Frango Assado pode trazer 5º maior fast-food dos EUA

Françoise Terzian

Com 1,4 mil lojas, rede de hambúrguer Carl’s Jr. pode fincar sua bandeira no Brasil.

Os R$ 140 milhões em caixa e o apetite da IMC (International Meal Company) para crescer no mercado brasileiro com suas varejistas de alimentação Frango Assado, Viena e Brunella poderão levar a companhia a desbravar o crescente nicho das hamburguerias e trazer ao Brasil o Carl’s Jr., cadeia de fast-food com 1,4 mil unidades espalhadas pelos Estados Unidos.

A rede é considerada a quinta maior do país, atrás apenas do Subway, McDonald’s, Burger King e Wendy’s.

Espécie de lanchonete premium, a Carl’s deverá disputar mercado com redes como a The Fifties e a PJ Clarke’s, e não exatamente com empresas como o McDonald’s, embora as redes mais populares tenham apelado a criações mais elaboradas e caras para não perder espaço para a multiplicação de hamburguerias pela região Sudeste.

A IMC fechou recentemente um contrato com a Carl’s Jr. para atuar como master franqueada da rede americana no Caribe. Pelo acordo, ela deve abrir 50 unidades da marca na região nos próximos cinco anos.

Agora, as duas empresas encontram-se em conversações para trazer a Carl’s Jr. ao Brasil. Há espaço para disputar este mercado. A IMC, contudo, quer que o acordo a coloque também como master franqueada local.

Aquisição

Se de um lado a IMC mira uma nova cadeia de lanchonetes para engordar suas vendas no país, de outro a companhia encontra-se na fase final para aquisição das redes de alimentação light Wraps e de sua irmã mais nova Go Fresh. Até o fim deste semestre, a IMC deve levar os dois negócios para casa.

“Estamos encerrando o processo de due dilligence na empresa e aguardando uma posição do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, diz Neil Amereno, diretor de Relações com os Investidores da IMC.

Hoje, o Wraps é composto por sete lojas próprias e cinco franquias. Embora a IMC não atue com o modelo de franquia, Amereno garante que os franqueados serão mantidos.

Resultados

Com atuação exclusiva em aeroportos, rodovias e shoppings centers, a IMC fechou 2011 com 276 lojas, contra 214 no mesmo período de 2010. A receita líquida atingiu R$ 898,6 milhões, um aumento de 19,9% em relação a 2010.

Já o Ebitda ajustado (lucro antes de impostos, despesas, depreciações e amortizações) foi de R$ 140 milhões em 2011, salto de 16,6% sobre 2010.

“A expansão das operações em aeroportos e rodovias impulsionou os resultados da IMC”, afirma Julio Millan, diretor financeiro da IMC.

O lucro líquido, por sua vez, caiu de R$ 8 milhões, em 2010, para R$ 2 milhões. A empresa atribuiu a queda às despesas de R$ 40 milhões ocasionadas pelo IPO, feito em março do ano passado.

Fonte: Brasil Ecônomico

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