Para que serve a gestão de recursos humanos?

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Em recente reunião de condomínio empresarial, onde a Véli RH era apenas convidada, escutei o executivo esbravejar e dizer algo como “se eles não entrarem na linha, mando todos embora, com eles só funciona assim”. Como o momento não era oportuno, em função da presença de outras pessoas alheias ao caso, não pude contrapor minha visão e falar sobre gestão de pessoas. Ainda me surpreendo e fico impressionado quando me deparo com casos de pessoas que nutrem essa mentalidade autoritária no trato patrão-empregado, quase como alguém que detém a propriedade sobre o outro. Não é assim que as coisas funcionam com pessoas.

Todo colaborador precisa ser visto como um igual, com virtudes, defeitos, qualidades, sentimentos, família, responsabilidades, sonhos e medos. Todos nós somos assim, iguais. Quando você trata um funcionário de sua empresa como empregado, está apenas sugando dele o conteúdo que ele acumulou em sua trajetória profissional, de maneira precária e ineficiente. Agindo assim, não se constrói uma relação de contribuição, participação ou compromisso. Numa perspectiva realista, num breve futuro, espere um pedido de demissão contendo algo como: “consegui algo melhor”. Por outro lado, quando aquela pessoa que está do seu lado é tratada como um colaborador, parte das suas necessidades, ainda que inconscientemente, já estão sendo atendidas. É o envolvimento, é o sentimento de fazer parte de alguma coisa, é saber que oferece uma contribuição importante para aquele trabalho e que seu esforço será merecidamente reconhecido. Você não tem apenas um funcionário, mas um parceiro, um aliado que quer fazer parte de um time e entregar cada vez mais e melhores resultados.

Estamos em plena era de mudanças rápidas. São as pessoas que arriscam, descobrem, inventam, pesquisam, elaboram, desenvolvem, mudam, desafiam e produzem as mudanças na informação. Por isso esta é era de pessoas. Este, sim, é o maior ativo de qualquer organização. E o mais interessante de tudo é que ele é completamente intangível. Não pode ser mensurado ou comparado. Você só sabe o que ganhou, depois de ser beneficiado, ou o quer perdeu, depois de um ponto em que não há nada mais a fazer. Visite sua empresa num domingo. Você até pode admirar máquinas, móveis e equipamentos. Mas só verá a falsa paz dos ambientes vazios. Não há vida sem pessoas, nada faz sentido sem elas. Mas, cuidado, não perceba neste texto qualquer ideia de paternalismo ou sugestão de que o empresário seja “bonzinho”. Nada disso: o desafio proposto é, no campo da administração profissional, saber o que fazer para aumentar as vendas, reduzir custos, ganhar qualidade no produto, aperfeiçoar processos, ganhar posições no mercado, melhorar o atendimento e a satisfação dos clientes. É disso que trata a gestão de recursos humanos. Todo o resto são apenas técnicas e instrumentos a serem aplicadas por pessoas realmente habilitadas.

Israel Araújo
Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br   – twitter: @israelaraujorh

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