Resumo comentado das notícias da semana que passou

Resumo comentado das notícias da semana

Fonte: Blog da Miriam Leitão

Europa – A situação por lá não para de piorar. O fracasso do leilão de títulos da Alemanha acendeu a luz vermelha, mostrando que a crise de confiança começa a se aproximar da maior economia da Europa. Também continuam em alta os juros cobrados dos países para rolar suas dívidas. Hoje, por exemplo, a Itália teve de pagar 7,8% em leilão de títulos de dois anos.

Agências de classificação de risco rebaixaram esta semana as notas de Portugal, que ainda foi palco de uma greve geral esta semana, e da Hungria para grau especulativo.

Em reunião com Nicolas Sarkozy, da França, e Mario Monti, da Itália, Merkel deixou claro sua oposição à criação dos eurobônus e da ampliação do papel do BCE. Ela defende união fiscal com mais integração política. Ficaram de apresentar proposta para reformar os tratados da União Europeia.

A crise vista daqui – A piora da situação internacional pode ter impacto na decisão do Copom, interferindo no tamanho do corte dos juros. Para o Ministério da Fazenda, a crise pode ser tão grave quanto a do Lehman Brothers. Já a presidente Dilma está acompanhando o seu agravamento e, segundo o “Valor”, está pessimista.

Para Tombini, presidente do BC, a piora do cenário internacional pede “ajustes moderados”. Para o mercado, isso representa corte de 0,5 ponto.

EUA não chegam a acordo sobre cortes – O supercomitê, grupo formado por democratas e republicanos do Congresso americano, não conseguiu chegar a um acordo em relação ao corte adicional de US$ 1,2 trilhão. Isso aconteceu porque a polarização nos EUA é grande, e essa paralisia decisória é ruim.

Eleições na Espanha – Os conservadores ganharam as eleições de domingo, mesmo sem terem apresentado propostas para resolver a crise. Na Europa, os eleitores estão trocando os governantes, na esperança de que o novo eleito possa trazer soluções para a crise. Mas a pressão sobre a Espanha não diminuiu.

Desemprego cai para 5,8% – Mesmo com a economia crescendo num ritmo menor, o desemprego caiu em outubro para 5,8%, segundo o IBGE, o que é uma boa notícia, sem dúvida. Também caiu a desocupação entre os jovens de 18 a 24 anos, mulheres, homens, brancos e negros.

A tendência é que continue em queda até dezembro, porque nessa época o comércio contrata muita gente para o fim do ano. Mas os analistas dizem que o mercado de trabalho está dando sinais de desaceleração, já que a ocupação vem crescendo num ritmo menor.

O IBGE também informou que o rendimento médio em outubro ficou em R$ 1.612,70, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Vazamento de óleo – Esta semana, a ANP proibiu a Chevron de furar poço no país. A empresa tem de ser punida pelo vazamento de óleo na Bacia de Campos, porque cometeu vários erros e foi imprudente.

O mais importante é tirar lições desse acidente, mudar procedimentos de prevenção, com exigência de mais transparência por parte das empresas, novos planos de contingência e maior consciência dos riscos.

Superávit primário – O BC divulgou hoje que o Brasil economizou R$ 13,9 bilhões para pagar juros da dívida em outubro. Nos dez primeiros meses de 2010, o superávit primário foi de R$ 118,6 bilhões, o que representa 92,7% da meta para este ano.

Dólar em alta – Com o agravamento da crise na Europa e com o aumento da desconfiança, o dólar sobe forte em relação ao real. Depois de ter fechado ontem em alta de 1,72%, para R$ 1,892, a moeda americana subia 0,36% às 11h40.

IPCA-15 volta a acelerar – A prévia da inflação oficial subiu 0,46% em novembro, depois de ter recuado de 0,53% em setembro para 0,42% em outubro. A alta foi puxada pelo aumento dos preços dos alimentos e de roupas. O acumulado em 12 meses está em 6,69%, ainda acima do teto da meta (6,5%).

Crédito – Dados do BC divulgados esta semana mostram que o crédito cresce num ritmo um pouco menor, mas ainda forte, acima da velocidade desejada pelo Banco Central.

Depois de avançar 2,1% em setembro em relação a agosto, o estoque de crédito cresceu 0,8% em outubro na comparação com o mês anterior. O acumulado em 12 meses, que estava em 19,6%, desacelerou para 18,4%, nível ainda acima do que o BC considera bom.

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