Falando da Semana que Passou

Resumo comentado das notícias da semana

Fonte: Blog da Miriam Leitão

Relatório de inflação – O BC revisou para baixo a previsão de crescimento para este ano, de 4% para 3,5%, mas elevou a estimativa de inflação. De acordo com o relatório de inflação, divulgado esta semana, o IPCA poderá encerrar o ano em 6,4%, bem acima dos 5,8% projetados anteriormente e perto do teto da meta. Além disso, diz que a probabilidade de ultrapassar 6,5% é de 45%.

Para o mercado, no entanto, a inflação ficará em 6,52% em 2011, como mostrou o relatório Focus divulgado na segunda-feira.

O BC leva em conta, para fazer suas projeções, um cenário em que a taxa de juros continuará em 12% e o câmbio em R$ 1,65 por dólar, ou seja, não considera a disparada recente da moeda americana nem as quedas de juros que o próprio relatório indica que haverá.

O documento prevê ainda que o IPCA ficará em 4,7% em 2012 e só voltaria para o centro da meta no 2º trimestre de 2013.

O BC acha que o agravamento da crise internacional acabará reduzindo a inflação no Brasil via queda dos preços das commodities. Mas o dólar em alta está neutralizando essa redução recente dos preços de produtos agrícolas e metálicos cotados no mercado internacional.

Governo reduz tributo sobre a gasolina – O governo decidiu esta semana reduzir a cobrança da Cide em R$ 0,04 (por litro) sobre a gasolina. Mas isso não fará diferença na vida do consumidor. Como a quantidade de álcool na gasolina será reduzida, o que encareceria o preço, porque a gasolina está mais cara do que o álcool anidro, o preço ficaria mais caro, mas essa alta será neutralizada pela redução da Cide.

A medida favorecerá a Petrobras, que está tendo prejuízo grande por conta do congelamento do preço da gasolina vendida às refinarias. O governo não quer esse aumento para que a inflação não suba ainda mais.
Por conta do aumento do consumo, a empresa está importando mais gasolina este ano.

Crise na Europa – Líderes europeus participaram de reuniões para tentar soluções para a crise. Em documento, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou empenho dos países em enfrentar os perigos que ameaçam a economia mundial. De fato, esta semana, os governos europeus fizeram vários movimentos. A chanceler Angela Merkel se reuniu com o primeiro-ministro da Grécia; o parlamento alemão aprovou a ampliação do fundo de resgate europeu para 440 bilhões de euros. Foram eventos positivos, apesar de o quadro ser difícil.

Bolsas instáveis e dólar em alta – A aprovação da ampliação do fundo de resgate europeu, pelo parlamento alemão, fez as bolsas subirem. Mas depois, os investidores se deram conta de que a situação da Europa ainda está longe de ser resolvida. O dólar fechou ontem em alta de 0,38%, para R$ 1,844. Hoje pela manhã subia 0,75%, para R$ 1,85.

IGP-M acelera – A alta dos preços no atacado e no varejo estão por trás da aceleração do IGP-M, conhecido como a “inflação do aluguel”, que passou de 0,44% em agosto para 0,65% em setembro. O acumulado em 12 meses está em 7,46%; no ano, em 4,15%.

Superávit primário menor – As contas do setor público (governo federal, Estados, municípios e empresas estatais) apresentaram em agosto um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida) de R$ 4,561 bilhões, pior resultado para o mês desde 2003. Desta vez, não houve receitas extras, como o pagamento feito pela Vale em julho.

Imposto sobre operações financeiras – A Comissão Europeia aprovou uma proposta para taxar as transações financeiras, uma espécie de CPMF. O imposto tem potencial para arrecadar 55 bilhões de euros por ano. Com isso, seria dividido com os bancos o custo da crise. Mas ainda precisar ser aprovado pelos 27 países da União Europeia.

Crédito ainda cresce forte – Números divulgados pelo BC mostram que a expansão do crédito acelerou entre julho e agosto, apesar das medidas para contê-lo. Depois de ter avançado 1,1%, cresceu 1,7%. O acumulado em doze meses está em 19,4%. O BC revisou de 15% para 17% a previsão para o crescimento do crédito este ano.

Morre Wangari Maathai – Foi uma grande perda para a humanidade a morte da ambientalista queniana Wangari Maathai, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2004. Uma mulher extraordinária que nasceu numa pequena aldeia do Quênia; foi a primeira africana a ter título de doutorado. Ela iniciou um movimento de replantio de árvores nativas que tomou o país e se espalhou pelo mundo. Morreu aos 71 anos, vítima de um câncer.

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