Qualificação

Mundo Corporativo

CORRER SEM SAIR DO LUGAR

O “apagão de mão-de-obra qualificada” já se tornou o novo jargão entre os gestores de Recursos Humanos. A justificativa dessa falta de profissionais com boa qualificação tem alguns fortes (mas não únicos) fatores: o mercado de trabalho cada vez mais exigente; a expansão da economia brasileira, que demanda novas indústrias e serviços e, por isso, novos profissionais; e o avanço rápido da informática e da tecnologia, que vem otimizando tempo e substituindo alguns colaboradores em funções consideradas mais burocráticas (sim, continuamos em constante concorrência com as máquinas).

A CORRIDA

Ao mesmo tempo que temos esse acirramento das exigências sobre profissionais mais qualificados, observamos uma enorme massa de trabalhadores em busca de mais conhecimentos. Isso porque já se foi o tempo em que ser qualificado para o mercado era ter uma graduação no ensino superior e domínio do inglês. Hoje, quem quer alcançar cargos de boa remuneração ou ainda de função executiva sente-se na obrigação de ir atrás de mestrados, MBAs, doutorados além de desenvolver algumas habilidades pessoais, tais como o de trabalhar em equipe, ter bom domínio das técnicas de comunicação, liderança, etc.

O QUE HÁ DE ERRADO?

Embora tenhamos esse movimento de candidatos à cargos de gerência e liderança em busca de mais qualificação no Brasil desde finais da década de 90, o mercado ainda reclama da escassez de mão-de-obra qualificada. Fora os fatores que apresentei no início da coluna (exigência do mercado; economia em expansão e avanço tecnológico), tem um outro grande fator que pode ser definitivo em alguns cargos do alto escalão.

SER MÚLTIPLO

Hoje, para ser um profissional indispensável para as empresas não basta um currículo sólido, é preciso ser múltiplo. Pelo menos é que defende os autores do livro “O líder inspirador”, John H. Zenger, Joseph R. Folkman e Scott K. Edinger. Para eles, o mercado aposta hoje no profissional que tenha mais de uma habilidade e conhecimentos técnicos mais abrangentes. Os profissionais deveriam, segundo os autores, fazer como um experiente maratonista. Chega uma hora que não dá apenas para sair correndo como louco para treinar. O esportista teria apenas alguns pequenos incrementos adicionais. Para avançar, o maratonista experiente combina a corrida com um porção de outras atividades físicas, por exemplo, a musculação, alongamento, ciclismo e a natação para melhorar o condicionamento físico e, assim, o seu rendimento.

SEM INCREMENTOS

Segundo Zenger, Folkman e Edinger, o grande erro dos candidatos com boa qualificação à cargos de gerência e liderança que não conseguem uma vaga no mercado (ou seja, correm com a qualificação sem sair do lugar) está no fato deles estarem concentrados em melhorar apenas aquela área que se consideram realmente bons. Como no exemplo dos maratonistas que apenas correm feitos loucos para treinar, esses candidatos terão somente pequenos incrementos. A avaliação dos autores faz sentido pela lógica de que devemos começar investir não apenas em nossos pontos fortes, como nos fracos também, para avançarmos em nossas carreiras. Que tal começar hoje a se auto-avaliar profissionalmente?

CORPORATIVÊS

“Push the envelope”: esse termo talvez ainda não seja tão popular nas reuniões internas das empresas brasileiras, mas ele já começa a aparecer em alguns textos e artigos sobre negócios. A expressão significa algo como “usar todo nosso potencial” ou “se esforçar para fazer algo inovador”.

Sandra Nagano, Editora-adjunta do Núcleo de Negócios do O POVO

Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br

Fonte: O Povoonline

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