Profissional mais velho não usa rede social

Gisele Tamamar, do Jornal da Tarde

Pessoas com mais de 30 anos aderem pouco às comunidades virtuais para buscar emprego

SÃO PAULO – Os profissionais com mais de 30 anos são os que menos usam as redes sociais como estratégia para impulsionar a carreira. Já os mais jovens são os que mais se valem das comunidades virtuais como LinkedIn, Twitter e Facebook para ampliar as chances de conseguir emprego. É o que mostra levantamento realizado pela Vagas Tecnologia, empresa que controla o site de carreiras vagas.com.br, com cerca de 54 mil currículos cadastrados.

Os candidatos com até 24 anos são os mais presentes no Facebook e Twitter, com 43% e 44%, respectivamente, do total de cadastrados no vagas.com.br. No caso dos profissionais de 30 a 34 anos a representatividade é bem menor. Apenas 8% têm um perfil no Facebook e 9% no Twitter.

Para Luís Testa, gerente de marketing e vendas da Vagas Tecnologia, a situação ocorre porque os jovens estão mais habituados com as redes e se sentem menos invadidos ao saber que as pessoas estão acessando seu perfil. “O uso das redes sociais é mais intensivo entre a geração mais nova.”

A estudante de publicidade Camila Cardoso, de 24 anos, soube de uma vaga na área de marketing anunciada no Facebook. “Entrei em contato com a empresa e enviei meu currículo indicando meu blog e meu perfil no Twitter, Facebook e Google+”, conta.

A gerente de marketing e alianças do Portal Trabalhando.com, Fernanda Diez, destaca que cada vez mais as empresas usam informações complementares na seleção e as mídias sociais atuam como fonte para isso. E já que as empresas estão em busca dessas informações, estar presente nas redes sociais, compartilhar opiniões e ter uma postura colaborativa pode trazer benefícios para a contratação.

É o que espera Rafael Borim, de 29 anos, formado em relações internacionais. Ele procura há cerca de um mês uma recolocação. Atualmente faz contatos via LinkedIn e sempre atualiza Twitter e Facebook, inclusive integrou seu perfil ao currículo.

O gerente de conteúdo do portal Guidu, Felippe Canale, de 28 anos, ficou sabendo da vaga pelo Twitter. “Enviei os links da minha página pessoal, de trabalhos e projetos que participei e também do meu Twitter e Facebook. Quando cheguei para a entrevista eles já tinham um conhecimento prévio de parte da minha vida.”

A designer e publicitária Sibele Monice, de 46 anos, também usa as redes ao seu favor. “Faço contatos com empresas e pesquiso possibilidades do mercado.”

Para quem ainda não tem um perfil na web e busca uma oportunidade de trabalho, a diretora do site Vida e Carreira e coordenadora do Centro de Carreiras da pós-graduação da ESPM, Adriana Gomes, aconselha aderir às redes. “Isso mostra que o profissional está conectado” afirma. Mas não adianta só fazer o perfil. É preciso atualizá-lo com frequência, participar de discussões e mostrar suas opiniões. O alerta da gerente de RH da rede MegaMatte, Julyana Felícia, é ter cautela. “Ter um perfil em qualquer rede social significa que você está sendo observado.”

Fonte: http://economia.estadao.com.br

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