Planejamento estratégico no meio do ano?

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Os planos estratégicos costumam ter as seguintes características no mundo empresarial:

1. são os primeiros a serem feitos; 2. costumam ser feitos para prazos superiores a cinco anos; 3. orientam e condicionam os planos de todas as outras áreas da empresa; 4. de sua elaboração participam todas as áreas da empresa e 5. tratam apenas das questões abrangentes, decisivas e relevantes. Apesar de serem feitos na perspectiva de longo prazo, esses planos costumam ser revistos e atualizados anualmente, quando, normalmente no fim do exercício, a alta cúpula da empresa está fazendo a avaliação do período e definindo a necessidade (ou não) de algum ajustamento nos objetivos ou nas estratégias.

Outro dia citamos nesta coluna a Teoria da Contingência, aquela que diz que “tudo depende”, ou seja, a empresas precisam ter a capacidade de ajustar-se a mudanças no ambiente, para isso adaptando suas estruturas e suas estratégias. Se forem capazes de fazer este processo com velocidade e competência razoáveis, as empresas tendem a se perpetuar e a se manter crescendo. Do contrário, podem encolher, para não dizer o pior. Assim, segundo essa teoria, estrutura e estratégia são decisivas. E precisam mudar quando o ambiente muda.

O ambiente muda quando muda a tecnologia, principalmente. Avanços tecnológicos costumam fazer crescer algumas empresas e fazer murchar muitas outras. O clima e o ritmo da economia também precisam ser observados e compreendidos, e podem exigir ajustes que, se não forem feitos tempestivamente, causam prejuízo e retrocesso. O ano de 2008 foi marcado, no segundo semestre, por uma grande crise no mercado financeiro que se alastrou e freou a economia mundial em quase todos os setores. A partir da segunda metade de 2009, o mundo saiu do pânico e ensaiou uma recuperação. O Brasil reagiu bem, o presidente Lula, montado na tese da “marolinha”, abriu os cofres públicos e irrigou o mercado. Crescemos a 7,5% em 2010.

Agora, a economia mudou. Estamos crescendo a quatro por cento ao ano e o freio de mão do crédito e do juro alto está puxado. A fera da inflação estava solta, assustando. E gato escaldado tem medo de água fria. Até os Estados Unidos, quem diria, podem ter problemas de dívida.

Os dados da mudança de ambiente estão na mesa. Senhoras e senhores gestores das empresas e geradores de emprego, olhem para seus planos estratégicos, reflitam sobre sua responsabilidade social e tomem as decisões que devem ser tomadas. Fortalecer a equipe e investir no colaborador e no ambiente de trabalho é sempre um bom conselho, pois às pessoas é que são apresentados os desafios e atribuídos os resultados.

ISRAEL ARAÚJO

Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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