O PERFIL PROFISSIONAL NA ERA DO CONHECIMENTO

Por Plínio José Figueiredo Ferreira
“OS PROBLEMAS QUE EXISTEM NO MUNDO NÃO PODEM SER RESOLVIDOS A PARTIR DOS MODOS DE RACIOCÍNIO QUE DERAM ORIGEM AOS MESMOS”.
ALBERT EINSTEIN
O profissional da era do conhecimento deve confiar na sua intuição, ter coragem, ter ambição, usar sua inteligência emocional, e, sobretudo, ter pensamento e visão sistêmica.
O profissional da era do conhecimento, principalmente o profissional de administração, deve ter a capacidade de transformar informação em conhecimento para ter a competência de identificar, diagnosticar e resolver problemas. E resolver problemas significa buscar as causas que deram origem aos mesmos, e não somente eliminar as consequências. Sem identificar a causa o problema voltará a acontecer.
Temos muita dificuldade em pensar de forma sistêmica porque nosso aprendizado é feito de forma fragmentada; não aprendemos a estabelecer a relação de causa e efeito. As nossas decisões são casuais, quando deveriam ser causais. Resolvemos os problemas tentando eliminar as consequências, porque elas pedem uma solução imediata ao se tornarem urgentes. Há pressa em “apagar o incêndio”, senão o estrago será muito grande. A causa ficará latente e exigirá outra solução imediata quando aparecer outra consequência. E o círculo vicioso estará estabelecido.
Stepen Covey identifica dois momentos, no mundo da gestão – a era industrial e a era do conhecimento – que se misturam nos conceitos e nas práticas. Esta mescla, com tendência para um lado e para o outro, existe porque ainda pensamos fora de época. Este anacronismo se verifica porque praticamos conceitos da era industrial, e a era industrial já foi, embora para alguns ela ainda sobreviva. Pensamos de forma mecanicista, não sistêmica.
Na era do conhecimento os conceitos e as práticas devem mudar; os resultados devem ser grupais. O conceito de concorrente muda; a tônica deve ser a parceria. Na organização, com os clientes internos e externos, o profissional deve ser um bom jogador de frescobol, e não um jogador de tênis. A diferença é que no jogo de tênis a bola é jogada para o adversário não pegar; somente um ganha. No jogo de frescobol o objetivo é não deixar a bola cair, isto é, a bola é jogada de forma que o parceiro sempre a alcance. Assim, fica fácil verificar como a bola deverá ser jogada e recebida. Tem-se a visão do jogo como um todo, bem como do ritmo; ambos ganham.
No mundo globalizado onde as incertezas são muito grandes, as mudanças são muito rápidas e a informação é on line-real time, os problemas dos países, e das organizações, são semelhantes, mas as soluções deverão ser contextuais; portanto é de fundamental importância que se pense de forma global e que se enxergue de forma sistêmica, buscando sempre a sinergia.
O grande problema que o profissional da era do conhecimento enfrenta diz respeito à percepção e à compreensão da realidade. Problema maior é definir esta realidade porque envolve a necessidade de mudança de paradigma. E a mudança de paradigma envolve mudança de valores.

O PODER DE MUDAR NÃO ESTÁ NOS GRANDES CHEFES OU NA POLÍTICA DAS ORGANIZAÇÕES, E SIM EM CADA INDIVÍDUO.

Plínio José Figueiredo Ferreira é Administrador pela UFBA e Pós-Graduado pela FGV-EAESP. Sócio-Diretor da Habilitas Consultoria em Gestão Empresarial. Palestrante e Professor .

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