Como o “Fator 12″ pode revolucionar sua carreira

Por Flávio Emílio

Esta coluna é publicada aos domingos

Não! Não estou falando do fator de proteção de seu próximo filtro solar, nem tampouco de algum exercício abstrato de matemática. Lembro que há muitos anos atrás li algo a respeito de um certo “fator 12″, que me deixou intrigado e pensativo… Como estamos no início de um novo ano, acho oportuno refletirmos a respeito do fator 12. Imaginemos algumas situações comuns ao mundo corporativo:

O proprietário de um grande restaurante popular anda muito preocupado porque o quilo do feijão preto subiu 27 centavos no último mês. Ele, inclusive está procurando atentamente fornecedores alternativos sem que isso venha a comprometer a qualidade de seu produto, afinal de contas, “Um aumento de R$ 0,27 é um absurdo!!!”, segundo ele.

Um inquilino consegue um desconto de R$ 30,00 no valor do aluguel de seu imóvel comercial e está dando pulos de alegria pelo bom negócio que acabou de fechar, após uma longa negociação com o proprietário do prédio. “Vou permanecer onde estou estabelecido, e ainda consegui economizar R$ 30,00. Vou dormir feliz hoje!”, comemora.

O engenheiro de produção de uma indústria têxtil anda às voltas com o retardamento em 40 segundos no tempo médio para produzir cada peça de roupa. “Não é possível. O que está havendo? 40 segundos a mais é um tempo excessivo para concluir o processo. Precisamos investigar as causas de imediato e traçar um plano de ação corretiva para eliminar essa distorção”, anuncia.

O passivo de uma microempresa foi renegociado junto a um grande credor e ela passou a pagar juros de 3% ao mês, ao invés dos 3,4% de antes. Seus sócios saíram felizes com a redução da despesa financeira e começaram a fazer planos para o futuro, visando reequilibrar as finanças em breve e sair de uma vez por todas do vermelho.

O que esses personagens têm em comum? Os leitores mais apressados dirão que todos eles estão supervalorizando coisas pequenas. O que são 27 centavos, para o dono de um restaurante? Ou R$ 30 reais a menos no aluguel de um prédio comercial? Ou ainda 40 segundos? E o que dizer de uma redução de 3,4% para 3,0%? “Esse pessoal é muito conservador, não pensa grande, não ousa, não tem visão de futuro”.

Por mais paradoxal que possa parecer, todos eles pensam grande, tem visão de futuro e sabem dar valor ao dinheiro. Todos os mínimos descontos obtidos ou pequenos acréscimos se agigantam rapidamente, quando passamos a raciocinar em escala, de forma ampla e não mais unitária. É justamente aí onde entra o fator 12, que nada mais é que o exercício de calcular o que aquela quantia deverá representar no período de 12 meses, ou seja, num ano inteiro. Ah, os 27 centavos a mais viram mais de R$ 200,00 ao ano. Os R$ 30,00 de desconto no aluguel representarão R$ 360,00 ao ano – exatamente o valor do IPTU! Os 40 segundos perdidos em cada peça trarão um enorme aumento no custo de produção de 60.000 peças ao ano… O desconto nos juros permitirá que a empresa invista mensalmente R$ 3.000,00 em propaganda para atrair mais clientes e sair mais rápido daquela situação incômoda.

Se você é o tipo de pessoa que “não faz questão por coisas pequenas”, sugiro que comece a aplicar o fator 12 frequentemente, tanto em sua vida profissional, quanto social e familiar. Você descobrirá que pequenas economias e investimentos diários poderão ser revertidos em grandes resultados. Lembre-se que em todas as histórias de empresários e profissionais bem sucedidos, o respeito pelo fator 12 estará presente.

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