O que impulsiona uma empresa

Por Israel Araujo

O que impulsiona uma empresa para ser maior e melhor, além do espírito empreendedor daquele que a criou? Esta pergunta pode ter muitas e curiosas respostas, se pensarmos que uma empresa é um grupamento de pessoas de origens, interesses e estilos inevitavelmente diversos, não raro descoordenados, não raro conflitantes.
A concorrência é um primeiro elemento altamente motivador. As organizações estabelecidas em alguns segmentos mais desenvolvidos, caracterizados pela existência de grandes empresas, com administração mais profissional, costumam ter de enfrentar adversários competentes. Nesse combate de alto nível, ao longo do tempo, incorporam um espírito competitivo que as impulsiona para a frente e para cima, numa espécie de efeito espelho.

Um segundo fator estimulante é tornar-se exportador. As relações internacionais tendem a exigir das empresas uma atitude mais intolerante com a improvisação e com o erro e uma ação mais rigorosa com as pessoas e com os processos. Tudo isso, somado ao fato de que sua referência de preço e qualidade passa a ser o mundo (e não seu quintal), contribui para a melhoria geral o desempenho. Um terceiro fator pode ser a abertura de capital. Imediatamente antes, durante o processo e depois da abertura, a empresa vira uma vitrine permanentemente aberta e iluminada para investidores e analistas intransigentes que examinam cada aspecto da gestão do negócio, exigem explicações e cobram duramente resultados.
Estrutura e estratégia são as duas palavras chaves. Estudos feitos nos anos setenta sobre as razões do sucesso das empresas apontaram para a capacidade das empresas de reagir positivamente (ou seja, mudar a estratégia) aos estímulos do ambiente de negócios (avanços tecnológicos e mudanças de comportamento) e adaptar-se (ou seja, ter estrutura flexível). Nos últimos anos, um novo elemento veio juntar-se aos três acima e orientou os avanços de desempenho na empresa de grande porte e de administração profissional (que inspiram todas as outras pequenas e médias, familiares ou não): a gestão do clima organizacional.

As empresas podem melhorar e crescer de várias formas: a longo prazo, mudando a tecnologia e a estrutura; a médio prazo, aperfeiçoando os processos; a curto prazo, fazendo a gestão de pessoas. Esta última área já saiu da improvisação e do achômetro. Já é possível implantar sistemas de controle e monitoramento objetivo das ações de gestão do clima organizacional. Isso significa a possibilidade de definir ações e estabelecer indicadores que medem impacto e resultados diretos. As vinte e cinco empresas locais, recentemente premiadas como as melhores para trabalhar, não são exportadoras, nem de capital aberto e não pertencem aos setores estratégicos mais desenvolvidos do mundo. O que as impulsiona?

E-mail: israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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