Que bicho você gostaria de ser?

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas feiras.

ENTREVISTA DE EMPREGO

Recebi há poucos dias o e-mail de um leitor chamado Fernando (suprimi o seu sobrenome para preservar sua identidade), contando alguns detalhes de sua última entrevista de emprego. Ele diz que ficou muito surpreso quando o entrevistador, um profissional da área de Recursos Humanos, o fez a seguinte pergunta: “Que bicho você gostaria de ser e por quê?”.

Surpreso, por achar a indagação “infantil demais para a vaga” almejada, Fernando conta que sorriu e respondeu “leão”, sem titubear. Duas semanas depois, a vaga foi preenchida – por outro profissional. Ele diz ter lido na Internet vários textos sobre entrevistas de emprego que utilizavam perguntas como estas e ficou preocupado. “Será que isso foi suficiente para me desclassificar para a vaga? Talvez ele (o entrevistador) tenha me achado convencido porque escolhi ser o ‘leão’”, questiona Fernando.

Técnicas diversas

“As pessoas que participam de processos seletivos, onde são utilizadas em entrevista perguntas relacionadas à identificação com animais, deve responder o que sente sem receio de ser mal interpretado”, afirma Claudia Blaia, sócia-proprietária da CMGB e especialista na área de Recursos Humanos.

Isso porque, caro Fernando, cada profissional utiliza a técnica mais conveniente para cada cargo ou empresa, inclusive se utilizando de perguntas relacionadas a animais. E dificilmente essa pergunta tem peso desclassificatório. Afinal, o entrevistador deve ter feito a você mais outras perguntas para traçar seu perfil.

CIENTÍFICO X SUBJETIVO

1 Em geral, Fernando, as perguntas feitas pelos profissionais em Recursos Humanos têm embasamento científico. Mas a percepção os entrevistadores, muitas vezes, é carregada de subjetivismos. Por isso, nas próximas entrevistas de emprego, tome cuidado para não se tornar um robô programada para dar “as respostas certas” ao entrevistador, embasado em pesquisas feitas na rede mundial de computadores. Não há como negar que a Internet é uma ótima ferramenta para encontrar informações das mais diversas, bem como para expressar o que queremos e da maneira como bem entendemos. Isso tanto me fascina, quanto me preocupa algumas vezes. Afinal, nem sempre é possível avaliar a veracidade e a qualidade das informações publicadas.

SEM RECEITA MÁGICA

2 Numa rápida busca na rede mundial de computadores, o profissional, candidato a uma vaga de emprego, pode encontrar centenas de sites com dicas de “como se dar bem numa entrevista”. Simples assim. Mas acredite, não existe uma receita certeira para “gabaritar” numa entrevista de emprego. Não que você tenha que descartar todas as dicas que leu por aí, afinal algumas são muito úteis. Mas para mim, de forma sintética, a melhor dica que você pode seguir quando estiver frente a frente com o entrevistador é muito simples: seja sincero e focado em suas colocações. Isso lhe dará muito mais conforto e segurança quando estiver falando.

“Acredito que as pessoas devam se preocupar em se desenvolver e sentir-se seguros quando em entrevista seletiva, pois as técnicas utilizadas variam muito de empresa para empresa e de profissional para profissional”, afirma Claudia Blaia. Pois é, lembre-se que a “receita mágica” que você encontrou na Internet pode funcionar para um, mas não para todos.

 

UMA ORAÇÃO PELO JAPÃO

3 Respeito, paciência, persistência, organização e um toque de otimismo. Essas são algumas das palavras-chaves que fizeram o Japão se reconstruir dos difíceis anos de chumbo no século passado. E é com esses mesmos atributos que o povo nipônico deve reerguer, nos próximos anos, cidades, famílias inteiras e até mesmo a sua economia. Há exatamente uma semana, os japoneses vivem uma inacreditável sucessão de fatos trágicos, que teve início com uma brutal revolta da terra e do mar. Dezenas de milhares de vidas foram devastadas. A tragédia, entretanto, pode ser ainda maior, pois o povo japonês está diante do risco de gravar novamente, em letras tortuosas, mais um desastre atômico em sua história. Espero que os japoneses superem mas este difícil momento com toda a sabedoria que lhes são peculiar.

Sandra Nagano

Jornalista da área econômica

Fonte: O Povo on line

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