Ações motivacionais funcionam…. TEMPORARIAMENTE!

Por Kelly Gallinari

Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras

Um dos grandes desafios da liderança é engajar sua equipe de trabalho no negócio e propósito da empresa. Desafio porque esta é a primeira etapa para a conquista de resultados memoráveis.

O bom líder, quando percebe sua equipe distante, age imediatamente. Perder as rédeas é permitir que o time tome rumos eqüidistantes do objetivo comum.  E quanto mais distante, mas esforço o líder terá de fazer para retomar o caminho correto.

Já trabalhei em consultoria interna e externa, auxiliando os líderes, e também já estive a frente de equipes de trabalho, liderando-as. Nas duas situações, comum a maioria da liderança, quando liderados começam a agir em desacordo com o esperado, o primeiro insight é promover uma ação motivacional. Fiz isso muitas vezes. Até aprender que, apesar de importantes, elas não são a solução. Estas ações funcionam como um remédio de febre. Acaba com o sintoma, no momento, mas não extingue o problema original. A inflamação continua e logo dará novos sintomas se não for usada a medicação correta.

Não estou eliminando estas ações das atividades dos líderes. Não. Elas são importantes quando usadas nos momentos corretos. Evitando gastos (de energia e dinheiro) desnecessários.

Estas atividades são como a cereja do bolo, como um adorno que deixa tudo mais bonito. Mas importante mesmo é o bolo, seu recheio e ingredientes.

Já comentei sobre como estruturar equipes de alta performance em outros artigos*, mas vamos retomar algumas etapas importantes para podermos situar as ações motivacionais:

1 – Escolher os ingredientes corretos: a seleção é o alicerce, meu povo. Escolher pessoas que compatibilizam com o cargo e os valores da empresa é imprescindível. Se esta etapa falhar, todas a seguir exigirão, do líder e RH, um esforço dobrado no
gerenciamento das pessoas. Esforço este que poderia estar sendo investida em outras atividades.

2 – Compartilhar MISSÃO, VISÃO, VALORES: escolhido o time é hora de compartilhar o que a empresa espera deles. Se a seleção foi feita da forma correta, a assimilação será feita com muito mais facilidade. Conscientes disto, os liderados terão uma liberdade maior exercer suas atividaes  e criar, sempre amparados pelos objetivos corporativos. A possibilidade de errar diminui. Isto é estar engajado.

3 – Monitoramento, feedbakcs e check points: uma vez feita a orientação, o líder deve estar sempre presente. Não executando, mas auxiliando e construindo liderados eficientes.

4 – Enfim, as ações motivacionais: estas atividades virão para relembrar (e não ensinar, pois foi feito nas etapas 2 e 3) a importância de sua função para a empresa, equipe e para eles mesmos. Estes momentos vêm para reforçar e não estruturar. É o adorno e não o objeto. Esta diferenciação é fundamental para que sejam realizadas da maneira correta. Fundamental para que atinjam seus objetivos.

Vamos refletir sobre isso, meus gestores queridos. Até porque, propor uma ação motivacional para uma equipe desestruturada pode causar efeito inverso. E gerir isto, depois, exigirá do gestor ainda mais esforço. E os resultados esperados? Tardarão a acontecer.

Abraços e até mais, minha gente!

Kelly Cavalcanti Gallinari – Coach

*artigos de trabalho em equipe: O dia em que um mais um foi igual a zero ; Peter Black e os três porquinhos

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