Empregabilidade, poder público e educação

Por Israel Araújo
 Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Superproteção não contribui para o desenvolvimento de uma criança, ao contrário, deixa-a frágil e sem proteção contra percalços que surgem na vida, sejam eles vivenciais ou até mesmo imunológicos.

Vivemos um momento de carência de mão de obra, situação que o nosso meio chama de “apagão de talentos”. Até pouco tempo, o cenário era a escassez de oportunidades e pessoas demais à procura delas. O que mudou? Nada. Ainda existem muitas pessoas à procura desse oceano de oportunidades, mas elas não foram preparadas e por isso não estão aptas a assumir os desafios que exigem os cargos, ou porque não detêm as competências técnicas (a formação, para começar) ou a experiência suficiente.

Mas o que tem protecionismo com carência de mão de obra qualificada? Explico. Para isso, utilizarei exemplos como China e Coreia do Sul. Enquanto o Brasil optou por políticas protecionistas contra a concorrência internacional, essas agora potências industriais se expuseram ao mercado globalizado. Dessa forma se colocaram frente ao desafio de superar-se e desenvolver-se para competir.

Qual foi a estratégia para obter isso? A educação. Abriram-se à concorrência, mas investiram em educação.

Demoramos muito a acordar para a necessidade de competir em pé de igualdade com o mercado internacional. Talvez porque, ao contrário da China, aqui se acredita que a educação era uma consequência do desenvolvimento e não a causa dele. Erramos. A educação é um dos pilares do desenvolvimento e para isso basta comparar o nível de escolaridade com os níveis de desenvolvimento das nações ao redor do globo.

A boa notícia é que aos trancos e barrancos, estamos conseguindo avançar, e esse é um mérito que deve ser atribuído não aos gestores públicos da educação, mas ao perfil do povo brasileiro.

Os bons ventos chegam para que possamos aprender ao lidar com a falta deles. Para que seja possível nos mantermos no caminho correto, é preciso aproveitar a boa safra para se preparar para o longo inverno. Lembremos da fábula da cigarra e da formiga. Quem seremos no futuro se agora não ampliarmos os níveis de investimento na consolidação da nossa educação.

O mercado de trabalho não perdoa e o rigor da seleção só aumenta. Quando a cigarra pede comida à formiga, esta lhe pergunta: – o que você fez enquanto eu trabalhava. A cigarra responde: — Cantei.

A formiga, então, lhe diz: – Então, agora dance!

ISRAEL ARAÚJO
Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

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