Todos (ainda) de olho no Brasil

Mundo Corporativo

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas Feiras

MERCADO

Eu sei que sobram por aí pessimistas e lamuriosos que insistem em dizer que o Brasil vai de mal a pior. Mas eu sou uma entusiasta quando o assunto é atual economia de nosso País. Afinal, cresci numa época em que a inflação, insistentemente, vivia no patamar dos três dígitos e a minha nota de 1.000 cruzeiros não dava para comprar muita coisa. Enfim, é claro que temos hoje muitos problemas a serem resolvidos, que vão desde baixa qualidade de nossa educação básica, passando pelos nossos altos juros e a nossa pesadíssima carga tributária. Entretanto, há pelo menos dois anos, o Brasil tem sido elevado à condição de estrela da vez no mundo. Não mais pelo futebol, o Carnaval e as belezas naturais, mas pela forma com que a nossa economia vem se consolidando. Há pouco mais de um mês, eu falei sobre um dos problemas desse nosso rápido decolar econômico, que é a falta de mão-de-obra em alguns setores, bem como de profissionais qualificados para um mercado cada vez mais exigente. Hoje, entretanto, vou falar um pouco de como todos estão de olho, novamente, no Brasil. Inclusive, os próprios executivos brasileiros que deixaram o País atrás de melhores salários e estabilidade.

 Crise dos grandes

Atualmente, a Europa vive mais um momento de crise – inclusive com a quebra de algumas economias da zona do euro – e os EUA – começam sentir as suas turbinas desacelerarem. Isso indica, entre outras coisas, um mercado de trabalho cada vez mais escasso e níveis de desemprego em alta nessas regiões. As crises econômicas sempre existirão (infelizmente), mas algumas coisas começam a mudar. Nesta semana, por exemplo, um dos grandes assuntos nos diários econômicos mundiais era o possível plano de ajuda dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) à Europa. Pois é, o mundo está virando pelo avesso.

 REPATRIADOS

1 Nos anos 80, num Brasil ainda instável e sem muitas perspectivas, muitos executivos brasileiros deixaram o País em busca de uma melhor remuneração e estabilidade. O movimento continuou até os anos 2011, com o mesmo objetivo somado ao anseio da qualificação profissional. Mas hoje, com a crise e incertezas na Europa e EUA, muitos deles estão arrumando as malas para serem “repatriados”. E não há momento mais propício para isso, pois vivemos um momento de grande escassez de mão-de-obra qualificada, em especial em cargos gerenciais. Como disse a reportagem do diário econômico britânico Financial Times, além disso, temos os melhores salários para cargos gerenciais e tudo indica que sairemos bem após a crise, como se sucedeu em 2008 e 2009.

ELDORADO

2 Outro cenário interessante é a vinda de estrangeiros para o Brasil atrás de um emprego. De acordo com dados do Ministério de Trabalho e Emprego, o número de autorizações concedidas para estrangeiros trabalharem no País vem crescendo gradativamente. Somente no ano passado, foram concedidos pouco mais de 56 mil autorizações, o que representa um crescimento foi de 10% em relação a 2009 (ano da crise). A maioria veio atrás de empregos ligados aos setores de engenharia, petróleo e gás e relacionados às grandes obras estruturantes no País. Os americanos foram os que mais solicitaram autorizações de trabalho, seguidos pelos filipinos, britânicos, indianos e alemães. Pois é, estamos nos tornando em um novo Eldorado. Isso indica que, para a grande maioria dos trabalhadores brasileiros, resta correr atrás de mais qualificação neste mercado de trabalho que se torna cada vez mais exigente e competitivo.

HORA DO CAFEZINHO

3 Pedir aumento de salário ao chefe quase sempre é uma missão difícil. Digamos assim, não é um dos assuntos favoritos dos empregadores. Por isso, saiba que há maneiras e momentos certos para pedir o aumento. Primeiro, faça uma pesquisa de mercado para saber quanto as empresas estão pagando a um profissional de cargo igual ou similar ao seu, bem como com sua qualificação. Você pode ter esta referência na própria Internet. E, claro encontre justificativas convincentes para que a empresa engorde o seu contra-cheque. Mas nunca chantageie seu chefe com aquele trabalho árduo que fez no passado ou fará futuramente! Pode funcionar em alguns casos, mas definitivamente não é uma boa ideia. Outra dica importante: nunca peça o aumento quando os dois (você e o chefe) estiverem ocupados com algum trabalho. Reserve uma hora para ter essa conversa. Boa sorte!

MINUTO SABÁTICO

4 Quase todo mundo têm aqueles momentos de estresse extremo dentro do escritório. Especialmente, em relação ao chefe. Se você está nesses dias difíceis, respire fundo, aguente até o final do expediente e vá ao cinema. Minha indicação é o blockbuster Horrible Bosses. A produção não é uma maravilha, mas pode provocar algumas boas risadas e ser catártico para aqueles que pensaram, realmente, em “matar seu próprio chefe”. Mas um conselho sensato: não o faça!!! Seu estresse só vai aumentar!

CORPORATIVÊS

5 Entrepreneur. Essa palavra, de origem francesa, está na moda (de novo) no mundo dos negócios. Se algum momento você se deparar com este termo por aí, saiba que significa nada menos que empreendedor.

 Sandra Nagano

Jornalista da área econômica

Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br

Fonte: O Povo Online

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