Carreiras sem alicerce, carreiras ao chão

Por Kelly C. Gallinari

Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras

“Vitória é uma mulher ousada.  Correr riscos era o tempero. Garantir vitórias, a degustação.

Vitória é funcionária da Garden Plus há 5 anos. Há 5 anos, entrou como estagiária na área financeira e há 2 foi promovida para analista. Hoje, como analista pleno, faz seu trabalho de forma exemplar.

A coordenadora da área saiu da empresa há 1 mês e o cargo está em aberto. Vitória enxergou a sua chance real de crescimento. Ousada, como de costume, procurou pelo gerente da área e exclamou, fervorosamente: “Me dê o cargo. Garanto resultado.”

Estava mesmo difícil encontrar um coordenador no mercado e Vitória, além de ser uma boa profissional, conhecia o histórico da empresa. Algo que alguém de fora iria ter que aprender.

Vitória era a nova coordenadora da área financeira da Garden Plus. Vitória fazia o balanço da empresa como poucos profissionais.

Pena que além dos balanços da empresa, a coordenadora da área também tinha que gerenciar o desenvolvimento de uma equipe de 16 pessoas; e os as crises interpessoais que poderiam surgir. Além de ministrar reuniões com os diretores da empresa. Apresentações objetivas e decisivas. Sem falar do planejamento anual com metas, planos de ações e objetivos esperados.

Ninguém a avisou. Vitória, obcecada pelo cargo, também não perguntou.

Vitória foi demitida.

Vitória correu riscos não-calculados. Vitória perdeu.”

Saber o que você quer para sua vida profissional é o primeiro passo que consiga planejá-la. Saber em qual área quer trabalhar, qual cargo pretende ter, definir o alcance da sua influencia (nacional ou internacional) e em qual tempo pretende alcançar, são itens importantes de serem respondidos antes mesmo de correr atrás dos seus planos.

São estas premissas que definirá o que precisa estudar, as empresas interessantes para seu currículos, as línguas que precisa dominar, os cursos extra-currículares necessários e, PRINCIPALMENTE, resistir pular etapas importantes na sua trajetória.

Vitória foi ousada mas não inteligente. Ser coordenadora, naquele momento, era ‘dar um tiro no pé’.  Vitória não estava preparada. Tentou construir um castelo sobre alicerces fracos. O castelo desmoronou.

É preciso se preparar. Os desafios são exigentes. Vontade e coragem são ingredientes importantes. Mas ficam ainda mais apurados se estiverem juntos de conhecimento e habilidades que favoreçam o seu trabalho.

E o seu castelo, amigo leitor? Tem alicerces firmes? Você está preparado? Se não, corre para reforçar a construção com vigas fortes.

Abraços e até mais, pessoal.

Kelly Cavalcanti Gallinari – Coach

http://www.ecoach.com.br

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