Coluna Gestão e Negócios – Quem tem medo de 2011?

Coluna Gestão e Negócios – Pedro Paulo Galindo Morales – Coluna Gestão e Negócios

Quem tem medo de 2011?

O Brasil é forte, estamos com um novo governo e as esperanças são muitas, porem o governo ira fazer o que der para ser feito, o Brasil tem uma grande probabilidade de dar certo porque estamos com uma grande visibilidade internacional segundo revistas e jornais especializados. Conforme a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), o Brasil é o terceiro país na prioridade do capital destinado a investimentos das empresas somente estamos abaixo da China e da Índia.

Toda esta euforia é justificada, pois os mercados europeus são mercados maduros que não crescem, sua população esta envelhecendo e aliado a isso países como Grécia, Itália e Espanha entre outros estão em crise e exigirão por parte do governo desses países cortes de investimentos, os capitais estrangeiros terão que procurar países com mercados emergentes como o nosso, aonde o emprego esta em alta e a renda média da população vem crescendo, apenas um dado para confirmar essa tendência antes da era FHC os pobres eram 35% da população e hoje segundo a ONU apenas 8% da população Brasileira é considerada pobre.

Porque temos as maiores chances de dar certos entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)?

  1. Temos um estoque genético riquíssimo, o Brasil é um dos poucos países do mundo que admite dupla cidadania;
  2. Temos uma boa matriz energética (petróleo, minérios e biomassas);
  3. Temos uma única língua, na Índia existe mais de 400 idiomas e dialetos;
  4. Somos uma democracia, temos o STF com a função institucional principal é de servir como guardião da Constituição Federal;
  5. Somos capazes de suprir a demanda por alimentos em grandes escalas, as terras aráveis são em torno mais de 400 milhões de hectares; somente 50m estão sendo usados, segundo a Organização para Alimentação e Agricultura da ONU (FAO), temos maiores terras destinadas a pastagens o que possibilita uma maior produção de carne, pois as pessoas que moram nas cidades consomem mais carnes.
  6. Temos agua em abundancia mais de 8.000 bilhões de quilômetros cúbicos.

Terá medo de 2011 quem continuar pensando negativo, não se reciclar e aprender coisas novas chegou a hora de investirmos mais no treinamento de pessoas e desenvolvimento de novas tecnologias para estarmos apto a competir no mercado interno e externo ou ate mesmo fazermos parcerias com investidores estrangeiros porque uma coisa é certa, os investimentos virão e para isso é preciso gente qualificada e tecnologia.

Negócios

@ Mulheres são líderes mais procuradas em tempos de crise Homens são competitivos, independentes e lutam pelo poder. Mulheres são justas, hábeis comunicadoras e trabalham bem em grupo. Esses estereótipos ligados ao gênero podem ser determinantes na hora de uma empresa escolher seu quadro de executivos, durante tempos de prosperidade ou de crise. (Portal Exame)

@ É o que aponta uma pesquisa publicada recentemente no periódico British Journal of Social Psychology, que revelou que a visão comum sobre as mulheres faz com que elas sejam as preferidas em momentos de alto risco para a companhia. (Portal Exame)

@ 12 negócios que mudaram comportamentos em todo o mundo, Alguns produtos que mudaram os hábitos dos consumidores quando foram lançados reportagem muito boa da Revista Exame. Leia Mais

@ A chamada classe C deve englobar 56% da população brasileira em 2014, de acordo com documento apresentado hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, à presidente Dilma Rousseff. Segundo projeção do ministério, a classe C deve chegar a 113 milhões de pessoas daqui a quatro anos. Segundo o IBGE, no fim de 2009 o segmento reunia 95 milhões de brasileiros, ou 50% da população. (Época Negócios)

Resumo comentado das notícias da semana (Fique por dentro!)

( Blog Míriam Leitão)

Tragédia no Rio – Mais de 500 mortos e cinco mil desabrigados na maior tragédia associada a fenômenos naturais do Brasil. A tendência é culpar a chuva, mas a natureza é inocente. Chover nessa época é normal, eventos extremos acontecerão cada vez com mais frequência. O que a dor e o sofrimento das perdas patrimoniais e de vidas humanas nos expõem mais uma vez é a insensatez de se investir pouco na prevenção e gastar muito para remediar. Na Austrália, que se prepara para enfrentar esses eventos extremos, caiu mais água do que na Região Serrana, mas lá, morreram 19. Por aqui, ainda estamos contando nossos mortes.

Com as mudanças climáticas, o clima está mais volátil. Mas enquanto os climatologistas nos dizem que tudo vai piorar, o congresso vota a mudança do código florestal para reduzir áreas de proteção, e o governo passa de novo o trator sobre o Ibama para ter a licença de instalacão da mais problemática e controversa das hidrelétricas da Amazônia: Belo Monte. O Brasil está contratando mais catástrofes.

A presidente Dilma deu uma rápida entrevista no Rio sobre a tragédia da Região Serrana e firmou um novo estilo: falar menos e trabalhar num estilo mais gerencial.

Novas tentativas para segurar dólar – Nesta semana, o BC regulamentou o uso do Fundo Soberano na compra de dólares e voltou a intervir no câmbio futuro, depois de quase dois anos, para tentar conter a alta do real frente ao dólar. As medidas são bem-vindas, mas não vão resolver completamente o problema. Temos que aprender a viver com uma moeda mais forte.

Mais desafios para a Europa – Portugal, Espanha e Itália fizeram leilões de títulos esta semana considerados bem-sucedidos, acalmando um pouco o mercado, mas a crise está longe do fim. Neste ano, a Europa vai passar por vários testes, mas economistas dizem que terá de fazer uma grande reestruturação de sua dívida.

Tiroteio nos EUA – No sábado passado, seis pessoas morreram – entre elas, a deputada democrata Gabrielle Giffords, e 14 ficaram feridas em um tiroteio em Tucson, no Arizona. Em culto de homenagem na quinta-feira, o presidente Obama criticou o clima político extremado e a polarização.

Desindustrialização? – Nesta semana, esse tema voltou à tona. Isso acontece sempre que o câmbio está valorizado. Mas é difícil acreditar em desindustrialização com a indústria crescendo a dois dígitos e com o Nuci, índice que mede quanto da capacidade de produção está sendo utilizada, alto. Mas não é só o câmbio que afeta a competitividade da indústria. O Custo Brasil continua aí: estradas, portos e aeroportos congestionados e ineficientes fazem mais mal às exportações do que a valorização do real.

Comércio em expansão – O IBGE divulgou esta semana que as vendas no varejo cresceram 1,1% em novembro em relação a outubro – a sétima alta seguida. De janeiro a novembro, o avanço registrado é de 11% e, em 12 meses, de 10,8%. Renda em alta, aumento da oferta de crédito e mercado de trabalho aquecido estão por trás do bom desempenho do comércio.

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5 Responses to Coluna Gestão e Negócios – Quem tem medo de 2011?

  1. Prezado Pedro Paulo:
    Muito interessante essa coluna “Gestão & Negócios” e, se você me permite, acrescentaria mais informações para o nosso país destacar-se entre os BRIC’s:
    _ A China ainda é comunista e por isso qualquer alteração social pode dar convulsão. A economia da Rússia depende basicamente do preço da energia e do petróleo (commodities cujo preço o país não controla). A Índia praticamente não tem classe média (que é a classe que consome em qualquer país).
    Dessa forma, se conseguirmos “vender” a idéia do etanol como combustível do futuro (não poluente, mais barato, etc)acho que nos destacaremos nesse cenário, você não acha?

    Grande abraço

    JULIO CESAR

    • editor disse:

      Prezado Julio,
      Muito bom seus comentários, o Falando de Gestão foi criado para interagir com os leitores.
      Seus comentários são muito interessantes e bem a tempo. Penso que nosso país tem todas as condições de se tornar uma potencia mundial, achoe que a tecnologia do etanol é fantástica assim como outros biocombustíveis existem pesquisas sobre a utilização de lixo para gerar energia e mover carros, mas para que isso aconteça é preciso investir mais em pesquisa e desenvolvimento.
      Pedro Paulo Morales

  2. Reinaldo Müller disse:

    Olá Pedro Paulo!
    Otimismo é a vocação do brasileiro… Devo dizer, contudo, em benefício dos fatos que acho que a ONU não entende de Brasil quando diz que apenas 8% da população Brasileira é considerada “pobre”. Mais do que uma falácia isto é demagogia. Um engano sociológico. Para superarmos os obstáculos quaisquer que eles sejam, a priori, devemos fazer uma autocrítica sincera e realista. Penso que o grande impulso — o que vai catapultar, economicamente, o Brasil são as “commodities”. No cenário interno tendo em vista a impopular e injusta ação de maior arrecadação de capital do setor privado por meio de recursos tributários por parte do Estado para investimento em infra-estrutura, se torna fundamental o emprego das parcerias público-privadas (PPP) como forma de captação de recursos das esferas privadas na forma de investimentos no país para sairmos do “gargalo” logístico. Aumentar a produtividade e escoar a produção reduzindo o Custo Brasil é ” a lição de casa”.

    abraço,

    Reinaldo Müller

    • editor disse:

      Reinaldo,
      Ótimo o seu comentário também estranhei os dados da ONU, por que realmente há muito problemas e o custo Brasil é muito alto, fui pesquisar novamente e deparei-me com esse critério que acho que não é correto. Como vemos o Brasil realmente hoje possui educação e saúde, mas a que qualidades? Quando se fala em privações se fala de privação a itens básicos? É tudo questão de cálculos e critérios, é a mesma coisa quando falamos “Prendemos 30% dos assaltantes da região” causa impacto porem 70% estão soltos.
      Segue o que pesquisei
      “A avaliação leva em conta o acesso da população a dez itens relacionados à saúde, à educação e ao padrão de vida.”
      O novo instrumento de medida, conhecido por Index Multidimensional da Pobreza, ou MPI na sigla em inglês, será usado na edição que marcará o 20º aniversário do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, e substitui o Índice de Pobreza Humana, utilizado em todos os relatórios da agência desde 1997.
      O MPI avalia uma série de fatores críticos ou restrições a nível familiar, da educação à saúde passando pelo acesso a serviços que, juntos, fornecem um retrato mais completo e exato da pobreza.
      http://www.pratigi.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1432%3Anovo-indicador-de-pobreza&catid=146%3Aem-cima-da-noticia&Itemid=524&lang=br
      O MPI considera pobres aqueles que têm privações em três ou mais dos dez itens considerados, o que engloba 8,5% da população.
      Mas apenas 2,3% da população têm privações em quatro ou mais itens, 0,9% em cinco ou mais e 0,3% em seis ou mais itens. A proporção de pessoas com privações em mais de sete itens é próxima de zero.
      Mas ela é bem menor de que a proporção de brasileiros em pobreza absoluta divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão ligado ao governo), que é de 28,8%. Segundo a regra adotada pelo Ipea, estão em pobreza absoluta os membros de famílias com rendimento médio por pessoa de até meio salário mínimo mensal.
      Pedro Paulo Morales

  3. […] This post was mentioned on Twitter by Graziele Fernandes ✔, Graziele Fernandes ✔. Graziele Fernandes ✔ said: Gestão e Negócios – Quem tem medo de 2011? http://bit.ly/flg1b6 […]

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