Errar é [des]humano! 5 causas comuns para falhas cometidas no trabalho

Por Flávio Emílio

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras e aos Domingos.

No post de hoje, vamos diferenciar os vários tipos de erros cometidos no ambiente corporativo. Todos eles podem ser entendidos como incorreções, desvios, equívocos, dentre outros sinônimos. Além do significado, os efeitos negativos são o ponto em comum em toda e qualquer falha. Entretanto há diferenciais significativos que distinguem um erro de outro: as causas pelas quais eles ocorrem. Em outras palavras, poderíamos perguntar o que levou determinado profissional ou equipe a cometer aquela falha?

Displicência ou omissão. São resultado da falta de responsabilidade, comprometimento e iniciativa. Enquanto a displicência leva o profissional a errar por agir de forma irresponsável e inconseqüente, a omissão conduz ao imobilismo e ao conservadorismo, ou seja, o indivíduo errará por não ter tido iniciativa de agir no momento necessário. Nesses casos, a impunidade só retroalimentará essas atitudes. Por isso, a empresa deverá investigar o que aconteceu e responsabilizar os envolvidos para que respondam por seus atos.

Má fé. Existem pessoas que não são dignas da confiança nelas depositada. Isso as leva a cometer erros de forma consciente e calculada, a fim de sabotar iniciativas da empresa e procurar tirar vantagens pessoais em detrimento dos interesses da companhia. Dependendo do caso, esse tipo de situação pode resultar em desligamento por justa causa. Há quem diga que ser preferível contratar alguém de boa índole, com conhecimento técnico mediano a contratar experts que não são confiáveis. Concordo plenamente.

Falhas de comunicação. Não há como negar: um dos grandes problemas empresariais chama-se comunicação. Mensagens, ordens e solicitações truncadas, distorcidas, atrasadas e incompletas induzem as pessoas ao erro. Algumas são punidas por isso e nem sequer têm como provar a real causa, pois também é muito comum nas empresas: a comunicação informal – aquela que não “deixa rastro” ou seja, registro escrito ou sonoro. Em casos como esse, a responsabilidade pelo erro será difusa, podendo envolver várias pessoas e até setores.

Fatores externos ou ocorrências não previstas. Apesar do esforço de planejar, não se conseguirá chegará a ter 100% de previsibilidade, pois a empresa está sujeita à influência de situações e fatos sobre os quais não há possibilidade de controle efetivo. Muitas falhas são conseqüências de acontecimentos inesperados, que acabam prejudicando e às vezes até impedindo o cumprimento integral do que havia sido projetado. Entretanto, se os envolvidos não sinalizarem a tempo este tipo de ocorrência, estarão falhando por omissão e displicência, devendo arcar com as conseqüências.

Tentativas concretas de inovar e de acertar. O caminho rumo ao acerto pode ser pontuado de erros. Grandes inventores realizam muitas tentativas e experimentos frustrados antes de alcançarem o sucesso. Temos, portanto, o dever de distinguir se o infortúnio foi ou não o resultado de um desejo sincero e responsável de acertar por parte do profissional. Se essa for a causa, o erro deverá ser utilizado didaticamente, ou seja, como lição, a fim de prevenir sua repetição e elevar o nível de experiência e conhecimento da equipe.

Flávio Emílio Monteiro Cavalcanti é administrador e Mestre em Gestão de Recursos Humanos .

http://dropsdecarreira.com.br/blog/

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