Na hora H, lealdade e engajamento

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Na última quinta-feira, dia 20 de outubro, nossa empresa de consultoria em RH participou de uma reunião com o principal executivo de uma multinacional instalada no Brasil, com escritório em Fortaleza. O tema da reunião era o fechamento de um contrato para seleção especializada de um profissional chave para a organização. A razão pela qual trago esse caso foi uma frase dita pelo presidente da empresa e que me chamou a atenção.

O caminho para preencher uma vaga numa empresa não é igual para todas as consultorias. Não anunciamos a vaga, num primeiro momento, e não buscamos o profissional nas pastas e arquivos que acumulamos ao longo de décadas. Cada indivíduo é único, assim também são as empresas. Portanto, não basta oferecer um Diretor Financeiro pós-graduado com 10 anos de experiência. Esse profissional pode ter realizado um excelente trabalho em sua empresa anterior, mas não é necessariamente adequado para outra empresa, ainda que vá exercer a mesma função.

Diante de tudo isso, nossa missão é conhecer a empresa e suas expectativas com profundidade, da mesma maneira como conhecemos cada um dos candidatos que passam pelas salas de entrevista com nossos profissionais. Assim, não buscamos o melhor profissional de um determinado banco de currículos. Ele pode ser o melhor daquele banco (e isso não é pouca coisa), mas pode não ser o indicado para atender o que a empresa precisa. Então, saímos em caça ao profissional ideal num banco de dados muito maior, o mercado inteiro!

A arte do hunting exige muita experiência e cuidado, mas principalmente responsabilidade. Não podemos simplesmente sair abertamente abordando profissionais das organizações e colocando seus cargos em risco (o processo de caça fica para outra coluna). Nós fomos chamados por essa multinacional não somente para buscar e contratar um profissional para eles. Fomos chamados para, além disso, garantir que os profissionais daquela determinada empresa não fossem abordados por headhunters. Na mesa de negociação, de repente, surgiu uma questão. É possível uma empresa ficar off limits de uma consultoria especializada em hunting?

Como bom executivo e experiente profissional, o cliente colocou esse item em perspectiva ao final da reunião. “Gostaria que minha organização ficasse isenta da abordagem dos seus profissionais”. Depois de alguma conversa e ponderações, ele acrescentou: “por outro lado, se meus executivos aceitarem uma oferta para sair é porque não estavam satisfeitos aqui”. Bingo. No final das contas lealdade e engajamento de um colaborador dependerão do nível de realização profissional e de quanto ele percebe fazer parte e ser importante para a empresa.

Israel Araújo
Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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