Tem horas que você precisa ser político!

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas feiras

JOGOS DE PODER

Nos dias de hoje, muitas pessoas torcem o nariz quando o assunto é política. Isso porque quase sempre associam esta palavra às falcatruas envolvendo gestores públicos e parlamentares. Mas fique tranquilo, o tema da coluna de hoje passa longe da tal politicagem que muitas vezes nos envergonham. O que vou falar neste espaço é, digamos assim, do “lado bom” da política, atualmente bastante valorizado pelas empresas, inclusive as estrangeiras e as globais.

 

O político que aqui vou descrever está longe de ser uma pessoa acomodada, de mau caráter e atenta apenas aos ganhos fáceis. Pelo contrário, trata-se de uma pessoa dinâmica, capaz de compreender os fluxos de poder dentro da empresa e de saber trafegar entre eles. É um mestre no marketing pessoal e, claro, detentor de bons conhecimentos técnicos – afinal, não basta ser bom de lábia, tem que saber executar ações também. Esse perfil de profissional é conhecido como político corporativo, geralmente associado aos que detêm algum cargo de chefia – chegaram ao cargo com um empurrãozinho da política.

Bons articuladores

Os políticos corporativos são ótimos em costurar bons relacionamentos e até interesses. Imagine essa cena típica dentro das corporações: o setor criativo de uma empresa se empenha em criar produtos de maior qualidade, pois na reunião de acionistas da empresa se decidiu que é preciso investir pesado na publicidade para reposicionar a marca no mercado como o de qualidade superior aos de seus concorrentes. E eis que o setor financeiro avisa que a luz amarela está piscando no caixa da empresa e que é preciso cortar custos. Isso é muito mais comum do que se imagina.

É nessa hora que entra o talento do político corporativo. Ele tem que saber ouvir (e muito), tentar persuadir os demais sobre o que pode ser melhor para a empresa, chegar a um consenso e , claro, agir. Se você sonha em crescer dentro da empresa ou mesmo em sua carreira, saiba que a política não é o único meio para chegar ao topo, mas uma ferramenta importante para esse fim.

COMPETITIVIDADE

1 Os políticos corporativos não têm muito tempo para ganhar a confiança de seus pares dentro da empresa. Isso porque as estruturas das companhias de hoje são muito mais dinâmicas e competitivas que de décadas atrás. Um exemplo disso? Uma cena bastante comum atualmente é a mudança constante dos gestores dentro de uma mesma empresa. Muitas vezes, com ascensão dos talentos germinados dentro da própria companhia. Há tempos atrás, um chefe poderia permanecer sentado na mesma cadeira por vários e vários anos. Não havia brechas para as mobilidades internas de poder.

MAIS MOBILIDADE

2 Hoje, muitos têm a chance real de chegar aos cargos de chefia. Isso, de fato, trouxe mais competitividade dentro do ambiente de trabalho. Cenário bastante incentivado pelas grandes empresas que querem oxigenar seus quadros de funcionários, bem como incentivar a irrupção de novos talentos, que futuramente poderão assumir cargos de chefia dentro da empresa. Possivelmente, terão sucesso aqueles que dominarem a arte da persuasão, a da política. Mas somente uma dica: não atribua à política poderes que ela não tem. Apenas use-a de forma saudável, sem canalhices, sem politicagem. Boa semana a todos!

FIQUE POR DENTRO

3 Você sabe o que significa stakeholders? Trata-se de pessoas ou grupos interessados no tipo de atividade de sua empresa. Podem ser denominados como tal desde governos até a sociedade civil.

Sandra Nagano

Jornalista da área econômica

Fonte: O Povo Online

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