os lados, não saber nada sobre certos assuntos pode ser tão importante para a saúde mental quanto o silêncio o é para a música.

Uma das avaliações que em muitas circunstâncias torna-se provocativa ao longo da vida é o quanto podemos – e devemos – saber. Com o crescimento da velocidade dos meios que nos dão acesso às informações foi criada inclusive uma expressão para caracterizar este sintoma. Ela se tornou conhecida como a ‘tecnoangústia’.

O excesso de informação provoca a angústia típica dos tempos atuais e leva à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema. Leia o resto deste post »


Fusão Lula e Maluf: exemplo de uma vantagem não muito competitiva

junho 27, 2012

Por Marcos Morita

Quais motivos, vantagens e eventuais problemas podem decorrer de alianças e parcerias? Que cuidados tomar para não se meter numa saia justa, comprometendo sua imagem?

A surpreendente política brasileira mais uma vez nos proporcionou momentos impagáveis na semana passada. Uma foto que ficará para a história, tirada na casa do ex-prefeito de São Paulo, mostra um Lula bastante sorridente e à vontade, observado ao fundo pelo perplexo e cabisbaixo Haddad. Do outro lado, o sorriso sempre cínico e maroto, característico de Paulo Maluf, completava a cena bizarra.

Tal acordo se baseia numa teoria defendida pelo ex-presidente, o qual pretende tornar conhecido o semidesconhecido ministro da Educação, investindo na mídia de massa através do horário eleitoral gratuito, repetindo o feito de Dilma. Com a parceria, a coligação já apelidada de Malddad, composto pelos sobrenomes de Paulo e Fernando, ganhará cerca de 90 segundos adicionais para tentar convencer os paulistanos.

Não obstante a retórica e a ideologia – ou sua total ausência – dos políticos e seus partidos, sobre as quais prefiro não me aprofundar, acredito que este acontecimento pode trazer algumas lições ao mundo empresarial. Quais motivos, vantagens e eventuais problemas podem decorrer de alianças e parcerias? Que cuidados tomar para não se meter numa saia justa, comprometendo sua imagem?

Em suma, empresas se associam para obterem diferenciais e vantagens, as quais podem vir na forma de novos mercados, produtos, tecnologias, modelos de negócio, escala de produção, oportunidades ou até mesmo retaliação. Em suma, o objetivo é criar condições para um ambiente competitivo mais favorável. A ideia básica pode ser resumida no conceito de sinergia, no qual o todo é maior que a soma das partes.

O pesquisador americano Jay Barney, em artigo publicado no Journal of Management, apresentou um modelo denominado como VRIO, o qual pode ser utilizado para listar as motivações de uma parceria. Com base nesta teoria, uma empresa obteria uma vantagem competitiva sustentável quando seus recursos, ativos e capacidades puderem ser classificados como valiosos, raros, difíceis de imitar e explorados pela organização. Vejamos dois exemplos.

Acesso à tecnologia e mercados: a parceria firmada entre Toyota e GM, criando a empresa NUMMI, tinha como objetivos fornecer acesso ao sistema de produção enxuta da montadora japonesa, lean manufacturing, em contrapartida a criação de uma planta no maior mercado consumidor mundial. Troca de ativos e recursos valiosos, raros e difíceis de imitar, os quais foram mais bem explorados pela montadora japonesa, conforme prova a história recente.

Oportunidades: muitas vezes o acaso colabora para o destino. Quem diria que os inimigos quase mortais Perdigão e Sadia, os quais travaram batalhas nas gôndolas e nos comerciais de televisão, um dia estariam sob o mesmo teto? Uma aposta financeira errônea fez com que a então líder Sadia fosse às cordas. E imaginar que alguns anos antes tentou comprar a rival por meio de uma oferta hostil. Chance única para a Perdigão ganhar escala, tornando-se líder quase monopolista em diversos setores. Algo valioso, raro e difícil de imitar.

Adquirentes costumam contratar firmas de auditoria e consultoria, conduzindo investigações sobre a situação legal, contábil e financeira da adquirida. Este processo, também denominado como Due Diligence, cobre diversas áreas, tais como societária, fiscal, trabalhista, marcas e patentes, dentre outras. Quando bem realizado e conduzido, costumam trazer maior segurança e transparência aos envolvidos.

Voltando ao caso ocorrido nos jardins da mansão do ex-prefeito em bairro nobre de São Paulo, podemos analisar o tempo conseguido no horário eleitoral como um ativo valioso, raro e difícil de imitar, uma vez que o tempo é estabelecido por meio da participação dos partidos na cena política. Apesar de atender os requisitos propostos por Jay Barney, acredito que a coligação esdrúxula trará pouca ou nenhuma vantagem competitiva ao PT. Talvez estes sejam os 90 segundos mais caros da vida de Lula e seu companheiro Haddad. Outubro está logo aí.

Marcos Morita é Mestre em Administração e professor de estratégia e marketing na Universidade Mackenzie. É também executivo há 15 anos em multionacionais.

Fonte: Administradores.com


Algumas reflexões sobre o discurso de Abílio Diniz

junho 25, 2012

Abílio Diniz em evento da Endeavor

Por Pedro Paulo Morales

Após entregar o comando da controladora do Grupo Pão de Açúcar ao francês Casino, o empresário Abílio Diniz fez um discurso movido pela emoção, procuro aqui destacar alguns trechos para reflexão.

“Deus me fez forte… Vou seguir em frente, não sei como, mas vou” com essa frase ele mostra que sempre foi um empresário apaixonado pelo que faz e que deus sempre e que confia em deus, mostra em trechos de seu discurso lembranças de sua vida que são únicas na de um homem como o nascimento de um filho “Aqui nesta sede, nasceu minha filha Ana Maria, nos fundos da loja número um. Aqui desenvolvi minha carreira de empresário”, em outras partes de sue discurso Abílio diz que uma empresa apenas se torna forte quando consegue desenvolver bons valores e internaliza-los na cultura da empresa “Não chegamos até aqui sem bons motivos. Temos cultura e temos valores.” Diz ainda que mesmo não sendo mais o principal acionista do grupo vai continuar sendo o guardião do grupo e continua com garra para caminhar pela vida “No que depender de mim, vou continuar na defesa de tudo isso que nos fez grandes e dignos. Apesar de abalado pelos últimos acontecimentos, estou forte e sinto grande vontade de continuar melhorando como pessoa, progredindo como empresário e me aperfeiçoando como ser humano.”.

Abílio Diniz se sente magoado com os acontecimentos dos últimos tempos, triste e decepcionado com distorções de verdade e deixa um recado para seus sócios que mostra qu os colaboradores eram tratados nas suas empresas como uma família e neste ponto esta um dos fatores de sucesso do Pão de Açucar “Não posso exigir que os novos comandantes o exerçam à minha maneira, mas, posso pedir que não esqueçam que esta empresa é uma empresa familiar. Não porque foi fundada e pertenceu a uma família, mas, porque é uma família para quem trabalha nela.” , uma vez ouvi de um caixa de supermercado “Aqui é fácil entrar , o difícil é sair , me sinto bem aqui!” ao ser questionado por um outro rapaz que queria mandar um currículo para o Pão de Açúcar.

Abílio termina seu discurso dizendo que não quer tristeza, a transferência de controle é um fato normal e que não esta se despedindo “Sempre digo que há três coisas que detesto: cebola, despertador e despedida. Não façam de hoje um dia de tristeza. Considerem toda a emoção desta transferência de controle como algo normal. Temos de acreditar que a vida continua, que a vida é bela, que o mais importante é saúde e que, com saúde e com força, a gente vai buscar o que quer”.

Leia o discurso. Leia o resto deste post »


5 regras de etiqueta para você no trabalho

junho 25, 2012

Para não comprometer o seu bem estar e nem o dos seus colegas, saber se portar no trabalho é uma obrigação.

Para que o ambiente de trabalho seja confortável para todos os funcionários, é necessário que as pessoas se comportem de acordo com algumas regras, estabelecidas pela empresa.

No entanto, em muitos casos, mesmo as regras que a empresa impõe podem deixar o funcionário desconfortável. Saber se portar no escritório é fundamental. Confira 5 regras de etiqueta que vão melhorar a convivência na empresa:

Seja humilde

Nunca use a sua posição para amedrontar ou conseguir coisas com os outros funcionários. Isso acaba com a união e a lealdade da equipe. Você pode ser um ótimo profissional e ocupar um cargo de chefia, mas trate seus inferiores de igual para igual.

Vista-se respeitavelmente

Provavelmente o seu escritório tem um código de vestimenta. Apesar dele, tenha consciência na hora de se vestir. Evite roupas curtas ou decotadas demais, assim como as que estiverem com aparência de velhas ou sujas.

Lembre as ocasiões especiais

Mesmo que o seu dia esteja lotado, reserve uns segundinhos para parabenizar seus colegas por boas atuações ou comemorar o aniversário de alguém que se deu o trabalho de levar um bolo para o escritório. Isso significa muito para os colegas e garante uma convivência amigável.

Dome aparelhos eletrônicos

Ninguém é obrigado a escutar a sua música favorita a cada vez que seu telefone toca. Especialmente porque esse tipo de ruído interrompe conversas importantes e tira a concentração das pessoas. Coloque um toque baixo no seu celular ou, melhor ainda, deixe o aparelho no vibracall.

Etiqueta dos e-mails

Conversas por e-mail são muito impessoais e deixam margem para interpretações muito amplas. Procure ser bastante específico, político e educado em seus e-mails, para não parecer rude e criar inimizades de graça. Não envie anexos enormes e sempre responda os e-mails. As dicas são da Rede Universia.

Fonte: Diário do Nordeste


10 piores erros que um trainee pode cometer

junho 24, 2012

Não deixe que o comportamento comprometa sua trajetória de sucesso na empresa

São Paulo – Ser aprovado no programa de trainee não é o mais difícil. O complicado é não deixar que essa conquista suba à cabeça. Os comportamentos abaixo podem comprometer uma trajetória de sucesso na empresa.

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