O peso da idade e o valor da experiência

Por Israel Araujo

Escrevo a coluna após ler email de um leitor. Mais do que uma consulta, sua mensagem é um desabafo sobre como o mercado o tratou após 50 anos de idade. Pede-me que escreva para, em suas próprias palavras, “conscientizar os empresários que os mais velhos não são objetos descartáveis e obsoletos”.

Ele conta que aceitou até emprego noturno e depois de três meses, foi trocado por um mais jovem e mais barato. E diz ter cinco amigos na mesma situação.
A empregabilidade de uma pessoa é definida por vários fatores, figurando, dentre eles, os três básicos: formação, experiência e idade. Este último, ironicamente, diretamente proporcional ao mais importante deles, a experiência. Quanto mais se adquire experiência, maior a idade. Quanto maior a idade, menores as chances de emprego. (O mundo é cruel: na outra ponta do processo, os jovens reclamam que lhes cobram experiência).
Vivemos tempos em que se fala de pleno emprego e apagão de talentos. Recordes nos índices de emprego e disputas acirradas por talentos marcam o cenário atual. Nessa onda, algumas empresas já buscam resgatar a experiência dos profissionais que passaram dos 40 e poucos.
Houve melhora na empregabilidade aí pela quinta década de vida, embora desfavorecidos pela concorrência e ampla disponibilidade de jovens disponíveis. Para virar esse jogo, tem que se manter atualizado, investir na carreira e demonstrar vigor físico e mental.
O empresário escolhe profissionais mais jovens somente pelos menores salários ou busca mão de obra mais atualizada? Falando em atualização profissional, esse é assunto de jovens ou para a meia idade? Quais são os aspectos comportamentais embutidos na questão? Como se percebe, o problema não é simples.
Esta coluna já destacou as dificuldades dos profissionais com mais de 45 anos, assim como já comentamos a cobrança de experiência dos mais jovens. Hoje, circunstancialmente, pelo menos, o cenário é menos adverso.
A experiência precisa ser apimentada com toques de renovação. A juventude precisa ser temperada com a serenidade, que só vem com a experiência. Leia, caro leitor, parágrafo utilizado nesta coluna há exatos dois anos: “Mas que fique bem claro: este é apenas um relato frio das práticas do mercado.
Quem pode afirmar que a experiência pode ser substituída pela jovialidade? E quem pode afirmar o contrário? Você, empresário, aposta em que?”

Email: israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte : Diário do Nordeste

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: