Tal líder, tal equipe

Por Kelly Gallinari

Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras.

Além de cuidar do desenvolvimento individual de seus liderados, é importante, e imprescindível, zelar pelo coletivo. E zelar pelo coletivo é montar um time onde as competências individuais se complementem e, juntas, entreguem resultados de alta performance.

Como? Um desafio e tanto.

Se eu tivesse que reunir os líderes que assisti nos projetos de desenvolvimento de lideranças que já coordenei, montaria três grandes grupos: 1 – Líderes maternais; 2 – Líderes empresa; 3 – Líderes de verdade . Explico:

1 – Líderes maternais: são aqueles que só se preocupam com o individual. Fazem de tudo para o bem estar de seus funcionários, independente do resultado coletivo. Se for preciso prejudicar o resultado coletivo em benefício de um liderado, assim o faz. São os líderes que têm dificuldade de dizer não, líderes que passam horas ouvindo as lamúrias de funcionários e que não propõe nenhum plano de ação para melhoria do problema. Uma liderança amiga mas de baixíssima eficiência. Tem dificuldade em demitir e posterga problemas de comportamentos. Pouco se preocupa com os resultados corporativos.  Geralmente, é muito querido por sua equipe mas tem pouco reconhecimento pela empresa porque entrega poucos resultados.

2 – Líderes empresas: ao contrário dos líderes maternais, só se preocupam com o coletivo. Querem que a equipe entregue o resultado mas não se preocupa em desenvolver as competências individuais em prol do resultado comum. Não entende que é necessário conhecer cada um de seu time para extrair deste a habilidade que garanta o melhor retorno positivo para o time e, em consequência, para a empresa. Enxerga todos como iguais e impõe ao invés de influcienciar. A solução é sempre demitir. Conhece muito do negócio e pouco de pessoas. Tem baixa performance e sua equipe também.

3 – Líderes de verdade: esta liderança é eficiente. Equilibra a importância de desenvolver as competências individuais com a necessidade de entregar resultados esperados pela empresa.  É muito bem visto na empresa, mas não por sua compaixão, mas por eficiência. Algumas características que vale a pena refletirmos:

  • Membros da equipe: antes de definir os membros da equipe, reflete sobre suas metas e o tipo de competências que precisa reunir para que consiga a desenvolver as atividades da área de forma a alcançar os resultados. Isto feito, consegue, com facilidade, montar uma matriz de competência dos cargos de sua área ressaltando quais habilidades as pessoas precisam ter. Claro que o RH costuma ajudar nestas questões, mas se o líder tiver isto bem esclarecido, com certeza terá facilidade em escolher as pessoas que formarão sua equipe.
  • Desenvolver os Liderados: o líder de verdade se preocupa em desenvolver seus funcionários. Mais do que isso, dedica tempo em desenvolver as competências certas. Fulano contribui com na organização de dados, Cicrano na criação de apresentação. Beltrano reúne habilidade de oratória e relacionamento interpessoal. Uma equipe complementar.
    Juntos, são mais. E o mais bacana desta tática é que o as características individuais vão, com o tempo, tornando-se coletivas. Fulano ensina organização a ciclano, que ensina como criar apresentações e todos aprendem a falar em público com Beltrano. Com o tempo, uma equipe rica em competências que garantem o crescimento individual dos liderados e que, também, entrega o resultado esperado pela empresa. Assim como líder maternal, sabe que precisa investir tempo nas pessoas, mas consegue delimitar até onde ir. Não compartilha lamúrias, pois é veloz em encontrar soluções.
  • Comunicação: este tipo de liderança informa. Informa , sempre. Informa as metas, informa a situação atual da empresa/equipe, dá feedback, dá follow ups. E uma equipe bem informada caminha para o lado certo. Consegue traçar o caminho certo para se chegar aos resultados.
  • Demitir, se necessário: estes líderes são assertivos em demissões. Comunicam, desenvolvem e são transparentes com seus liderados quanto ao tempo que têm para entregar resultados. Em caso negativo, após a tentativa do  desenvolvimento, são assertivos e velozes em demitir e encontrar um novo membro para o time. Isto não deve ser  uma dificuldade.

Achar o equilíbrio e ser um líder de verdade é o desafio, minha gente. Um desafio que vale a pena enfrentar para  aqueles que desejam ter uma ascensão sustentável da carreira.

Em qual destes grupos você está, caro gestor?

Ser legal, apenas, não garante resultado. E sem resultado, você passa a ser nada legal dentro de uma organização.

Visualizar apenas as metas em detrimento da equipe não é legal também. Um líder que não tem o apreço de seu time não sustenta resultados. E sem resultados, já sabem…

Um líder de verdade é equipe e é empresa. Isso não é só legal, é ser efetivo.

Abraços e até mais, meu povo!

Kelly Cavalcanti Gallinari

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