Nuanças de uma aquarela corporativa

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas feiras.

COMO NUMA PINTURA

O mundo corporativo está povoado de profissionais com perfis de nuanças diferentes, que tentam conviver e trabalhar juntos harmoniosamente. E isso nem sempre é uma tarefa fácil dentro do ambiente de trabalho. Isso porque, como as tintas na paleta, uns querem se sobressair a todo custo, outros desaparecer, alguns não gostam de se misturar. O líder, neste contexto, é o artista que terá que equilibrar as matizes, atento para todas as possibilidades cromáticas.

Antes de tudo, ele precisa conhecer os entes corporativos que compõem sua equipe (como as tintas na paleta).

Em seguida, precisa descobrir como manter equilíbrio interno da corporação para que diferentes perfis se harmonizem entre si dentro do ambiente de trabalho e obtenham resultados gratificantes (sim, como uma bela pintura!).

Com certeza, não é uma tarefa muito simples de se realizar. Isso porque tudo precisa ser feito com muita técnica, equilíbrio, firmeza e também uma dose de sensibilidade, para não comprometer o andamento do trabalho e nem deixar surgir incômodas nódoas nas relações interpessoais.

PALETA DE PERFIS

1 Elenquei aqui uma a paleta de alguns perfis que precisam ser harmonizadas dentro do ambiente corporativo. Conheça suas características e saiba como melhor aproveitá-los dentro da corporação.

VERMELHO – Competitivo, esse colaborador tem perfil inquieto e arisco. Tem um objetivo claro: chegar ao topo do organograma. Muitas vezes, está atrás tramóias nada amistosas dentro do ambiente de trabalho. Não se importa em crescer dentro da empresa às custas do fracasso de seus colegas. Embora competente, tem um difícil relacionamento com os colegas. Tem a firmeza necessária de um líder. Mas para se tornar um, terá que abaixar a crista e aprender a trabalhar em equipe, bem como respeitá-la.

LARANJA – Tem objetivo parecido com o de matiz vermelho, mas é mais atrapalhado. Acredita que “marketing pessoal” é tudo. Mas, quase sempre, exagera na dose. Com jeito expansivo, adora fazer média (e jogo de cena) com a diretoria. É um puxa-saco assumido e mestre na arte do enrolation – ou melhor, comunicativo, tem o dom da persuasão. Precisa ser pressionado para obter resultados palpáveis. Ao mesmo tempo, pode ser um ótimo perfil para a área de vendas.

AMARELO – É aquele colaborador comunicativo, otimista, que está sempre de bom humor. Mas não espere passividade dele. Se mal-tratado por alguém, responde à altura. É adorado pela maioria da equipe e invejado pelo colaborador de matiz vermelho, que o considera a principal ameaça na corrida por uma cadeira da diretoria. Está sempre antenado nas novidades de sua área de atuação e fazendo cursos para turbinar o currículo. Pode ser preparado como sucessor de alguma liderança da empresa.

AZUL – É aquele funcionário mais “zen” que a todo momento tenta harmonizar o ambiente de trabalho. Tem bom relacionamento com quase todos da equipe e tem bom rendimento dentro da empresa. Apesar do jeito tranquilo, não gosta da comodidade e nem de rotina. Vive mudando de emprego para conseguir aliar realização profissional à qualidade de vida. Para mantê-lo na empresa, o líder precisa dar feedbacks constantes e motivá-lo constantemente.

BEGE – Não quer aparecer de jeito algum. Fica afundado na cadeira em frente ao computador. Geralmente, é aquele que muitos chamam de “funcionário-padrão” (primeiro a chegar ao escritório e o último a sair). Por não ser apto do “marketing pessoal”, nem sempre é reconhecido pelos seus superiores e dificilmente consegue uma promoção. Funcionário dedicado, também necessita de feedbacks constantes e motivação.

O QUE DIZEM OS YS PELO MUNDO

2 A cada semana, tenho trazido nesta seção pequenos depoimentos de jovens estrangeiros da geração Y (com idades aproximadas entre 19 e 31 anos) sobre o mercado de trabalho em seus respectivos países. Nesta terceira semana, conversei com a professora suíça Barbara Müller de 29 anos. Segundo ela, o mercado de trabalho suíço esta se tornando cada vez mais competitivo, o que tem feito com que os jovens se preocupem cada vez mais cedo com questões relacionadas ao trabalho. “Na Suíça, um jovem pode começar a trabalhar em uma boa companhia aos 16 anos, dependendo de suas notas escolares. Apesar disso, cada vez mais, os jovens estão procurando se aperfeiçoar e ir as universidades para garantir empregos melhores”. Isso porque, segundo Barbara, assim como em boa parte da Europa, os suíços (em especial os jovens) estão bastante preocupados com o crescente nível desemprego em seu país.

Sandra Nagano

Editora-Jornalista da área econômica

Fonte: O Povo on line

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