Profissional commodity

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas feiras.

SEM DIFERENCIAL

Até quem não acompanha diariamente o noticiário econômico deve ter ouvido alguma vez na vida algo sobre o vaivém dos preços das commodities no mercado. Tratam-se das matérias-primas (como soja, milho, algodão) que são produzidas aos montes, em grandes escalas. Parece impessoal demais (de fato é), mas acredite, há profissionais no mercado de trabalho que são chamados hoje por muitas empresas como trabalhadores de perfil commodity.

Mas calma, ninguém está dizendo que o trabalhador virou meramente uma “coisa” negociável. Isso seria um retrocesso na área de Recursos Humanos e Gestão de Carreiras. O termo profissional commodity diz respeito àquele colaborador que até pode ser competente, ter um bom currículo, mas não tem diferencial algum a oferecer à empresa – ou não se esforça em mostrá-lo. Eles são numerosos no mercado de trabalho, por isso são chamados por algumas empresas e recrutadores de commodities.

Oferta e procura

Não há como negar que, a cada momento, o dinâmico mercado de trabalho irá eleger os perfis ideais de profissionais para a prosperidade das empresas. E esses serão valorizados não só profissionalmente mas, algumas vezes, também em termos salariais. E eles não são considerados commodities, pois possuem diferenciais em relação à maioria dos profissionais.

Hoje, além de um bom currículo, o mercado quer, por exemplo, um líder empreendedor, com iniciativa, criatividade para driblar e resolver problemas, que não tem medo de arriscar em nome da inovação, que saiba trabalhar em equipe, bem como saiba motivá-la. Continuando com o exemplo, se um gestor tiver “apenas” um bom currículo e tenha habilidade de gerir somente parte operacional do negócio ele será uma commodity aos olhos do mercado.

ESSENCIAIS

1 Parece cruel demais, mas é uma designação que existe. Talvez, seja a hora de jogar esse termo profissional commodity no lixo. Afinal, ninguém gosta de ser comparado à mercadoria. Bom, mas quem disse que os profissionais com esse perfil não são importantes? Em geral, muitos desses funcionários fazem com que a engrenagem da empresa continue funcionando. Trata-se de uma teia humana dentro da empresa que faz com que os negócios respirem constantemente. Assim, dão brecha para alguns se arriscarem na criatividade e até errarem de vez em quando em nome da inovação.
Mas se você tem esse perfil e quer se destacar diante a tantos profissionais no mercado para conseguir um cargo melhor, vai precisar turbinar o currículo e estar em constante aprendizado e capacitação. Afinal, o mercado é dinâmico e as exigências estão se avolumando cada vez mais. Outra dica, planeje a sua carreira. Pergunte-se para onde quer chegar profissionalmente (não precisa ser necessariamente ao topo do organograma) e elenque os pontos fortes e fracos que o fazem mais ou menos competitivo em sua área de atuação. Invista nos pontos fortes e trabalhe os fracos. A partir daí, será mais fácil traçar suas metas e objetivos. Se alcançar alguma das metas, não se acomode e continue investindo em si mesmo. Boa sorte!

O QUE DIZEM OS YS PELO MUNDO

2 Esta é a segunda parte da seção que inaugurei na semana passada. A cada semana, trarei pequenos depoimentos de alguns jovens estrangeiros da geração Y (com idades aproximadas entre 19 e 31 anos) sobre o mercado de trabalho em seus respectivos países. Eles são os atuais caçulas do mundo corporativo e vêm chamando a atenção dos recrutadores pelo fato de serem obcecados pela qualificação e extremamente ansiosos. Nesta semana, eu conversei com a contabilista tailandesa Warinthorn Boonma, 31. Assim como muitos da geração Y, ela detém hoje em um ótimo cargo de responsabilidade numa multinacional da área automobilística. Para chegar ao cargo atual ela precisou, principalmente, de dois importantes requisitos: uma graduação e conhecimento básico da língua inglesa. Mas ela diz que quer continuar estudando. “Na Tailândia, se você não tem uma graduação está condenado a trabalhar nas fábricas e outros trabalhos braçais. Isso é bastante nítido. Você precisa de um diploma de graduação para conseguir bons cargos num escritório. Além da graduação, é importante aprender outras línguas também. O inglês é a segunda língua na Tailândia, seguido do chinês e do japonês. Há muitas empresas nipônicas por lá, principalmente automobilísticas. Hoje estou na Inglaterra aperfeiçoando o meu inglês com suporte da empresa onde eu trabalho. Quando eu voltar, terei meu emprego de volta e estarei mais capacitada para o cargo”, avalia.

Fonte: O Povo Online

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: