O metalúrgico que perdeu a ponta do dedo

 

 

Por Kelly Gallinari

Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras

Fernandes trabalhava na metalúrgica Point S.A, na produção. Seu trabalho era manejar uma máquina de
prensa, uma das etapas da fabricação de parafusos específicos que, posteriormente, fariam parte da montagem da lateral de um veículo.

As máquinas deste setor foram trocadas por outras mais modernas. Fernandes e seus colegas reclamaram. Muito. Pra que mexer no que está bom, não é?

Depois de uma semana trabalhando já no novo maquinário, Fernandes, que ainda tinha dificuldades em
trabalhar na nova máquina, colocou a peça do lado errado e, ao ligar o equipamento, esta escapou decepando o tampão de um dos dedos da sua mão direita.

Foi um momento desastroso. Fernandes ficou uma semana de licença-médica.

Quando voltou, ficou sabendo que haveria um processo seletivo para um cargo acima do seu. O teste seria na máquina nova. Para Fernandes era uma grande oportunidade. Uma grande e amedrontadora oportunidade.

Era dia do teste.Todos seus amigos fizeram o teste. Chegou a vez de Fernandes. Era um medo de borrar as calças.

Seus amigos tinham curativos nos dedos, machucado pequenos. Mas só Fernandes sabia o que NÃO PODIA
SER FEITO, naquele momento. Fernandes, devido o machucado feio que fizera, sabia exatamente como manejar aquela máquina.

Podia fugir. Podia ficar. Ficou.

Fernandes nunca se concentrou tanto para tal feito. Prestou atenção, como nunca, em cada detalhe das etapas de seu trabalho. A peça, personagem principal  do fim da ponta do seu dedo, foi colocada na máquina do lado correto em uma precisão como nunca se vira anteriormente. Fernandes também fez questão de conferir, mais de uma vez, antes de ligar a máquina.

Fernandes foi excepcional. Conquistou a promoção.

E viva a ponta do dedo decepada!

Entre outras formas de aprendizado, os erro são bem subutilizados. Infelizmente, porque se não são tranformados em aprendizados, os erros tornam-se inimigos implacáveis.

Se não sabemos de tudo e buscamos sempre nos aprimorar, é normal errarmos. Anormal é não aprendermos com estes erros. Na liderança não é diferente. Ser líder não é ser super-herói.

Sim, minha gente, algumas pontas de dedos ficarão perdidas por aí! Mas se não nos recuperarmos a tempo e reagirmos, ficaremos sem as mãos.

APRENDER com estes desvios de percurso e ENSINAR com ainda mais propriedade e precisão. Vamos lá, meu povo! Coragem.

Kelly Cavalcanti Gallinari – Coach

www.ecoach.com.br

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