Quando o salário não é tudo

Mundo Corporativo

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas Feiras

Na balança

Se você tivesse que escolher entre um gordo salário em um cargo que não tem nada a ver com seu perfil e objetivo profissional e um emprego, cujo retorno financeiro não é tão alto, mas que lhe traga mais satisfação pessoal e contribua com seu crescimento de carreira, qual seria a sua opção? Não é uma resposta muito simples de se dar, já que depende muito dos anseios e necessidades de um momento ou até de toda uma vida. Mas uma pesquisa realizada com 15 mil trabalhadores pela Curriculum, uma das maiores empresas de recrutamento online do País, revelou que a maioria (65%) não prioriza mais o valor do contra-cheque na hora de optar por uma vaga de emprego. Para 83% destes, as perspectivas positivas na carreira vêm em primeiro lugar.

Fatores decisivos

Outro dado interessante da pesquisa é que para a maioria daqueles a quem o salário é prioritário (68,5%), a oportunidade de crescimento na carreira é o segundo fator mais importante. Em seguida, vêm os benefícios (grupo que inclui participação nos lucros, plano de saúde, bônus, vale-refeição), a segurança e estabilidade profissional e chances de aprendizado na área de profissão exercida. Além disso, 79% dos entrevistados preferem receber orientações do superior, horários definidos, metas predefinidas e com limites de ações. Ou seja, exigem uma gestão organizada e clara.

Economia forte

Há pouco mais de 10 anos, talvez, o resultado desse levantamento seria outro. Isso porque a pesquisa traz à luz importantes contribuidores deste cenário atual: a Economia nacional mais forte e mercado de trabalho aquecido (empregos em alta e desemprego em queda), e a área de gestão de pessoas mais desenvolvida. Hoje, digamos assim, o trabalhador brasileiro tem a oportunidade de “se dar ao luxo” de optar por duas ou mais opções de empregos e assim, pode colocar a satisfação pessoal em primeiro plano, e estão mais conscientes quanto ele é importante dentro da corporação.

Plano de carreira

A pequisa mostra também que quase 40% dos entrevistados pensam em mudar de emprego, principalmente porque estão insatisfeitos com seus postos. Segundo Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum e um dos coordenadores da pesquisa, os números deste levantamento mostram que as empresas precisam ficar, cada vez mais, de olho no plano de carreiras da organização para atrair novos colaboradores e conter a evasão de talentos. Afinal de contas, as empresas sabem que as pessoas são um dos seus “ativos” mais importantes em níveis de produção.

HORA DO CAFEZINHO…

As redes sociais na Internet hoje são como salas públicas de encontro. E é neste espaço virtual que muitos colaboradores relaxam um pouco, enquanto outros aproveitam a hora do cafezinho. Como se sabe, as empresas e os recrutadores estão de olho nestas salas. Então, pense duas vezes antes de aliviar todo aquele estresse acumulado em duras palavras contra outrem. Trocando em miúdos: malhar chefe e colegas. Ou pior (que até pode render demissão), divulgar dados estratégicos e confidenciais da companhia.

CORPORATIVÊS

A expressão da semana é On-the-job. Literalmente, na tradução, “no trabalho”. Trata-se de um processo de treinamento de colaboradores, sem que esses tenham que se deslocar do departamento onde atuam. Isso porque o treinamento é embasado na própria rotina do trabalho.

Sandra Nagano

é jornalista da área econômica

Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br

Fonte: O Povo Online

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