Com a palavra, o servidor

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Um servidor público reclama espaço, a propósito de coluna em que comentamos que, em função de que quase todos se reelegem, prefeitos, governadores e o presidente da república acabam tendo mandatos de oito anos, o que pode ter grande impacto positivo ou negativo na qualidade dos serviços públicos essenciais, aqueles que justificam o fato de pagarmos tantos impostos (segurança, justiça, educação e saúde). No texto, explicamos que os chefes de executivo precisariam ser bons gestores de pessoas, do contrário continuaremos a ter serviços de baixa qualidade. Simples assim. Diz o leitor: “…finalmente, a coluna que trata de RH lembra que existe serviço público e cita que o discurso neoliberal abalou nossa boa imagem… faltou dizer que nós, servidores, cruzamos os braços e não reagimos, não nos unimos, não debatemos e não formamos novas lideranças. Até parece que nós deixamos de acreditar que o serviço público é uma missão nobre, superior e de interesse geral da população. Cabe a cada um de nós questionar porque a gestão de recursos humanos no serviço público não é assunto das revistas especializadas e dos cadernos jornalísticos específicos. Cabe a nós dar informações a cada parlamentar sobre o que de certo e errado acontece no dia-a-dia das repartições…”

O servidor faz uma leitura negativa da situação: “…hoje, infelizmente, assunto não falta: falta rigor e critério nas nomeações dos cargos comissionados; há enorme carência de pessoal nas funções vitais que os concursos não têm resolvido, pois os concursos subestimam as quantidades e as nomeações são postergadas; a terceirização de mão-de-obra substitui as folhas de pagamento, mas em nada melhoram a qualidade (por que os gestores são tão parcimoniosos nas nomeações por concurso e são tão pródigos nas terceirizações?); não há sistemas de estímulo e promoção profissional, nem programas coerentes e consistentes de treinamento e desenvolvimento pessoal, muito menos mecanismos e ferramentas de fixação de metas e de avaliação de desempenho…”

O leitor também faz uma leitura positiva: “…o serviço público não para e às vezes melhora, pelo compromisso da maioria dos servidores com a boa causa da profissão que escolhemos e a qual dedicamos o melhor de nossas vidas, independente de quem está no poder, independente de estarmos satisfeitos ou não com a remuneração, independente de sermos reconhecidos ou não pela população…”. E apela aos governantes: “…até por razões humanitárias, é preciso que busquem informação sobre o clima de trabalho que alguns chefes e alguns líderes deliberadamente implantam no cotidiano. Vários deles adotam práticas de gestão moral e psicologicamente devastadoras para homens e mulheres simples, que não sabem como reagir …abala-lhes a saúde…”. O leitor cita as experiências de profissionalização da Receita Federal e da Polícia Federal e pede que tais experiências sejam mais divulgadas, como espelho para o serviço público. E, para reinventar o serviço público, recolocando-o no trilho perfeito do interesse do cidadão, propõe uma saída: radicalizar a profissionalização do serviço público.

Israel Araújo
Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br  – twitter: @israelaraujorh

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