Como sobreviver a um “puxão de orelha”

Por Flávio Emílio

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras e aos Domingos

Por mais competente que você seja, sempre haverá algum tipo de deslize em sua trajetória profissional. É quase impossível manter elevados níveis de performance o tempo todo. As escorregadas – conscientes ou não, darão motivos para ser chamado à sala do chefe para ouvir dele o chamado feedback de teor crítico, objetivando corrigir falhas. Até onde eu sei, nenhum ser humano gosta de ser chamado à atenção. Como, então, fazer com que aqueles 15 minutos frente à frente com o chefe sejam menos desagradáveis?

  • Não leve a situação para a esfera pessoal. Agir como vítima ou como injustiçado, demonstra imaturidade e falta de profissionalismo;
  • Evite uma postura defensiva. Tentar interromper ou rebater os argumentos do chefe só serve para tornar o clima desfavorável e prolongar, desnecessariamente, a conversa;
  • Se precisar explicar algo, utilize evidências e provas concretas. Essa é a melhor forma de mostrar um contraponto, apresentando a situação por um outro prisma, sem ir para a “queda de braço” ou o choque de opiniões. Lembre-se do velho ditado: “contra fatos, não há argumentos”. Assim, quanto maior o número de provas a seu favor, mais consistente será o diálogo e mais respeitado você será e a verdade dos fatos será melhor esclarecida;
  • Reconheça falhas cometidas e se comprometa com a correção. Esse é o grande objetivo do feedback. Se você se propuser, sinceramente, a eliminar as causas do mau desempenho, ganhará um voto de confiança do seu chefe. Lembre-se que a mensagem implícita do “puxão de orelha” é: “gostamos do seu trabalho e queremos continuar contando com você. Mas há necessidade de sanar os problemas  ____________”
  • Caso se sinta perseguido ou mesmo injustiçado, evite explosões de ira. Controle emocional é fundamental numa hora dessas. Ao sair da sala, procure processar e reprocessar em sua mente tudo o que viu e ouviu na sala do chefe durante a conversa. Com calma e sem afobação, veja qual a relação custo x benefício mais favorável: sublimar a irritação, virar a página e seguir em frente na empresa ou deixar aquele emprego. Trata-se de uma decisão de cunho estritamente pessoal e que, por isso, requer muita reflexão;
  • Não saia divulgando o que foi conversado entre vocês. Se outras pessoas necessitassem tomar conhecimento do teor da conversa, elas teriam sido convocadas a participar… Não vale a pena desabafar com colegas de trabalho, pois nem sempre o sigilo será preservado, correndo um sério risco de ser dramatizado, aumentado e ser transformado em fofoca.

Flávio Emílio Monteiro Cavalcanti é administrador e Mestre em Gestão de Recursos Humanos .

http://dropsdecarreira.com.br/blog/

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