Falando da Semana que Passou

    Fonte:  Blog da Miriam Leitão

Resumo comentado das notícias da semana

Acordo nos EUA sai, mas preocupações permanecem – Nos 45 minutos do segundo tempo, Câmara e Senado aprovaram o acordo de elevação do teto da dívida, impedindo o calote americano. Logo depois, Obama assinou o documento, mas as preocupações em relação à economia americana não diminuíram. Ficaram sequelas. Obama mostrou fraqueza, falta de liderança, porque muitos aliados votaram contra o acordo. Eles acham que o presidente cedeu demais. Ficou claro que além da crise na economia há crise na política.

Preocupações com economia global derrubam mercados – Na Europa, o aumento do temor em relação às economias espanhola e italiana produziu pânico nos mercados, venda maciça de ações, provocando quedas fortes nas bolsas mundiais. Ontem, com o recuo de 5,72% da bolsa brasileira, a Bovespa estava em primeiro lugar no ranking das que mais caíram no ano. Não faz sentido porque o Brasil não tem a pior situação, pelo contrário.

O medo agora é de recessão mundial, de uma segunda queda da economia internacional. O país seria afetado se os preços das commodities caíssem fortemente, porque são o produto mais exportado pelo Brasil. Nos últimos anos, fomos beneficiados pela alta das matérias-primas metálicas e agrícolas no mercado.

Nova política industrial – No dia em que foi divulgada queda de 1,6% da produção industrial, o governo apresentou uma nova política para o setor com medidas boas e ruins. A desoneração da folha de setores que empregam muito, como calçados e têxteis, é uma iniciativa positiva. Há outras polêmicas, como a que prevê que o setor público poderá comprar produtos no mercado nacional até 25% mais caros do que os importados. Isso vai empurrar os preços para cima, e o consumidor pagará a conta.

FMI faz elogios e alertas ao Brasil – O FMI divulgou relatório elogiando o país; disse que o Brasil fez avanços notáveis na última década e que a economia ficou mais forte para enfrentar choques externos. Alertou, porém, para risco de superaquecimento e de formação de bolhas.

Etanol volta a pressionar inflação – O IBGE divulgou hoje que o IPCA de julho ficou em 0,16%, próximo ao dado de junho (0,15%). Como já havíamos previsto aqui, a inflação acumulada em 12 meses subiria e isso aconteceu mesmo: passou de 6,71% para 6,87%. Os números mostram que o etanol, depois de ter registrado queda de 8,84% em junho, voltou a subir forte em plena safra, pressionando o IPCA. Os alimentos continuam registrando deflação.

Tombini fala sobre inflação – No programa “Bom Dia, Ministro”, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que a inflação acumulada em 12 meses, que está em 6,7%, vai subir até agosto, mas a partir de setembro cairá. Até abril de 2012, a redução prevista pelo mercado, no relatório Focus, é de 2 pontos percentuais. Acho que não dá para dizer que nos primeiros meses de 2012 a inflação continuará mais baixa, porque o aumento do salário mínimo impactará no custo dos serviços, por exemplo.

Desemprego nos EUA recua um pouco – Depois da divulgação de vários indicadores fracos, saiu hoje que a taxa de desemprego caiu de 9,2% para 9,1% – 117 mil novas vagas foram criadas no país em julho.

Mais um ministro é demitido – Depois de ter dado declarações consideradas inconvenientes pelo governo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi demitido. O cargo será ocupado por Celso Amorim.

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