Escolhas certas ou vida dura

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Esta semana fomos procurados por um artista. Identificou a Véli na internet como uma empresa de consultoria em recursos humanos e colocou o problema sério que estava lhe tirando a tranquilidade. Em resumo, ele disse: sou ótimo no palco, faço meu trabalho com alta qualidade (sem falsa modéstia) e sinto sinceramente que deixo encantados aqueles que assistem a meu show; meu nome é conhecido e reconhecido, mesmo que eu não seja tão badalado. O problema, disse ele, é que minha carreira não está em ascensão, não me vejo subindo degraus, parece que estou patinando. E aí ele colocou a pergunta chave: o que devo fazer?

Esta semana também assistimos a um novo capítulo da novela Neymar-Barcelona-Real Madrid. Depois de muita onda sobre o “destino inevitável” do craque (ir para um grande time-empresa da Europa). Na quarta-feira, em entrevista coletiva, o nosso novo gênio da bola deu entrevista coletiva e ficamos sabendo que ele fica no Santos pelo menos até 2014. Esta semana, ainda, conversamos com um jovem ativista do movimento social. Estudante universitário, 25 anos, dedica seus estudos e todo o tempo disponível a entender as questões políticas e econômicas que provocam tanta injustiça e desigualdade social. Ele tem talento para ganhar um bom salário na iniciativa privada, mas aceita uma mínima ajuda de custo para dar o máximo de si para fazer o bem para os mais carentes. Ele disse: quero ter no terceiro setor a mesma sensação de sucesso e realização que os executivos do segundo setor experimentam. E sacou a pergunta: o que devo fazer?

Neymar contratou para cuidar de seus interesses e gerenciar sua carreira alguém em quem ele confia e com quem tem afinidade. E dividiu as funções: você cuida de administrar minha carreira e meus interesses e eu cuido do que acontece no campo, com a bola (as palavras não são dele). O profissional que administra a empresa Neymar S/A é seu pai. E seu pai mostrou excepcional competência, quando disse que o objetivo mais importante do seu trabalho é a felicidade do seu cliente, seu filho.

Esportistas, artistas e ativistas do terceiro setor são pessoas especiais. Elas parecem capazes de ser feliz se seguirem esta força que vem de dentro, do fundo da alma. São poucos os que se destacam e conseguem manter-se acima da linha média por um tempo suficiente para sentir, colher e consolidar a sensação de sucesso e a mais verdadeira felicidade. De corações e mentes generosos, costumam escolher as pessoas erradas para ajudá-las a administrar suas carreiras. Neymar deu muita sorte, ou mostrou excepcional competência também fora do campo. O “moleque” genial vai muito bem e parece muito feliz. A fotografia em um jornal fazia-nos todos pensar nele: em alto mar, sol a pique, de calção, num iate, com duas louras de biquíni belíssimas nas águas do Guarujá.

ISRAEL ARAÚJO
Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br  – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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