De perto ninguém é normal

Akio Morita e a SonyPor Jerônimo Mendes

Esta coluna é publicada aos sábados

Adoro conversar. Se isso me rendesse um bom dinheiro, talvez eu passasse dois terços do dia conversando. Entre uma conversa e outra, o escritor sempre consegue extrair ótimos insights, se estiver atento, é óbvio, como, por exemplo, o título desse artigo, proferido por um amigo.

De perto ninguém é normal é um dos versos de Vaca Profana, música de Caetano Veloso. Existe algo parecido por meio do Millôr Fernandes, escritor e jornalista de primeira. Frase inteligente, de pura reflexão, indiscutível: “como são maravilhosas aquelas pessoas que não conhecemos muito bem”.

Você já percebeu que, de vez em quando, existe a impressão de que todo mundo está bem, menos você? Se você tem o hábito de folhear revistas, principalmente de moda, de esportes ou de celebridades, isso se torna mais visível. Como é que essa gente consegue se projetar e se cuidar com tanta facilidade?

Não é necessário ir longe. Olhe para o quintal do vizinho ou para a mesa do colega de trabalho ou, quem sabe, para a namorada do seu amigo. A grama do vizinho parece sempre mais verde. Existe grande dificuldade de o ser humano valorizar o que está dentro dele ou próximo a ele.

Por que isso acontece? Pode-se estabelecer um tratado de justificativas, das mais variadas possíveis, com base em estudos antropológicos e filosóficos, mas esse não é o meu propósito aqui. Ao contrário, desejo que reflita profundamente sobre isso e tente mudar o seu ângulo de visão.

De perto, ninguém é normal mesmo. Todo mundo possui esquisitices, inaceitáveis do ponto de vista alheio. Alguns disfarçam com facilidade, outros não. De um lado estão os dissimulados. Do outro, os desencontrados, sob o meu ponto de vista. Porém, quem disse que o meu ponto de vista está correto?

Cada pessoa tem pontos fortes e fracos. Se a autenticidade do ser humano fosse colocada em prática, o ambiente ficaria insuportável, portanto, vez por outra, é necessário um pouco de flexibilidade, ou de jogo de cintura, se preferir, mas sem se descuidar dos princípios.

De longe, todos parecem melhores, porém, basta se aproximar das pessoas e iniciar uma conversa para descobrir três coisas importantes: 1) ninguém é melhor do que você; 2) todo mundo tem problemas, parecidos ou bem piores; 3) em diversos aspectos, você pode descobrir que está bem melhor do que elas.

Qual é o problema, então? O foco de atenção. Inveja e comparação são dois males distintos que andam de mãos dadas, principalmente porque não levam em conta os antecedentes. Sua história é única e somente você sabe o que fazer com ela. O seu passado não muda mais, porém, o seu futuro dependerá muito do que acontecer a partir de agora. Talvez você precise de um novo olhar sobre os acontecimentos.

Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes é Administrador, Coach, Professor Universitário e Palestrante, Graduado em Administração de Empresas e Especialista em empreendedorismo.

www.jeronimomendes.com.br

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