A tortura do período experimental

Mundo Corporativo

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas Feiras

TRABALHO

Não há como negar que o período experimental em uma empresa é um dos mais estressantes para quem realmente almeja se estabelecer dentro do mercado de trabalho. Isso porque trata-se de um período repleto de novidades e incertezas quanto ao futuro profissional de quem está sendo “experimentado”. Em geral, são 90 dias de muita tensão para o trabalhador, que deve provar porque deve permanecer no cargo e na organização.

O tema da coluna desta semana foi inspirado na mensagem deixada pela leitora Carla (optei pelo nome fictício para preservar sua identidade). Ela mostra preocupação pelo fato do ritmo da empresa na qual ela passa seu período experimental ser “mais lento” que o do emprego anterior. Pergunta ela: “Como faço para me adaptar ao novo ritmo e ser útil à nova empresa?”

ANSIEDADE

A coisa mais importante neste período, Carla, é procurar controlar a ansiedade. Desta forma, você poderá respirar fundo e fazer as coisas dentro do ambiente de trabalho da melhor forma possível. Assim, com certeza, você estará sendo útil dentro da organização. Mas para isso, é importante lembrar que cada empresa tem seu ritmo e isso deve ser respeitado, ainda mais por aqueles que acabaram de aterrissar no escritório como você. E se seu cargo não for para um cargo de mais alto escalão, no primeiro momento, é importante se adaptar ao ritmo e, principalmente, à cultura da empresa – conhecê-la lhe dará a oportunidade de potencializar o seu desempenho antes e depois de ser efetivada.

PERFIL

Por exemplo, uma empresa pode ser do tipo conservadora, cautelosa, mas ainda sim ser sólida dentro do mercado. Lá, provavelmente, um colaborador não terá o mesmo ritmo e clima de um escritório povoado de Ys descolados, que veem nos riscos as melhores oportunidades. Neste período experimental, além da capacidade e conhecimento técnico (extremamente necessários), também é importante mostrar suas verdadeiras habilidades pessoais (liderança, criatividade, saber trabalhar em equipe, entre outros). Carla, a coisa mais importante para se lembrar é que, antes de tudo, trata-se do momento para ganhar paulatinamente a confiança de chefes e colegas.

Boa sorte!

HORA DO CAFEZINHO

Já que o assunto é período experimental, vai uma dica para quem quer ser efetivado. Não é um bom momento para criticar publicamente seus colegas de trabalho, seja no escritório, via redes sociais, no banheiro ou na hora do cafezinho. Em especial, se este colega for seu chefe. Afinal ninguém quer ser desclassificado às vésperas para completar seus 90 dias de experiência.

CORPORATIVÊS

Uma das habilidades que muitas empresas vem exigindo, principalmente quando colocam anúncios empregos é que o pretendente à vaga seja Hads On. Isso significa que a organização está a procura de um colaborador “mão na massa”, que possa ter participação ativa, iniciativa, dentro da empresa.

ORAÇÃO A UM COLEGA DE TRABALHO

Reservei este espaço na coluna para homenagear um colega de trabalho que esta semana nos deixou. Samuel Oliveira, ou Samuca para os mais próximos, era um dedicado funcionário do jornal O POVO, onde trabalhou por 16 anos. Quase a metade de seus 34 anos de vida. Que Deus ilumine e dê força aos familiares, amigos e colegas próximos.

 Sandra Nagano

é jornalista da área econômica.

Fonte: O Povo Online

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