A desvantagem de ser um funcionário padrão

Mundo Corporativo

O FAZ TUDO

É possível que você já tenha ouvido falar em funcionário padrão. Em síntese, trata-se daquele colaborador sempre elogiado pela chefia e que frequentemente serve de bom exemplo quando o assunto é trabalho. É aquele que nunca se atrasa para chegar ao escritório (e quando isso sucede, trata logo de justificar objetivamente) e não tem hora para sair. Isso sem reclamar abertamente. Tem uma boa produção dentro da empresa e está sempre disposto a ajudar seus colegas – sem pedir nada em troca. Também conhecido como faz tudo, ele tem a confiança da maioria de seus colegas e, principalmente, da chefia. Pode-se dizer que é aquele colaborador quase insubstituível no cotidiano do ambiente de trabalho.

RAÍZES

1 À primeira vista, essas características são positivas e garantem estabilidade profissional a esse trabalhador. Mas pode ser um caro problema para quem esta muito tempo em uma determinada função e quer alçar voos mais altos. Ou seja, ao invés de possibilitar seu voo, suas características profissionais fazem cria raízes no posto que ele exerce. Afinal, se é tao bom profissional assim, porque não consegue subir de cargo?

UM ERRO

2 Essa dificuldade de mobilidade profissional se deve, além de uma possível postura passivista do colaborador, ao fato de muitos gestores entenderem que “em time que esta ganhando não se mexe”. Mas isso pode ser um erro gerencial, que pode acarretar a desmotivação do colaborador (que deixa de ser padrão e de produzir) e revela o grau imaturidade em termos de gestão de pessoas. Mas é possível também que o chamado funcionário faz tudo não queira chegar ao topo do organograma e goste de carregar este título. Neste caso, é uma posição pessoal que também deve ser respeitada.

HARMONIA

3 Vale ressaltar aqui que a valorização do funcionário é importantíssimo. Mas cabe aos entes corporativos lembrar que as relações dentro da empresa tem pelo menos três fatores essenciais que devem ser ao menos escutados: os objetivos e desejos do cliente, da empresa e os do colaborador. A harmonia disso tudo pode fazer uma organização realmente funcionar e, quem sabe, prosperar.

HORA DO CAFEZINHO…

4 Ao invés da hora do cafezinho, muitos preferem relaxar um pouco, no meio do expediente, com algumas tragadas de cigarro (ou, então, os dois ao mesmo tempo). Se você tem esse hábito de fumar e está procurando emprego, saiba que isso pode ser uma barreira para se (re) inserir no mercado de trabalho. Pelo menos é o que indica a pesquisa do Trabalhando.com, que mostra que 49% das companhias no País preferem não contratar candidatos fumantes. Como a dependência aumenta as chances desses trabalhadores adquirem doenças (respiratórias, câncer, etc), as empresas entendem isso como risco à eficiência da produtividade e aumento de custos.

MINUTO SABÁTICO

5 Quem curte fazer paralelos entre algumas profissões com a própria dinâmica do ambiente corporativo pode gostar desta publicação da Editora Sextante: Check-list – Como fazer as coisas bem feitas, cujo autor é Atul Gawande, médico-cirurgião e colunista da revista The New Yorker. Para ele, alguns métodos da sala de cirurgia (a própria check list) podem desanuviar alguns dilemas e complexidades da vida profissional e do mundo dos negócios.

Sandra Nagano

Jornalista da área econômica
Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br

Fonte: O Povo On Line

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