A vida como nós somos

Por Kelly C. Gallinari

  Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras

Boatos. Ruídos. Fofocas. Tudo depende de como você vê e interpreta. Eis o conto de José Coordenador:

Na Copa, José Coordenador Alves e Chica Amanda Supervisora conversavam baixo enquanto tomavam um café:

– José, não quero mais discutir isso com você. Comprometeu-se comigo que isto não mais nos atrapalharia e, simplesmente, não tomou nenhuma providência até agora. Quero tudo resolvido até sexta-feira.

– Eu sei disso, Chica Amanda. Mas não é um assunto fácil de resolver. Estenda meu prazo. São muitos os imprevistos e preciso encontrar a melhor forma de fazer isto sem levantar suspeitas e causar alardes. Pode ser quarta da semana que vem?

– De jeito nenhum, José. Pessoas de outras áreas já estão comentando e os ruídos só tendem a aumentar. Isto pode atrapalhar a execução. Até sexta resolve ou não conte mais comigo. Esta situação já está ficando insustentável.

Outras pessoas, que também estavam na copa, ouviram a conversa dos dois. Carla, Ana Amélia, Zé Boato e Chiquinho eram funcionários de José.

Carla saiu da copa arrasada. Tinha certeza que presenciara uma conversa entre terroristas que iriam detonar a empresa na  sexta-feira. Todos seriam eliminados.

Zé Boato não hesitou e correu para o departamento falar para os amigos que José e Chica Amanda estão tendo um caso e que José iria se separar de sua mulher até sexta-feira. Uma bomba corporativa!

Ana Amélia, que sofria do coração, morreu de enfarto ao pensar que seu departamento seria extinguido e que ficaria sem emprego.

Chiquinho esperou o chefe voltar ao departamento e questionou se havia algo errado no departamento. José, com cara de poucos amigos, disse que precisa contratar uma empresa de dedetização com urgência, pois ratos tomaram conta daquela área da empresa e precisa eliminá-los até sexta-feira, sem fazer alardes.

Ratos. Eram apenas ratos.

As pessoas enxergam o mundo não como ele é, mas como elas são. E isto é perigoso se este ‘olhar’ não for acompanhado de elementos importantes: contexto, conhecimento e discernimento.

O ‘olhar’ descompromissado e ignorante (desprovido de conhecimento) pode gerar conclusões irreais que geram expectativas irreais, situações irreais e conseqüências inconseqüentes.

Já presenciaram fofocas dentro das empresas? E boatos? A empresa vai fechar. Fulano será mandado embora. Vão trocar o plano de saúde. Tudo pode ser verdade ou não.

Tenham o cuidado de ter um ‘olhar’ responsável. Será saudável, principalmente, para você.

Abraços e até mais, minha gente!

Kelly Cavalcanti Gallinari – Coach

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