Tempo da travessia

Por Israel Araujo

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras

Perto do final de 2008 tive o convite e a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento deste caderno em parceria com a equipe deste jornal. Foi uma alegria e um prazer assistir ao nascimento e à evolução dessa inovadora ação editorial que conquistou leitores dos conteúdos impressos nestas páginas e replicados no portal do Sistema Verdes Mares na internet. O caderno, que chegou a bater recordes de acessos online, aproximando-se de outras seções diárias, como a de Esportes, teve definitivamente o seu mérito reconhecido pelo leitor cearense.

Desde a primeiríssima edição, pude compartilhar com você, leitor e principal personagem desta história, de pontos de vista, opiniões, tendências, homenagens, relatos, referências, notícias e até arrisquei algumas previsões de mercado. Recebi muitos feedbacks e sempre procurei responder, agradecendo os elogios e buscando mostrar o outro lado para as críticas sempre construtivas, que demonstravam a maturidade do leitor ante a imprensa. Aliás, esta mudou de perfil com o tempo, estabelecendo-se de maneira cada vez mais sólida com a liberdade instituída e protegida. Foram muitas mudanças desde os tempos de jornalismo das década de 50, com meu avô, o jornalista Olavo Araújo, e das décadas de 80 e 90, com meu pai, economista Osvaldo Araújo, que dedicou quinze anos de sua carreira a uma empresa de comunicação. Quero render minha homenagem a estas pessoas mais próximas e agradecer à equipe de profissionais que me deu liberdade, apoio e estímulo. Sinto-me honrado em ter tido uma coluna com meu nome ao lado de tantos profissionais que buscam honrar o nome, a contribuição e a memória do fundador deste jornal, o saudoso Edson Queiroz.

Se precisasse definir em poucas palavras qual foi o meu objetivo ao longo desses anos, ocupando sempre este mesmo espaço, invadindo sua casa todos os domingos, eu diria que foi o de abrir os olhos dos empresários, gestores e profissionais do mercado de trabalho sobre a importância da valorização das pessoas e do significativo retorno que o investimento nelas pode trazer. Numa única frase, os resultados só podem ser obtidos com e através da valorização do ser humano no trabalho e na vida. As pessoas são, sim, a roda que movimenta o mundo e as únicas responsáveis por tudo que se cria, produz, muda e evolui. Se na cabeça de cada um dos leitores, houver nascido uma sementinha que seja, da importância da valorização do seu semelhante no mundo corporativo e na sociedade em que vivemos, terei cumprido a missão.

É hora de passar a palavra e, por falar nelas, lembrar Fernando Pessoa: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” Feliz Natal e Ano Novo. Que os seus caminhos se renovem e os levem a novos e maravilhosos lugares. Bom dia, boa tarde, boa noite. Boa sorte!

Diretor Executivo da unidade de Fortaleza da Véli Soluções em RH israelaraujo@israelaraujo.com.br – twitter: @israelaraujorh

Fonte: Diário do Nordeste

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