Engenharia do futuro e o apocalipse

Por ivan Postigo

Esta coluna é publicada as Quartas Feiras.

Podemos dizer que a engenharia é a ciência, transformada em profissão,  que desenvolve  e aplica os conhecimentos matemáticos, técnicos e científicos,  na criação, aperfeiçoamento e uso de  materiais ,  máquinas,  sistemas e processos,  para alcançar um objetivo ou desenvolver um projeto?

Certamente poderemos encontrar definições melhores do que esta, mas para nosso propósito vamos adotá-la.

Para tanto,  a engenharia tem reunido   conhecimentos  e especializações  no sentido de materialização, beneficiando a sociedade, com apoio  aos aspectos  economicos, saúde,  e agora com atenção também voltada ao meio ambiente.

As questões segurança e proteção estão na pauta do dia, em cada projeto pensado: pontes, prédios, estradas, alimentos, vestuários, veículos, equipamentos médicos, medicamentos…

 Mesmo nas questões, até então românticas, como a salvação de espécies, por serem demasiadamente técnicas para uns e econômicas para outros, está a engenharia.

 Para muitos, o lixo uma vez descartado longe de suas casas deixa de ser um problema, até que o cheiro, a fumaça e o risco de contaminação do lençol freático os atinjam.

 Salvar baleias, golfinhos e tartarugas  deixou de ser tema apenas de ativistas e começa a ganhar a dimensão necessária.

 A mensagem do planeta é muito simples: ”integre-se ou desintegre”.

 Não acredita?

Tem idéia dos estragos que provoca um tsunami ou  um deslizamento de terras?

Bom, muitas catástrofes são provocadas por nossas ações impensadas e ocupações de áreas que deveriam ser protegidas.

Não é sem motivos que técnicos vistoriam diariamente e bombardeiam montanhas cobertas de neve, provocando pequenos deslizamentos para evitar grandes avalanches.

 Ocorre que a degradação do planeta é muito grande, os estragos não são reversíveis.

 Talvez, ao ouvir isso, você diga mais um pessimista, um  fatalista. Basta olhar em volta e observar algumas questões  as quais debatemos muito e fazemos pouco, ou quase nada, frente ao tamanho do problema.

Todo tipo de poluição só aumenta. A própria floresta amazônica chega a lançar mais poluentes em alguns momentos que retirá-los.

O Aquecimento global,  em mais alguns anos, no verão, deixará o polo norte sem qualquer indício de gelo.

Os reservatórios de água cada dia estão mais escassos.

Lencóis freáticos estão sendo contaminados, ainda que pouco sobre o assunto seja dito.

Animais, extremamente importantes para a flora, continuam desaparecendo.

Os oecanos morrem um pouco a cada dia.

 O tema é extenso, cada tópico da um livro, uma tese.

 A pergunta básica e simples de se fazer é a seguinte: por que o planeta precisa do homem?

 Que falta faria o  homem se este desparecesse, como num passe de mágica?

 Como seria a terra se nunca tivéssemos existido?

 Ora, se não houver contribuição, o sistema trabalhará pela nossa eliminação. Não é o que faz o seu organismo com corpos estranhos?

 Quanto mais feroz se tornar o planeta, mais dificil a sobrevivência.

 Não é o resgaste da tese do fim do mundo no ano 2.000, nem a defesa das profecias de 2.012, apenas a visão de uma pessoa, privilegiada pelas fantásticas criações da engenharia, que por satélite, na tv, no celular ou na internet, se mantém informada e pode dizer com segurança que a engenharia do futuro não terá como função apenas o conforto e segurança do homem, mas fundamentalmente sua salvação!

Fonte  : www.postigoconsultoria.com.br

Twitter: @ivanpostigo


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