Capitalismo + democracia = liberdade + prosperidade

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Por mais de quatro mil anos de história, a economia arrastou-se na agricultura, granjas e fazendas, pequeno comércio, pequenas usinas e muitos artesãos. A energia vinha da força animal e dos músculos humanos. Até que a invenção da máquina a vapor deflagra a maior de todas as revoluções. Nasce a indústria e uma nova sociedade se forma: surge a classe empresarial, o trabalhador perde força, o homem migra rumo à zona urbana, mais produtos, mais mercados, mais progresso. É o Capitalismo. E o mundo avança em duzentos anos mais do que nos quatro mil anos anteriores. O Capitalismo continua produzindo avanços, apesar de também produzir desigualdade e injustiça. A riqueza se concentra e a pobreza se torna crônica. Mas o Capitalismo nunca prometeu igualdade e justiça. Ele promete liberdade e prosperidade.

Um dos pressupostos do sistema é que cada um deve fazer a sua parte e defender seus próprios interesses, e a cada um será dado conforme seus méritos e prodígios, por sua criatividade e pelo que semeia. O sistema fica em equilíbrio se cada um luta pelo que acredita ser seu. Ambição, egoísmo, competição e individualismo são valores inerentes ao Capitalismo. Há necessidade de ação coordenada para se produzirem avanços mais rápidos ou para evitar que alguns grupos se atrasem e sejam prejudicados. É possível fazer isso sem paternalismo, sem assistencialismo. A Democracia e o Capitalismo precisam dessas iniciativas de mais representatividade, de mais peso político. As associações empresariais costumam ser a prova evidente de como essas entidades podem ser decisivas na conquista de avanços ou na conservação de posições. Os sindicatos também já mostraram momentos de importantes conquistas, mas os movimentos parecem mais espasmódicos, menos eficazes. Neste momento, o mercado financeiro mundial (um braço do Capitalismo que ameaça destruir o Capitalismo) pede uma ação articulada para evitar um mal maior.

Os parlamentos e os governos deveriam estar mais atentos e mais abertos a essas questões que provocam desequilíbrios inaceitáveis do sistema, prejudicando grupos diretamente e a sociedade em geral, indiretamente. O cidadão comum tem se decepcionado com a política e com a administração pública por causa dessa atitude autista de seus representantes. O homem comum acaba por sentir-se impotente e desprotegido. E não consegue reagir sozinho. O Parlamento e o Governo dos EUA acabam de dar mostras de incompetência e insensibilidade. A mais democrática das nações e o mais liberal dos países capitalistas mostrou insensatez e intolerância casadas com uma incrível incapacidade de dialogar, negociar e ceder. A maior, mais moderna, mais aberta e mais integrada economia do planeta foi golpeada. Se cair, causará estragos. É preciso acreditar que eles mesmos, dentro da própria democracia e do próprio capitalismo encontrarão rapidamente uma saída.

Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

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