Resiliência é uma competência rara

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Segundo o wikipédia, Resiliência ou resilência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar, poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material – como um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite, sem se quebrar, e depois retorna à forma original, dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto. A psicologia tomou essa imagem emprestada da Física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. No âmbito corporativo, nos dias atuais, a volatilidade é uma palavra comum, e a alta competitividade e necessidade constante de inovação dominam as regras do jogo. Nesse contexto, resiliência é uma competência bastante valorizada. Essa característica propicia ao indivíduo a capacidade de enxergar as coisas com tranquilidade, se concentrar e manter a eficiência.

E, por falar em situações adversas, gostaria de compartilhar com o leitor uma reflexão tanto para a vida pessoal como profissional. Pense nessa história que contarei a seguir, ela permite enxergar sempre o outro lado da moeda em qualquer situação e agir com calma, com adaptação aos imprevistos e a dificuldades que o mundo dos negócios impõe. A história é de um conselheiro real que sempre via o lado positivo de tudo. O Rei gostava muito de tê-lo por perto, pois ele sempre tinha uma afirmação tipo: “Muito bom. Tudo é bom!”, por pior que fosse a situação. Por isso ele sempre acompanhava o rei em suas caçadas. Um dia, em uma dessas caçadas, o rei sofreu um acidente, e perdeu um dos dedos. Impassível, o conselheiro afirma: “majestade, isso é bom!”. O rei, cheio de ira e dor, o condena à prisão.

Depois de algum tempo o Rei saiu para caçar, e foi sozinho. Sem conhecer bem a floresta, perdeu-se e caiu na mão de selvagens canibais, e eles o prepararam para ser cozinhado e comido. Mas, quando o Xamã veio inspecionar o prato principal (ou seja, o Rei), constatou a falta do dedo. Sua cultura os impedia de comê-lo, pois a ausência de um membro poderia significar uma alma incompleta e aqueles que o comessem também ficariam incompletos. O Rei foi solto e, no caminho de volta, percebeu que ter perdido um dedo realmente havia sido bom. Arrependido, mandou chamar seu conselheiro. Contou-lhe o que havia acontecido. Pediu perdão por tê-lo mandado para a prisão. “Não, meu senhor, me mandar para a prisão foi bom, muito bom”. O rei se irrita novamente: “Como é que ser preso injustamente pode ser muito bom para alguém?”. E o conselheiro explicou: “Se o senhor não tivesse me mandado prender eu estaria com Vossa Majestade na caçada ontem! E eu tenho todos os dedos…”. Tudo é bom.

ISRAEL ARAÚJO
Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: