Profissão: Pai

  Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Durante muito tempo foi comum escutar mulheres declarando sua profissão simplesmente como mãe. Justiça seja feita essa já é por si só uma profissão que toma bastante tempo, exige atenção, preparação e, principalmente, equilíbrio. Afinal de contas, salvo as exceções, filhos são espelhos da criação de seus pais. Nos últimos anos, esse emprego denominado mãe foi deixando de ser tão comum porque as mulheres conquistaram e consolidaram posições no mercado de trabalho até os últimos níveis de alta gestão e comando. Até a presidência da república é, hoje, ocupada por uma mulher. Essas conquistas femininas naturalmente geraram uma nova profissão, que até então era muito pouco comum: homens que se declaram simplesmente atuar na profissão de Pai. Agora, sim, homens e mulheres se estabeleceram no mercado e na vida em pé de igualdade, e famílias passaram a também ser gerenciadas pelos “donos de casa”.

Independentemente de quem assume a profissão de Pai ou de Mãe, esse não é um cargo que escolhemos exercer. Dar atenção, carinho, amor, educação e valores a crianças no mundo globalizado com acesso fácil a qualquer tipo de informação e todo tipo de sedução é uma tarefa árdua. Quanto mais liberdade se conquista, melhores exemplos os pais precisam transmitir aos seus filhos para que se tornem adultos responsáveis e capazes de construir suas próprias famílias e cuidar do mundo que estamos deixando para eles.

Neste domingo, dia dos pais, tomo mais uma vez a liberdade de exemplificar o tema desta coluna com os exemplos que tive dentro de casa e aproveito para homenagear um homem, meu pai, que acredito ter contribuído integralmente com a pessoa que me tornei. Desde criança, ele me transmitiu valores e lições de vida que agora aplico no meu dia a dia profissional ou na condição de Pai. Não é fácil conduzir para o disputado mundo dos negócios um filho cuja trajetória mudou tanto de direções. E em cada uma dessas mudanças, eu pude contar com seu apoio incondicional. Devo muito ao meu pai e não sei se conseguirei retribuir na medida. O melhor que posso fazer é tentar transmitir ao meu filho os bons valores que herdei, e que contribuíram para formar meu caráter, que conduz minhas decisões pessoais e profissionais diárias.

Nos primeiros anos de Catho, acumulei prejuízos. Sempre que o procurei em busca de conselhos, após me escutar atentamente, sua resposta foi sempre a mesma: “feche imediatamente essa empresa, comece outra”. Ele sabia que se dissesse algo como vai melhorar, você precisa trabalhar mais, fazer isso ou aquilo, soariam como um sermão e não surtiriam o efeito desejado. Essa foi a sua forma de me desafiar a superar as dificuldades. Hoje, a Véli é reconhecida por sua qualidade e por sua seriedade e ocupa um lugar ao sol. Mas, com certeza, sucesso nos negócios não é tudo. Melhor é sucesso na vida. Parafraseando o executivo Fábio Barbosa, pai bom é aquele que luta por um mundo melhor pra os filhos e oferece filhos melhores para o mundo.

Fonte: Diário do Nordeste

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