Julgamentos e rótulos: a origem

Por Kelly C. Gallinari

Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras

Dona Carmen, com sua pança, e seu sobrinho João Pedro, de 5 anos:

“Já era hora de dormir e Dona Carmen estava colocando o pijama em João Pedro. Eis que o sobrinho quebra o silêncio com olhar atento para a pança da tia:

                – Tia, sabia que quando a pessoa esta gorda assim é porque vai ter bebê?

                – Mas eu não vou ter bebê, João.  Disse a tia, paralisada e desconsolada.

                – Ah, então você só está gorda? Pensei que era outro bebê.”

Ouvi a Dona Carmen contar esta história nesta semana e fiquei pensando nas pessoas que reclamam de como são interpretadas pelas outras pessoas. Geralmente, quando são mal-interpretadas.

Já ouvi liderado reclamando que seu chefe não reconhece suas qualidades. Já ouvi líder esbravejar porque ouviu ruídos no departamento de que ele era um chefe que não se importava com as pessoas. Já presenciei, também, gente não conseguir se enturmar por transmitir uma imagem de inimizade quando na verdade era apenas tímido. Já ouvi esposa reclamar que o marido nunca lhe deu flores e que, por isso, era displicente com a relação. No entanto, ela nunca disse para ele que isso era importante.

Julgamentos. Rótulos. São os velhos e poderosos julgamentos.

Vindos do sobrinho da tia Carmen nos parece ingênuos. Mas sinceros. Tia Carmen tinha mesmo uma pança, o que deu margem à imaginação fértil de uma criança de apenas 5 anos. Se a tia Carmen tinha problemas de saúde, dificuldade para emagrecer, acabara de ter um filho ou se era gorda por opção, nunca saberemos. Sabemos, apenas, que a pança estava ali.

Não sou a favor de rótulos até mesmo porque eles tiram o direito do julgado de melhorar. Mas também me pergunto se, talvez, as pessoas não estejam dando motivos para que as outras pessoas falem e comentem a respeito.

Um liderado que chega todo os dias atrasado passa a ser julgado de irresponsável. Se ele se atrasa porque tem problemas pessoais, porque não tem relógio em casa, porque mora longe, o motivo passa a não importar. O comportamento, isento de argumentos, sempre é passível de ser julgado.

Um chefe que não exclama um simples BOM DIA quando chega pela manhã passa a ter descrédito dos funcionários e ser chamado de mau-chefe. Pergunto, quem provocou este julgamento?

Você quer ser reconhecido pela sua empresa mas no último feedback lhe disseram que não é engajado o suficiente? Ficou desmotivado? Mas que tipos de comportamentos está tendo? Ser engajado é agir conforme a missão e os valores da empresa. Suas atitudes são compatíveis?

Se não gosta da forma como os outros lhe veem, passe a prestar atenção em como está se mostrando.

Quer ser um profissional de sucesso? Tenha atitudes que te levem ao sucesso e não o contrário.

Quer ser um líder respeitado? Inspire seus liderados a serem melhores, sempre.

Quer ser magro? Faça um regime e elimine a pança.

Abraços e até mais, minha gente.

Kelly Cavalcanti Gallinari – Coach

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