O que é feedback?

Por Israel Araújo

Devido à repercussão do artigo “Com Gente é diferente”, publicado no último domingo, traremos um novo texto exemplificativo de uma situação rotineira dentro das organizações. Em franco crescimento, uma empresa montadora do ramo automotivo nos contratou para selecionar um executivo para um importante cargo. Como a empresa era gerida diretamente pelos sócios, o tempo necessário para cuidar da expansão do negócio para outros Estados era muito limitado. A empresa já tinha atingido o primeiro lugar isolado em seu segmento em nosso Estado e era hora de expandir. O objetivo dessa contratação era transferir as atribuições administrativas e financeiras dos sócios-diretores para o novo contratado. Nesse contexto, selecionamos um “Gestor”.

Apresentamos 4 candidatos dentro do perfil exigido e um profissional foi selecionado. Ele reunia todas as características necessárias para assumir a responsabilidade e executar com excelência as suas atribuições. Um profissional maduro e experiente, aos seus 46 anos de idade e 22 de profissão. Nosso cliente estava extremamente satisfeito com sua escolha e nos confessou não esperar encontrar alguém tão capacitado aqui no Ceará. Poucos meses depois, encontrei os sócios da empresa no aeroporto de São Paulo. Tínhamos algum tempo até a partida dos nossos respectivos voos e fui convidado para jantar num dos restaurantes do aeroporto. Assim que fizemos o pedido, um deles atirou: “Precisava mesmo falar urgentemente com você. Estamos demitindo o fulano. Queremos outro.” Retruquei imediatamente: “Claro. Iniciamos o processo amanhã mesmo. Quero perguntar a razão”, completei.

Disseram não haver sintonia entre o trabalho dos sócios e do Gestor. Perguntei como tinham sido as orientações dadas na hora da sua contratação e como o mesmo havia reagido diante do feedback dos sócios. Nesse momento o Sócio-Diretor Financeiro disse que sua orientação foi que ele deveria obter uma redução de 10% nos custos e que gostaria de tê-lo como um cão de guarda das despesas da empresa. O outro, Sócio-Diretor Administrativo Comercial disse que não deu qualquer orientação. Ambos disseram que não deram feedback da sua insatisfação com o modelo de trabalho. Aprofundando um pouco mais, descobri que o problema todo surgiu porque o Gestor não autorizou uma despesa com a concessão de assessórios extras para um dos clientes. Ora, isso contrariou o desejo do Diretor Comercial, mas seguiu expressamente a orientação do Diretor Financeiro.

Os convenci a conversar com o seu Gestor e lhe dar um feedback sobre a situação atual e sobre as expectativas dos sócios. No dia seguinte, recebi um telefonema informando que tiveram uma ótima conversa e que aguardariam por 30 dias. Vinte dias depois, recebi outra ligação. “Depois da nossa conversa, ele está fazendo tudo perfeitamente. Conseguiu atingir todas as nossas expectativas. Ele é fantástico”. Disseram. O caso acima é comum. Não há orientação unificada e falta comunicação em todos os sentidos, além de feedback inadequado ou inexistente. Acontece com você?

E-mail: israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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