Peso da falta de incentivo

Por Israel Araújo

Hoje quero falar com você, Leitor, sobre uma das muitas responsabilidades de todo líder, a de manter sua equipe motivada. Recentemente concluímos um trabalho de avaliação de desempenho numa empresa industrial de porte médio. O processo é a continuação da avaliação que fora implantada dois anos antes e que, por sua natureza, deve ser atualizada e revista anualmente. A avaliação mede índices alcançados pelos colaboradores em relação às metas de desempenho que foram estabelecidas para o ano e as diversas competências identificadas como necessárias para o bom andamento das funções em cada um dos níveis hierárquicos e áreas da organização.

Na modalidade 360º, inclui-se a avaliação em todos os níveis de cada profissional, ou seja, a avaliação por seus subordinados, por seus pares e por seus superiores, tudo em comparação com uma autoavaliação. Faz parte da nossa metodologia uma etapa de treinamento dos gestores sobre como analisar os resultados, avaliar o colaboradores e dar um retorno individual para todos os membros da sua equipe, o que chamamos de feedback.

Deparamo-nos com um determinado setor que não apresentou uma melhora no índice de desempenho. Entrando nos detalhes das avaliações, percebemos que os subordinados e pares estavam avaliando os colegas com índices bastante satisfatórios, enquanto a avaliação do chefe do setor era igual para todos, sempre de média para baixo, considerando toda sua equipe simplesmente regular. Sempre que nos deparamos com disparidades dessa natureza, realizamos um trabalho qualitativo com os membros do setor para identificar as causas e solucionar essas questões. O sucesso do trabalho deve se traduzir em resultado efetivo e cada gap deve ser imediatamente objeto de atenção e estudo aprofundado.

Analisando o setor, pudemos perceber que o ambiente de trabalho era muito bom e que cada integrante desempenhava seu papel. Diante dessa constatação, encontramos o chefe da área para reavaliar os resultados e, questionado sobre a justificativa da sua avaliação uniforme e mediana da equipe, nos respondeu: “Nunca avalio muito bem as pessoas para lhes dar espaço para quererem crescer e para serem melhor avaliados no futuro.” Nem precisa ser um expert no assunto para entender o que está errado nesse quadro. O próprio Leitor, leigo em matéria de desempenho e liderança, pode se colocar no lugar desses colaboradores e entender sua frustração e queda na produtividade. Afinal, como uma equipe pode ser produtiva, ter compromisso e continuar motivada a atingir resultados se o seu trabalho não é reconhecido e incentivado?

Um verdadeiro líder assume a responsabilidade pela sua equipe, defende-a e luta lado a lado com ela. Mais do que isso, um verdadeiro líder se coloca no lugar dos seus subordinados e sabe exatamente como mantê-los motivados. Para isso é preciso valorizar cada exemplo de empenho e dedicação, reconhecendo e comemorando até mesmo as pequenas conquistas.

E-mail: israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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