Bullying nas empresas

Por Ivan Postigo

Como os comentários e notícias sobre bullying muitas vezes têm como foco adolescentes, podemos ficar com a impressão que essa é sua característica, mas não é não!

A palavra inglesa “bully”, como substantivo, significa valentão, fanfarrão, rixa, tirânico, mandão, e como verbo, ameaçar, maltratar, oprimir, arreliar, assustar.

Onde iremos encontrar essa ação no palco?  Onde o uso do poder é exacerbado.

Nas empresas, algumas situações são facilmente identificadas como bullying, outras não.

O humor é um assunto complexo: Quando ele é engraçado e quando é ofensivo?

Alguns amigos diziam, enquanto tratávamos do assunto: – Desde que não seja humor negro!

Ora, o que é humor negro? E tem de outras cores?

Pensando nisso, eu procurava uma definição para humor, quando me deparei com uma frase de Groucho Marx – ator estadunidense, comediante, considerado um dos mestres do humor – que dizia; “Humor é a capacidade de exagerar a tragédia”.

Situações parecidas com reações diferentes:

Estava em um evento em uma cidade do interior, em uma associação de classe, ouvindo uma palestra. As cadeiras eram de plástico e bem frágeis. Sentíamos que as pernas abriam, e de vez em quando as pessoas se levantavam para se acomodarem melhor.

Plaft! Um estalo e lá estava meu vizinho de costas no chão e pernas para o ar…

Uma das pernas da cadeira partira-se e ele, deitado, ria descontroladamente do desastre.

Sempre desejei que nada disso acontecesse comigo, ainda mais em um local com tanta gente.

O diabo me reservou uma surpresa.

Reunido com o presidente da empresa em que trabalhava como diretor financeiro, vi o encosto da cadeira saltar e fiquei esticado sobre o acento como se estivesse levitando. Não sei como não fui parar no chão.

Este, assustado, correu contornando a mesa e me achou sentado no chão, rindo com o encosto nas mãos.

Amigo de longa data, teve uma reação inesperada, assim que viu que nada sério havia acontecido: xingava sem parar por ter quebrado sua cadeira.

Reunião de fim de ano. O gerente de RH estava muitos, mas muitos, quilos acima do peso. Cadeira de plástico. Só podia acontecer um acidente. Aconteceu.

Lá estava nosso querido e alegre amigo no chão, ouvindo sonoras gargalhadas e comentários. Infelizmente sua reação não foi achar o fato engraçado. Levantou-se e deixou a sala.

Humor, tragédia?

Como classificá-las?

Já é difícil, o que dizer, então, quando há um ataque?

Quantos adjetivos não são usados para classificar comportamentos e erros?

Conheci pessoas que me diziam que todos os dias precisavam brigar com alguém e entravam na empresa aos gritos. Outra se orgulhava de ter demitido funcionários por não ter gostado da forma como o teriam cumprimentado.

Tem aquele comentário inconveniente, acompanhado do sorriso irônico: – Olha, se continuar assim seu futuro aqui está comprometido!

E, claro, há situações em que o respeito nunca existiu, mas como não há reprimenda o autor se julga “ Nero e põe fogo em Roma”.

Sendo fato, por que as pessoas não reclamam?

Todos nós sabemos a resposta, mas não custa repeti-la: Precisam do emprego!

Mas e as leis?

Ah, as leis! As leis são quem as aplica.

Você já viu uma pessoa fazer mais de dez boletins de ocorrência, sobre a mesma situação, e nenhuma providência ser tomada?

Pasme, eu conheço! Um milagre algo mais sério não ter acontecido ainda.

Temos nos deparado com essa questão, principalmente envolvendo as crianças, então vamos refletir se estamos educando devidamente nossos filhos e somos reais exemplos de retidão.

A não ser que o velho ditado tenha mudado, filho de peixe, peixinho é!

Hoje, bullying nas escolas, amanhã nas empresas!

www.postigoconsultoria.com.br

Twitter: @ivanpostigo

Fonte: http://www.postigoconsultoria.com.br

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