O que muda na gestão empresarial: nada

 Não há mais o que inventar em gestão empresarial. Daqui em diante, as inovações serão apenas nas ferramentas utilizadas pelos gestores no dia-a-dia. Mas os conceitos que regem as organizações serão, basicamente, os mesmos. Quem garante é Vicente Falconi, consultor e conselheiro de companhias como Ambev e Embraer. “O método permanece. As pessoas são as mesmas. O que avança é a tecnologia, que influencia as práticas”, sentencia. “A tecnologia da informação oferece bancos de dados maiores e uma capacidade de análise muito maior do que se tinha há alguns anos”.

Falconi acredita que a boa gestão se ampara em três pilares básicos: liderança, método e conhecimento técnico. “É uma sequência. Você tem uma meta, faz uma análise, toma as decisões necessárias e executa o projeto. Depois, analisa e verifica os resultados. É uma coisa do ano 1600, um método cartesiano”, detalha. Esse sistema básico, diz ele, é o que ajuda grandes empresas a alcançarem produtividade ímpar. “A Petrobras alcançava uma profundidade de 100 metros há alguns anos. Para se tornar líder mundial em exploração de petróleo, precisava chegar aos 300 metros, mas estipulou que chegaria aos 1.500 e elaborou mais de 200 pequenos projetos para alcançar esse objetivo. Hoje, com o pré-sal, não se intimida bem com a necessidade de chegar a 7 mil metros de profundidade”, exemplifica.

Entre uma lição e outra, Falconi faz um alerta: é necessário evitar os modismos de gestão. “Senão o cara não cresce, não tem um aprendizado contínuo”, diz ele. “Olhando a história de qualquer empresa bem-sucedida, você sempre encontra um líder que acreditou no aperfeiçoamento dela por muitos anos”, afirma. Com essa postura, diz Falconi, o líder também constrói uma carreira sólida, com alto nível de conhecimento. “Um ex-funcionário da Gerdau ou da Ambev nunca vai ficar desempregado”, defende ele.

Educação

Considerado um “guru” da gestão empresarial, Falconi integra uma ONG que financia os estudos de crianças carentes. O projeto contempla 700 alunos matriculados nas melhores escolas de São Paulo e Rio de Janeiro. “Já há participantes estudando no Massachusetts Institute of Technology (EUA)”, orgulha-se. Falconi aproveita para chamar a atenção para o fato de que os governos – que deveriam oferecer iguais condições de educação para todos – também podem se beneficiar do modelo pregado por ele. Ele relata que já trabalhou no setor público e garante que uma gestão comprometida com a qualidade da educação tende a ser reconhecida pela população. Ele compreende que o que foi conquistado em quatro ou oito anos jamais será perdido. “Está lá e é uma conquista de todos. Depois, no máximo, fica estagnado”, entende.

Fonte: Portal Qualidade Brasil

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