Coluna Gestão e Negócios : Os números impressionantes do tráfico de drogas.

Pedro Paulo Galindo Morales

Na semana passada vimos uma verdadeira guerra da policia, exercito marinha e aeronáutica contra os traficantes do Rio de Janeiro,  uma verdadeira operação de guerra que devia ter sido feita há muito tempo. O crime organizado deu a impressão que estava ultrapassando todos os limites, o que me impressionou foram as imagens de televisão mostrando as fugas de traficantes como se fossem ratos todos acuados e sem direção deixando todas as armas e drogas para traz, um duro baque para o crime organizado.

Outro detalhe de impressionar foi às mansões que estes verdadeiros “Barões do Crime” possuíam chegando ao disparate de numa piscina colocar as iniciais deles, fez muito bem o governo também confiscar os bens de esposas e famílias (mansões , apartamentos de luxo e carros além de celulares e computadores), pois estes davam apoio logístico e financeiro ao crime.

O trafico pode ser comparado a um negócio que gera renda tem sua própria maneira de gestão, emprega, tem uma logística de distribuição dos seus produtos, tem financiamento e mercado.

Alias é no mercado que as autoridades devem atuar, impedir que a droga entre no País, o mercado de drogas fatura R$ 1,4 bilhão por ano no país e US$ 320 bilhões no mundo, onde uma única pessoa chega a apurar R$ 420.000 ao mês com lucro de 80% , segundo o estudo do  Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG.

Pasmem os Senhores que o movimento de drogas no mercado interno movimenta o suficiente para comprar 13 bancos como o Mercantil do Brasil, 19 fábricas de brinquedo Tectoy ou 13 refinarias de petróleo Manguinhos. Já a movimentação financeira do tráfico no mundo equivale a três vezes o faturamento de 2009 da Petrobras e bate a soma das receitas brutas da estatal do petróleo, do Itaú, do Banco do Brasil, do Bradesco e da Vale no mesmo período.

O Brasil é um país que esta na rota do trafico para os países europeus , as drogas são produzidas produzida em países como em países como Bolívia, Colômbia e Paraguai. O desafio para as autoridades é que o trafico de drogas já é encarado como uma atividade econômica, para termos uma ideia enquanto uma tonelada de bobina a quente, o principal produto da indústria siderúrgica mundial, é vendida no mercado internacional por US$ 750, no atacado, a tonelada de cocaína custa US$ 3 milhões.

Como vimos neste artigo há muito trabalho pela frente, mas o primeiro passo foi dado e os traficantes estão mais pobres e assustados, pois os traficantes de droga do Complexo do Alemão tiveram um prejuízo de 22 milhões de euros (algo em torno de 48,84 milhões de Reais) desde que começaram as operações policiais no local, segundo cálculos da Polícia Civil que foram divulgados pelo jornal O Globo.

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