A cigarra e a formiga dentro das empresas

Pedro

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Tendo a cigarra, gastado demais durante o período em que o tempo esteve bom, apavorou-se, quando o inverno começou a chegar. Sem muita verba para manter os gastos com necessidades de sua toca, foi ver a formiga, sua eterna rival quando o assunto era provisões, pedindo-lhe alguns grãos para agüentar o período de inverno até vir uma época de verão!

– “Eu prometo que gastarei com mais critério”, disse ela. A formiga é desconfiada, é esse um de seus defeitos.

“O que você fazia no tempo bom?” Perguntou-lhe ela com certa esperteza.
– “Noite e dia, eu procurava manter tudo bonito e todos satisfeitos, não importando os custos envolvidos sem querer dar-lhes preocupação.” –

“Você gastava? Que beleza! Pois, então, corte os custos agora!”

Um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas tem a ver com os custos envolvidos na produção de produtos e serviços, quando falamos de custos envolvidos estamos nos referindo desde um critério melhor nas compras dos fornecedores a custos com as despesas administrativas e despesas financeiras, ou seja, todos aqueles desembolsos que são necessários para a operação da empresa. Muitos gestores não dão a devida atenção aos conceitos de margem de contribuição ou lucratividade por linha de produtos, muitas vezes por venderem muito tem uma falsa impressão de que o dinheiro em caixa é sinônimo de lucro, fato ocorrido principalmente nos micros e pequenas empresas.

Já nas médias e pequenas empresas encontramos gastos desnecessários com a área de vendas e marketing principalmente quando o assunto é encantar o cliente com brindes e eventos onde o luxo predomina. Não quero dizer que as empresas não devam fazer esses tipos de evento, mas que seus custos x beneficio sejam mensurados juntamente com a área financeira da empresa, para que quando os momentos de “inverno” chegar, o “cobertor” não seja muito curto e se tenha que adotar medidas extremas, como cortar o cafezinho ou diminuir o pessoal de limpeza ou manutenção por exemplo.
O slogan “Sabendo usar, não vai faltar” me vem à cabeça quando o assunto é economizar, um exemplo verídico fez a diferença em minha vida profissional.

Trabalhei em uma empresa cujo diretor usou como exemplo de desperdício os clipes que eram utilizados nas áreas administrativas, argumentou com dados, foi feito o recolhimento do chão de todos os clipes jogados durante um mês, e verificou-se que foi recolhido o equivalente a 25% do consumo mensal. É um valor monetário pequeno, porem é um percentual alto que merece consideração.

Assim como esse exemplo, temos inúmeros desperdícios em nossas empresas ou mesmo em nossas casas, devemos lembrar que muitos já alertam para o aumento da inflação ou uma crise advinda pelo comprometimento da capacidade de pagamento dos consumidores. Certamente algum “clima mais frio” vem por ai, sendo assim devemos saber usar para não faltar em tempos em que os “grãos” ficarem escassos. Vamos refletir sobre isso!

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