Quando a gerência pensa micro

Mundo Corporativo

Sandra Nagano

Esta coluna é publicada as Quintas Feiras

CARGOS

Não há como negar que os cargos de gerência carregam grandes responsabilidades e metas, e por isso, também certa dose de estresse. Até aí, tudo aparentemente normal. O problema é quando a empresa e o gestor não têm um organograma e metas bem definidas. Aí, o estresse desses gestores se multiplica pelo tamanho do caos instaurado dentro da organização. Sem saber controlar esse estresse e as próprias responsabilidades e metas, muitos desses gestores começam a trabalhar em regime de microgerência, ou seja, eles sentem a necessidade de checar e examinar minuciosamente o trabalho de sua equipe de maneira constante e excessiva. O que muitos não conseguem visualizar é que se trata de uma postura tóxica que pode contaminar todo o ambiente de trabalho.

“SE NÃO SOU EU…”

Num comportamento típico, o microgestor, tomado pela necessidade de controlar toda a situação caótica no escritório, descarrega a pressão e estresse sobre seus colaboradores. Isso significa estar no pé dos funcionários a cada minuto, como se sua presença fosse realmente necessária a cada pequeno passo de um trabalho realizado por sua equipe. Em geral, o microgestor pensa da seguinte forma: “Se não sou eu, as coisas não vão para frente”. A presença do gestor é realmente importante e imprescindível, mas se torna realmente insalubre quando chega nesse nível de falta de confiança.

COLABORADORES-BOMBEIROS

1 O problema é quando o microgestor não deixa claro o que cada agente da equipe deve realmente fazer. Num cenário de desorganização, falta de clareza e foco, esse gestor estará preparando, na verdade, uma equipe de colaboradores-bombeiros, cuja função será apagar os “incêndios” causados pelo caos organizacional.E, claro, muitos funcionários desmotivados e estressados com a pressão de um chefe microgestor. Isso, além de diminuir a eficiência e a produtividade da equipe, também poderá contribuir para minar possíveis talentos dentro da organização.

GESTOR, MAS NÃO LÍDER

2 Como se pode notar, o microgestor está longe de ser um verdadeiro líder, cujas principais características são a capacidade de exprimir com clareza os objetivos de cada tarefa e as funções de cada um no organograma, de criar um ambiente de motivação na equipe e de construir pontes – e não muros – entre ele e seus colaboradores . Se você convive diariamente com um chefe microgestor e pretende se manter no cargo e empresa em que trabalha atualmente, o jeito é evitar um enfrentamento com ele logo de cara – isso poderá somente piorar a situação dentro do ambiente de trabalho. Tente ganhar a confiança dele, pois somente assim ele poderá diminuir a ansiedade em cima de seu trabalho.Outra dica é se antecipar a ele e sempre mantê-lo informado sobre o progresso de suas atividades. É bom lembrar que isso poderá apenas amenizar um pouco a pressão dele sobre você. Possivelmente ele continuará a ser o mesmo microgestor – pelo menos até que ele decida olhar a gestão de forma menos pequena e mais macro.

CORPORATIVÊS

3Se algum dia você ouvir seu chefe ou um palestrante dizer que é preciso que todos trabalhem em regime 24-7 (lido e falado em inglês: twenty-four seven), saiba que esses números nada mais querem dizer “24 horas por dia e 7 dias da semana”. Ou seja, a expressão significa algo como “trabalho ininterrupto”, “sem folga”.

Sandra Nagano é jornalista da área econômica

Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br

Fonte: O povo Online

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