Sem medo de errar

Mundo Corporativo

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas feiras.

Por muito tempo, na cultura corporativa, se olhou o erro de um colaborador como algo abominável e inadmissível. Afinal, o erro sempre leva, basicamente, ao refazer de um trabalho. Isso significa que a empresa terá um gasto a mais de tempo e dinheiro. Esta constatação, de fato, não mudou agora e, tão logo, irá mudar. Mas hoje muitos gestores olham o erro de uma forma diferente. Não somente como algo dispendioso, mas também como uma antecipação de riscos e até uma possível porta para ideias inovadoras.

É claro que nenhuma empresa está propensa a admitir um festival de falhas. O errar aqui aparece no sentido de ser uma eventual consequência de uma atitude positiva. Quando, por exemplo, um colaborador realiza, com suporte da diretoria, ações com vistas no andamento ou melhoria de alguns processos na empresa. E não quando ele toma atitudes desdenhosas, preguiçosas e até maldosas.

Tensão que leva ao erro

A leitora e operadora de telemarketing Adriana (optei por suprimir seu sobrenome para preservar sua identidade) mandou um e-mail no qual ela relata, entre outras coisas, a sua tensão diária para não errar no trabalho. Ela conta que ela esconde alguns deslizes, pois seu chefe ameaça constantemente descontar do salário e até demitir os funcionários que cometerem possíveis erros. Com certeza, o chefe de Adriana pensa primeiramente nos custos que as falhas poderão trazer à empresa. E isso, de fato, não está errado. O que vai na contramão das tendências do mundo corporativo é a atitude repressiva dele a eventualidades que são próprias do ser humano: as falhas.

CONTORNAR AS FALHAS

1 Ameaças podem funcionar no início, mas não têm efeitos a longo prazo. Afinal, funcionários motivados e seguros (não acuados) estão menos propensos a cometer falhas no cotidiano de uma empresa. O que é preciso é minimizar a ocorrência desses erros no trabalho e saber como contorná-los – tanto chefe como colaborador. Esconder alguns “deslizes”, como conta Adriana, não ajudará em nada. É preciso lembrar que o erro é o estágio de um aprendizado. Por isso, se você cometeu falhas que afetarão a sua empresa, o ideal é buscar rapidamente propostas práticas e eficientes para contorná-las e não repeti-las. Você pode até ganhar pontos com seu chefe com essa postura.

HORA DO CAFEZINHO…

2 Ter segurança de sua competência no ambiente de trabalho é mesmo uma virtude no mundo corporativo. Mas é preciso dosar esse atributo para não parecer um pedante. Na hora do cafezinho, e até na sala da diretoria, tente acalmar aquilo que muitos conhecem como síndrome Maluf: “Fui eu que fiz”; “ninguém, além de mim, sabe fazer”, “sem mim, isto se acaba”. Além de incomodar nas relações interpessoais, essa ânsia de se mostrar excepcionalmente competente pode transparecer, na verdade, um excesso de insegurança. Fica a dica: uma gotinha de humildade no cafezinho não fará mal a ninguém.

Minuto sabático

3 Dar uma passadinha na livraria é uma boa dica para quem gosta de se atualizar sua bagagem cultural. Nesta semana indico um livro literalmente delicioso: À mesa com Monet. A publicação conta histórias curiosas do gênio pintor francês que adorava reunir amigos não menos renomados como Renoir e Cézanne para belos banquetes. Aliás, o livro traz algumas receitas originais.

FIQUE POR DENTRO

4 Seu chefe disse que você anda por aí a procrastinar? Se teve medo de perguntar o que ele quis dizer com isso, vai lá o significado: ele quis dizer que você tem levado o trabalho empurrando tudo com a barriga, adiando decisões, por exemplo.

Sandra Nagano

Fonte: O Povo Online.



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