Coluna Gestão e Negócios: Crise de crédito no Brasil?

Coluna Gestão e Negócios – Pedro Paulo Galindo Morales – Coluna Gestão e Negócios

Esta coluna é publicada aos sábados

Crise de crédito no Brasil?

Segundo Paul Marshall, gestor de recursos de uma empresa britânica em um artigo publicado no jornal “Financial Time” ele alerta que a expansão do credito no Brasil esta sendo muito rápida e com as altas taxas de juros cobradas esta se formando uma bolha como a da crise do subprime ocorrida em 2008 nos Estados Unidos quase levou o mundo ao colapso.

Nos últimos cinco anos, com o crescimento Produto Interno Bruto (PIB) o Brasil passou a frente em termos de crescimento países como Rússia, na Índia e na China. No Brasil as dividas representam 42% do PIB porem o que esta preocupando Marshall é as altas taxas praticadas no Brasil que para ele são “punitivamente caras”.

Marshall continua sua entrevista dizendo que o pagamento de dívidas pelos consumidores atingiu 24% da renda disponível no Brasil e deve chegar a 30% em 2012. Nos EUA, a crise explodiu quando esse índice bateu 14%.

Segundo o Portal G1 a taxa de inadimplência subiu 5,67% em janeiro deste ano, na comparação com o mês anterior, é certo que a renda do trabalhador tem aumentado e todos tem necessidade de comprar bens como geladeiras, fogões, automóveis e tudo mais , porem com a facilidade do crédito no Brasil as pessoas estão comprometendo muito do seu salário com essas compras e não é difícil perceber que vai chegar uma hora que o comprometimento da renda vai exaurir a capacidade de pagamento das pessoas Analistas dizem que a bolha não esta em formação e que os bancos limitam o comprometimento de renda 30% do rendimento e que as prestações são fixas e isso faz com que o brasileiro não se endividem muito mas vamos a um simples pensamento , se compro um carro em 60 prestações vou ficar cinco anos com a minha renda comprometida embora as prestações não subam a alimentação e outras despesas sobem durante esse cinco anos e o meu salário sobe muito menos que esses dois itens e precisarei mais dinheiro para comprar alimentos por exemplo, segundo o IBGE, 40% do total do IPCA do ano passado foi originado da inflação dos alimentos e em março, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) deve anunciar o reajuste para cerca de 20 mil apresentações de remédios o reajuste deve ficar em mais de 6% e ainda tem as escolas outros serviços e impostos que em 10 anos subiu 264,49%, ante 89,81% do IPCA (o índice oficial de inflação) ou seja se fosse uma corrida os preços teriam “corrido” 189,81 metros em dez anos, e a arrecadação tributária, 364,49 metros. Como vemos temos razão para nos preocupar.

Negócios

@ Tensão nos países árabes obriga empresas brasileiras, como Petrobras e Odebrecht, a paralisar atividades e resgatar funcionários.

@ As emoções empresariais de Roberto Carlos em 15 anos, o cantor construiu um império de negócios diversificados e associou sua marca a cruzeiros marítimos, condomínios residenciais e comerciais, panetones, touros, vacas e cartões de crédito. E isso é só o começo.

@ O Rei construiu um império empresarial, com negócios nos setores financeiro, agrícola e de turismo, além do imobiliário, que devem movimentar cerca de R$ 350 milhões só em 2011.

@ Cada show de Roberto Carlos custa cerca de R$ 3 milhões é como ele mesmo diz em uma de sua musicas Roberto Carlos: “Se lucrei ou se perdi, o importante é que emoções eu senti.”.

Resumo comentado das notícias da semana (Fique por dentro!)

( Blog Míriam Leitão) http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

Resumo comentado das notícias da semana

Conflitos x petróleo – O temor de que os conflitos ultrapassem as fronteiras da Líbia, que está em guerra civil, atingindo outros países produtores de petróleo, fez com que o preço do barril subisse forte esta semana para perto de US$ 120. Isso pode afetar a recuperação da economia mundial e gerar mais inflação.

Na Líbia, importantes campos de petróleo já estão nas mãos de rebeldes e, por conta disso, parte da exportação está comprometida. A Arábia Saudita, que já se antecipou anunciando uma série de benefícios à população, prometeu elevar a produção para garantir a oferta.

Cada vez mais fraco, o ditador Muamar Kadafi, há 42 anos no poder, responde com mais repressão: nesta semana, ele autorizou o bombardeio da capital, dando início a um banho de sangue. Mas sua queda é questão de tempo.

Empresas brasileiras que têm investimentos no país, como Odebrecht, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, conseguiram tirar de lá seus funcionários. Jornalistas, como a correspondente do Globo, Deborah Berlinck, já estão no país. Alguns lugares viraram terra de ninguém.

Taxa de desemprego sobe para 6,1% em janeiro – Em dezembro, estava em 5,3%. É comum aumentar no começo do ano, porque em dezembro há muita contratação temporária para o Natal. O mercado de trabalho brasileiro vai bem, mas há distorções. Uma delas é que a desocupação é maior entre aqueles que têm entre 18 e 24 anos (14,2%).

Senado também aprova salário mínimo de R$ 545 – A oposição, no entanto, quer entrar na Justiça contra decisão de fixar o valor por decreto a partir de 2012. O governo prepara uma MP para corrigir a tabela do IR em 4,5%, já em março, comprando nova briga com a oposição.

Juros em alta e menos empréstimos – Dados do BC divulgados esta semana mostraram que as medidas de aperto no crédito fizeram efeito: houve alta dos juros (a taxa média cobrada dos consumidores está em 43,8%) e queda nos financiamentos para pessoas físicas (-0,7%) em janeiro.

Inflação acelera – Em fevereiro, a inflação do aluguel (IGP-M) subiu para 1%, acima do registrado em janeiro (0,79%). Em 12 meses, acumula alta de 11,30%. Já a prévia da inflação oficial (IPCA-15) acelerou para 0,97%, puxado pelo aumento das mensalidades escolares. Em 12 meses, subiu de 6,04% para 6,08%.

Contas externas pioram – Em janeiro, o déficit em transações correntes foi de US$ 5,409 bi, o maior da História para o mês. Brasileiros estão viajando mais para o exterior e as remessas de lucros aumentaram.

EUA revisam crescimento do PIB – O governo americano revisou para baixo, de 3,2% para 2,8% (dado anualizado), o crescimento do PIB americano no 4º trimestre, mas esse número ainda pode mudar.

G-20 – No fim de semana, houve a reunião do G-20. Não chegaram a acordo relevante sobre a forma de avaliar se uma moeda está ou não desvalorizada em excesso, o que dá ao país – leia-se principalmente China – competitividade artificial; nem concordaram sobre a proposta francesa de controle de preços de commodities.

Estudo da ONU/Meio ambiente – Na segunda-feira, a ONU divulgou um estudo dizendo que custa 2% do PIB mundial ao ano o investimento para evitar os piores efeitos da mudança climática. Esses investimentos poderão gerar emprego e não provocarão a queda do crescimento.


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