Antagônico

Mundo Corporativo

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas Feiras

UM AVANÇO ENTRE AS HISTÓRICAS CONTRADIÇÕES

Nesta última semana, o Economist Intelligence Unit, instituto britânico de pesquisas econômicas, divulgou um dado interessante sobre o Brasil. De acordo com projeções do EIU, o País passará o Reino Unido no ranking das maiores economias do mundo e assumirá a sexta posição na classificação de 2011. É claro que as sucessivas crises na zona do Euro têm empurrado (para baixo) as economias europeias, mas também é fato que, nessa ultima década, o Brasil vem em ritmo rápido de crescimento. È possível até que nós ajudemos a capitalizar a endividada Zona do Euro.

Mas ainda somos um país das grandes contradições. Para citar uma, temos hoje o 84° Índice de Desenvolvimento Humano entre 187 países. Sim, estamos melhorando, mas ainda há muito o que fazer para melhorar este índice e a vida de muitos brasileiros. A boa notícia, a qual vou destacar hoje, é que um de tantos atrasos históricos começa a ser batido de frente no País. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê multa às empresas que discriminarem as mulheres quanto aos salários.

 UMA MEDIDA

Não acho que esta seria a melhor medida para se resolver esta disparidade entre homens e mulheres dentro do mercado de trabalho, mas com certeza, se aplicada, terá grande impacto dentro das companhias. Afinal, de acordo com texto do projeto de lei, a multa à empresa que discriminar as mulheres quanto aos salários deve ser cinco vezes o valor da diferença salarial verificada em todo o período do contrato.

 A medida ainda não entrará em vigor, pois o projeto deve seguir para apreciação do Senado. Tudo indica que o projeto será aprovado por esta Casa também. De qualquer forma, a aprovação da medida pela Câmara já é um aceno para a quebra de algumas disparidades dentro do mercado de trabalho.

DISPARIDADES

A medida se faz necessária em nosso País, candidato à sexta maior economia mundial, porque as disparidades salariais entre homens e mulheres é uma realidade em todos os níveis sociais. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho referente a setembro deste ano, o salário das mulheres nesse mês representava cerca de 85% em relação à remuneração masculina. Ou seja, uma diferença de cerca de 15%.

Outros dados que chamam a atenção para essa “disputa”
de gêneros dentro do mercado de trabalho é do Anuário das
Mulheres Brasileiras, realizado pelo Dieese. O estudo mostra que as brasileiras com curso superior e que recebem mais de cinco salários mínimos representam 27,7% das ocupadas. Já os homens de perfil similar representam 52,2% dos ocupados.

Será um grande passo caso o projeto de lei seja aprovado pelo Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Mas é fato que as mulheres ainda precisam suar muito mais a camisa para equalizar seus direitos de um mercado de trabalho ainda masculinizado.

HORA DO CAFEZINHO

Vivemos em uma época dos viciados pelo trabalho, também conhecidos como Workaholics. Em suma, são profissionais que quase sempre ultrapassam suas 8 horas diárias de trabalho para finalizar um projeto ou até mesmo adiantar algumas de suas etapas. Em muitos casos, até mesmo os finais de semana ganham status de dias úteis. Os workaholics estão cada vez mais comuns no mercado de trabalho por conta da alta competitividade do mercado e da auto-cobrança dos trabalhadores pela qualificação e eficiência. Consequência disso é uma vida quase sem lazer, mas repleta de estresse. Pois é, se você se encaixa neste perfil, está na hora de desacelerar. Além da queda da produtividade a longo prazo, esta postura poderá trazer malefícios à saúde. Procure organizar e planejar o seu tempo para ter horas de relaxar.

 CORPORATIVÊS

 Esse é um dos termos em inglês que tem muitos adeptos das apresentações em PowerPoint: No-win. Quando você ouvir essa expressão da boca de seu chefe, saiba que as coisas não andam nada bem. O termo significa que a situação não está bem e que todos envolvidos podem perder. Em oposição a essa expressão, temos o Win-win (na qual, todos ganham).

Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br

Fonte: O Povo Online

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: